Grupo São Martinho estuda ampliar produção de açúcar na Usina Santa Cruz

11/08/2016 Cana-de-Açúcar POR: Agência Estado
O diretor financeiro e de relações com investidores do Grupo São Martinho, Felipe Vicchiato, afirmou nesta terça-feira, 9, em teleconferência para comentar os resultados do 1º trimestre da safra 2016/17, que a companhia estuda ampliar a produção de açúcar na Usina Santa Cruz, em Araraquara (SP), para aproveitar o cenário positivo de preços internacionais da commodity desenhado para os próximos anos.
Segundo ele, essa alteração viria de investimentos em equipamentos já em operação para ampliar a capacidade de produção do açúcar sobre o etanol na unidade e foi considerada em todas as três usinas do grupo em São Paulo, mas apenas na Santa Cruz seria possível, apesar de o projeto ainda não ter sido aprovado.
"A companhia tenta tirar gargalos das unidades de São Paulo para conseguir fazer um pouco mais de açúcar, mas isso depende de quais equipamentos você mexe para tentar produzi-lo. Se tiver de mexer em cogeração, o capex é muito alto e a conta não fecha. Se for só na produção do açúcar, se paga em dois ou três anos", disse. "O espaço para fazer isso é na Santa Cruz, mas o projeto ainda não passou a ainda precisamos ver se haverá disponibilidade de cana nos próximos dois anos para conseguir mais açúcar", completou o executivo.
Vicchiato considerou a falta de açúcar no mercado mundial como "estrutural" nos próximos três anos e que outras usinas do País também teriam dificuldades de aumentar a produção da commodity com o mesmo tipo de operação imaginada pelo Grupo São Martinho. O executivo considerou também que o retorno da União Europeia em 2017 ao mercado exportador deve injetar mais 3 milhões de toneladas de açúcar, mas essa oferta já está precificada.
Para Vicchiato, com o dólar em um novo patamar de preço e o açúcar em alta, cotado acima de 20 cents por libra-peso no mercado internacional, o Brasil voltou a ser o player global mais competitivo, com custos de produção em torno de 13 cents por libra no começo da atual safra, em abril. Já o custo de produção é de cerca de 20 cents por libra.
Ainda segundo diretor do Grupo São Martinho, ao final do primeiro trimestre do ano safra 2016/2017, em 30 de junho, 664,47 mil t de açúcar foram fixadas pela companhia em 15,28 cents por libra, o correspondente a 74% da cana própria da empresa. Para 2017/2018, 150,63 mil toneladas açúcar foram fixadas, o correspondente a 15% da cana própria da empresa - em 19,33 cents por libra. 
O diretor financeiro e de relações com investidores do Grupo São Martinho, Felipe Vicchiato, afirmou nesta terça-feira, 9, em teleconferência para comentar os resultados do 1º trimestre da safra 2016/17, que a companhia estuda ampliar a produção de açúcar na Usina Santa Cruz, em Araraquara (SP), para aproveitar o cenário positivo de preços internacionais da commodity desenhado para os próximos anos.

 
Segundo ele, essa alteração viria de investimentos em equipamentos já em operação para ampliar a capacidade de produção do açúcar sobre o etanol na unidade e foi considerada em todas as três usinas do grupo em São Paulo, mas apenas na Santa Cruz seria possível, apesar de o projeto ainda não ter sido aprovado.

 
"A companhia tenta tirar gargalos das unidades de São Paulo para conseguir fazer um pouco mais de açúcar, mas isso depende de quais equipamentos você mexe para tentar produzi-lo. Se tiver de mexer em cogeração, o capex é muito alto e a conta não fecha. Se for só na produção do açúcar, se paga em dois ou três anos", disse. "O espaço para fazer isso é na Santa Cruz, mas o projeto ainda não passou a ainda precisamos ver se haverá disponibilidade de cana nos próximos dois anos para conseguir mais açúcar", completou o executivo.

 
Vicchiato considerou a falta de açúcar no mercado mundial como "estrutural" nos próximos três anos e que outras usinas do País também teriam dificuldades de aumentar a produção da commodity com o mesmo tipo de operação imaginada pelo Grupo São Martinho. O executivo considerou também que o retorno da União Europeia em 2017 ao mercado exportador deve injetar mais 3 milhões de toneladas de açúcar, mas essa oferta já está precificada.

 
Para Vicchiato, com o dólar em um novo patamar de preço e o açúcar em alta, cotado acima de 20 cents por libra-peso no mercado internacional, o Brasil voltou a ser o player global mais competitivo, com custos de produção em torno de 13 cents por libra no começo da atual safra, em abril. Já o custo de produção é de cerca de 20 cents por libra.
Ainda segundo diretor do Grupo São Martinho, ao final do primeiro trimestre do ano safra 2016/2017, em 30 de junho, 664,47 mil t de açúcar foram fixadas pela companhia em 15,28 cents por libra, o correspondente a 74% da cana própria da empresa. Para 2017/2018, 150,63 mil toneladas açúcar foram fixadas, o correspondente a 15% da cana própria da empresa - em 19,33 cents por libra.