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Guarani renegocia dívida e reduz custo

22/01/2015 Cana-de-Açúcar POR: Valor Econômico
A Guarani, empresa sucroalcooleira controlada pela Tereos Internacional, concluiu a renegociação de US$ 300 milhões em dívidas que venciam no curto prazo. O diretor da divisão Brasil do Grupo Tereos, Jacyr Costa Filho, informou ao Valor que o montante foi alongado por cinco anos, com carência de dois.
A operação foi liderada pela instituição francesa Crédit Agricole e envolveu um pool de sete bancos estrangeiros, a maior parte, europeus. O executivo afirmou que os juros mais baixos na União Europeia possibilitaram a redução do custo dessa dívida em 0,10 ponto percentual. Antes em Libor mais 2,4% ao ano, o custo acertado no alongamento caiu para Libor mais 2,30% ao ano.
"A renegociação trará um fôlego à companhia, que está concluindo seus investimentos, a maior parte em cogeração", afirmou Costa Filho.
A redução do custo da dívida trará um impacto na despesa financeira da Guarani da ordem de US$ 330 mil ao ano, conforme o executivo. "O custo do dinheiro na Europa baixou. Além disso, a renegociação teve o aval do grupo Tereos, que tem relacionamento antigo com essas instituições financeiras e um bom rating de crédito", acrescentou.
No trimestre encerrado em 30 de setembro de 2014, a Guarani teve um resultado financeiro líquido negativo em R$ 55 milhões.
A dívida líquida da Guarani em 30 de setembro do ano passado era de R$ 1,9 bilhão, dos quais R$ 620 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o executivo, o endividamento com o banco de fomento se refere aos investimentos em cogeração e tem prazo de pagamento de 15 anos.
Na safra 2014/15, que termina oficialmente em 31 de março, a Guarani cogerou 1 milhão de megawatts/hora (MWh) a partir do bagaço da cana, ante os 700 mil MWh de 2013/14. Para o ciclo 2015/16, a companhia prevê cogerar 1,2 milhão de GWh. 20% de aumento. Essa previsão, de acordo com Costa Filho, não considera os eventuais ganhos de eficiência dos equipamentos de cogeração, uma vez que a companhia começou um projeto com esse objetivo.
Na avaliação de Costa Filho, a Tereos, na França, tem a muito a acrescentar à Tereos no Brasil no quesito ganho de eficiência - tanto energética quanto industrial. "A energia representa 30% do custo de produção do açúcar na França", observou.
Essa foi um das razões para a escolha de Pierre Santoul para a presidência da subsidiária brasileira, anunciada no fim de novembro do ano passado. Segundo Costa Filho, "Santoul era responsável por ganhos de eficiência e produtividade no grupo".
Conforme o executivo, atualmente, 90% da energia cogerada pela companhia foi contratada nos leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em torno de 10% estão disponíveis para venda no mercado à vista que, no ano passado, chegou a pagar R$ 822 o Megawatt hora (MWh). "Dependendo das condições dos próximos leilões da Aneel, podemos realizar novas vendas de longo prazo", afirmou.
Neste ano, haverá três leilões, com condições aparentemente mais atrativas para as usinas de cana que cogeram. Entre eles, o Leilão de Fontes Alternativas (LFA), marcado para 27 de abril, e no qual, a fonte biomassa de cana vai concorrer somente com ela mesma, por contratos de fornecimento de 20 anos. Para esse leilão, foram cadastrados 40 projetos que somam cogeração de 2.067 MW, conforme dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).
Os outros dois leilões que ocorrem duas vezes por ano para contratação de energia - A-3 e A-5 - também vão ocorrer com condições mais animadoras às usinas, uma vez que a energia eólica, que vinha depreciando os preços nos leilões anteriores, não vão mais concorrer com a biomassa de cana.
O volume produzido pela companhia também vai depender da oferta de biomassa - bagaço e palha - nesta temporada 2015/16. Apesar de em algumas regiões de São Paulo as chuvas estarem mais distribuídas, próximo das usinas da Guarani, no noroeste do Estado, as chuvas estão preocupando, disse Costa Filho. "Ainda é cedo para saber. Se as precipitações vierem mais volumosas a partir de agora, creio que não haverá perdas".
A Guarani tem sete usinas de cana no Estado de São Paulo e é controlada da Tereos Internacional, companhia que lucrou no ciclo passado, o 2013/14, R$ 8,3 bilhões.
A Guarani, empresa sucroalcooleira controlada pela Tereos Internacional, concluiu a renegociação de US$ 300 milhões em dívidas que venciam no curto prazo. O diretor da divisão Brasil do Grupo Tereos, Jacyr Costa Filho, informou ao Valor que o montante foi alongado por cinco anos, com carência de dois.
A operação foi liderada pela instituição francesa Crédit Agricole e envolveu um pool de sete bancos estrangeiros, a maior parte, europeus. O executivo afirmou que os juros mais baixos na União Europeia possibilitaram a redução do custo dessa dívida em 0,10 ponto percentual. Antes em Libor mais 2,4% ao ano, o custo acertado no alongamento caiu para Libor mais 2,30% ao ano.
"A renegociação trará um fôlego à companhia, que está concluindo seus investimentos, a maior parte em cogeração", afirmou Costa Filho.
A redução do custo da dívida trará um impacto na despesa financeira da Guarani da ordem de US$ 330 mil ao ano, conforme o executivo. "O custo do dinheiro na Europa baixou. Além disso, a renegociação teve o aval do grupo Tereos, que tem relacionamento antigo com essas instituições financeiras e um bom rating de crédito", acrescentou.
No trimestre encerrado em 30 de setembro de 2014, a Guarani teve um resultado financeiro líquido negativo em R$ 55 milhões.
A dívida líquida da Guarani em 30 de setembro do ano passado era de R$ 1,9 bilhão, dos quais R$ 620 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o executivo, o endividamento com o banco de fomento se refere aos investimentos em cogeração e tem prazo de pagamento de 15 anos.
Na safra 2014/15, que termina oficialmente em 31 de março, a Guarani cogerou 1 milhão de megawatts/hora (MWh) a partir do bagaço da cana, ante os 700 mil MWh de 2013/14. Para o ciclo 2015/16, a companhia prevê cogerar 1,2 milhão de GWh. 20% de aumento. Essa previsão, de acordo com Costa Filho, não considera os eventuais ganhos de eficiência dos equipamentos de cogeração, uma vez que a companhia começou um projeto com esse objetivo.
Na avaliação de Costa Filho, a Tereos, na França, tem a muito a acrescentar à Tereos no Brasil no quesito ganho de eficiência - tanto energética quanto industrial. "A energia representa 30% do custo de produção do açúcar na França", observou.
Essa foi um das razões para a escolha de Pierre Santoul para a presidência da subsidiária brasileira, anunciada no fim de novembro do ano passado. Segundo Costa Filho, "Santoul era responsável por ganhos de eficiência e produtividade no grupo".
Conforme o executivo, atualmente, 90% da energia cogerada pela companhia foi contratada nos leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em torno de 10% estão disponíveis para venda no mercado à vista que, no ano passado, chegou a pagar R$ 822 o Megawatt hora (MWh). "Dependendo das condições dos próximos leilões da Aneel, podemos realizar novas vendas de longo prazo", afirmou.
Neste ano, haverá três leilões, com condições aparentemente mais atrativas para as usinas de cana que cogeram. Entre eles, o Leilão de Fontes Alternativas (LFA), marcado para 27 de abril, e no qual, a fonte biomassa de cana vai concorrer somente com ela mesma, por contratos de fornecimento de 20 anos. Para esse leilão, foram cadastrados 40 projetos que somam cogeração de 2.067 MW, conforme dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).
Os outros dois leilões que ocorrem duas vezes por ano para contratação de energia - A-3 e A-5 - também vão ocorrer com condições mais animadoras às usinas, uma vez que a energia eólica, que vinha depreciando os preços nos leilões anteriores, não vão mais concorrer com a biomassa de cana.
O volume produzido pela companhia também vai depender da oferta de biomassa - bagaço e palha - nesta temporada 2015/16. Apesar de em algumas regiões de São Paulo as chuvas estarem mais distribuídas, próximo das usinas da Guarani, no noroeste do Estado, as chuvas estão preocupando, disse Costa Filho. "Ainda é cedo para saber. Se as precipitações vierem mais volumosas a partir de agora, creio que não haverá perdas".
A Guarani tem sete usinas de cana no Estado de São Paulo e é controlada da Tereos Internacional, companhia que lucrou no ciclo passado, o 2013/14, R$ 8,3 bilhões.