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I Encontro Técnico sobre Pragas de Cana-de-açúcar

04/11/2013 Noticias do Sistema POR: Revista Canavieiros - ed. 88 - Por Fernanda Clariano
Com palestrantes renomados, o encontro reuniu técnicos e produtores rurais para esclarecer dúvidas sobre as principais pragas que afetam os canaviais
Com o objetivo de promover a discussão e o entendimento sobre pragas de cana-de-açúcar, visto que, esse problema vem aumentando a cada ano, a Canaoeste e a Copercana, através dos gestores da associação, Gustavo Nogueira e Alessandra Durigan, em parceria com a Basf, Bayer, FMC e Syngenta, realizaram no dia 27 de setembro, em Sertãozinho, o I Encontro Técnico sobre Pragas de Cana-de-açúcar.
O evento contou com a participação do presidente da Canaoeste e da Orplana, Manoel Ortolan, o diretor da Copercana, Pedro Esrael Bighetti, o diretor da Canaoeste, Luiz Carlos Tasso Júnior, o gerente de Comercialização de Insumos da Copercana, Frederico José Dalmaso, produtores rurais e técnicos da associação e da cooperativa.
Segundo o presidente da Canaoeste, “o encontro é importante para despertar nos participantes a necessidade de passar a monitorar as pragas que estão causando problemas muito sérios nas lavouras canavieiras com a mudança do sistema de colheita de cana queimada para o de cana crua. Hoje, com a chegada da colheita mecanizada, a cigarrinha passou a ser problema sério para a lavoura, chegou também o Shenophorus, e parece que está chegando mais alguma praga. É preciso monitorar, porque essas pragas vão afetar a qualidade da cana e um canavial muito afetado pode comprometer a produção de açúcar dessa área”, afirmou Manoel Ortolan, que aproveitou para falar também sobre a criação do Projeto Harpia em parceria com a Basf. “A vantagem desse projeto é que vamos monitorar as áreas afetadas e não vamos realizar um tratamento preventivo em área total. Ou seja, vamos usar defensivo onde é necessário usar defensivo, onde não precisa, não vamos usar”, afirmou. 
Para o diretor da Copercana, “a tecnologia está à frente do homem e é preciso acompanhar para não ficar no prejuízo. É muito importante estarmos atentos, cuidar dos nossos canaviais e nos prevenir das pragas da cana. Temos que produzir mais, com menor custo e com mais qualidade. Nessa reunião, estão presentes além dos técnicos e produtores, empresas que nos auxiliam no dia a dia que são a Basf, Bayer, FMC e a Syngenta, empresas de ponta”, disse Pedro Esrael Bighetti. 
Para esclarecer dúvidas sobre as pragas que preocupam os produtores, foram convidados a pesquisadora científica do IAC, Dra. Leila Dinardo Miranda que falou sobre a “Importância e Controle de Nematóides e Sphenophorus em Cana-de-açúcar”, o engenheiro agrônomo Entomologista, diretor da Global Cana - Soluções Entomológicas, Dr. José Francisco Garcia, que abordou sobre a “Importância e Controle da Broca e Cigarrinhas em Cana-de-açúcar”, e o diretor da empresa AG Sanchez, que presta consultoria agrícola, explanou sobre a “Importância do Mapeamento e Levantamentos de Campo de Pragas da Cana-de-açúcar para o Sucesso do Controle”.
Segundo a Dra. Leila Dinardo Miranda, os nematoides são parasitos que estão amplamente disseminados e distribuídos nas áreas cultivadas não só com cana-de-açúcar e podem ocorrer e causar danos em qualquer tipo de solo, até nos mais argilosos. Áreas com problemas de nematoides podem ter redução de 20 a 50% na produtividade agrícola. Ainda de acordo com a pesquisadora, a amostragem de nematoides tem que ser feita no período chuvoso que vai de outubro a março e não há variedades resistentes a essa praga. Já o Sphenophorus, é atualmente, a principal praga da cana-de-açúcar e o seu controle é difícil. É uma praga extremamente preocupante. A amostragem tem que ser feita preferencialmente na época mais fria do ano que vai de abril a setembro. A pesquisadora ainda lembrou que, essa é uma praga que exige bastante cuidado e para o controle do Sphenophorus é importante: usar mudas sadias no plantio, destruir mecanicamente as soqueiras infestadas e o usar inseticidas no sulco de plantio. 
O Dr. José Francisco Garcia, abordou sobre as metodologias confiáveis e práticas para realizar o monitoramento e controle de brocas e cigarrinhas. “Hoje, em algumas regiões no Brasil, são altas as infestação de broca da cana-de-açúcar e cigarrinhas das raízes. Estamos com grandes prejuízos acumulados em virtude do ataque dessas pragas. Está ocorrendo também, uma diminuição do ATR, onde as pragas têm grandes participações na diminuição do açúcar da cana, em virtude de alterações fisiológicas ocorridas na planta decorrentes do ataque. É importante fazer o monitoramento porque será verificado qual é o melhor momento de entrar com o controle e consequentemente você tem o melhor resultado com o menor custo de produção tratando áreas que realmente necessitam”, disse Garcia.
O diretor da empresa AG Sanchez, Armando Gonzaga Sanchez, em sua apresentação, destacou os benefícios do projeto Harpia, que é uma ferramenta que detecta as áreas com problemas. De acordo com Sanchez, até o momento, 12 propriedades da região foram visitadas, totalizando aproximadamente, 1.500 hectares. 
“Este encontro provocou um interesse muito grande dos produtores rurais pelas questões das pragas que estão ocorrendo e crescendo nos canaviais. Os temas que foram apresentados no encontro, são de extrema relevância para os produtores que tiveram conhecimento do que realmente está acontecendo com relação às diferentes pragas que têm atacado a cultura da cana-de-açúcar”, disse Gustavo Nogueira.
O diretor da Canaoeste, Luiz Carlos Tasso Junior, fez o encerramento do encontro. “A Canaoeste está iniciando um novo ciclo nas suas atividades dentro do departamento técnico, trazendo novas tecnologias, palestras atuais com o objetivo de aumentar a produtividade, credibilidade e satisfação dos associados. Para isso, contamos com com uma equipe estruturada e bem formada para atender a demanda dos nossos produtores. Esse é o primeiro de muitos Encontros que virão por aí. Iremos realizar também encontros sobre adubação, ervas daninhas e doenças. Quero agradecer o apoio e a colaboração dos produtores rurais que nos dão forças para buscar novas tecnologias e lutar cada vez mais por essa classe e por essa cultura que é a cana-de-açúcar”, afirmou Tasso Junior.  
De acordo com informações divulgadas pela Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar), no começo do mês de outubro, assim como a expectativa de moagem, o volume total de produtos estimado para a safra 2013/2014 também deverá sofrer retração comparativamente à projeção inicial, devido à queda prevista no teor de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) por tonelada de cana. A nova estimativa indica uma qualidade de matéria-prima de 134,00 kg de ATR por tonelada de cana, valor 1,98% inferior ao projetado anteriormente de 136,70 kg de ATR por tonelada e recuo de 1,16% no comparativo com o índice registrado na safra 2012/2013 (135,57 kg de ATR/ton de cana). Essa redução no teor de açúcares se deve ao efeito da geada não prevista na primeira estimativa, ao avanço da colheita mecanizada e ao clima mais chuvoso em maio e junho deste ano. Além disso, variáveis de menor expressão como a infestação de pragas (broca e cigarrinha, principalmente) e o prejuízo causado por doenças como a ferrugem alaranjada contribuíram, ainda que de forma pontual e com menor peso, para a retração na qualidade da matéria-prima em algumas áreas. 

Com o objetivo de promover a discussão e o entendimento sobre pragas de cana-de-açúcar, visto que, esse problema vem aumentando a cada ano, a Canaoeste e a Copercana, através dos gestores da associação, Gustavo Nogueira e Alessandra Durigan, em parceria com a Basf, Bayer, FMC e Syngenta, realizaram no dia 27 de setembro, em Sertãozinho, o I Encontro Técnico sobre Pragas de Cana-de-açúcar.
O evento contou com a participação do presidente da Canaoeste e da Orplana, Manoel Ortolan, o diretor da Copercana, Pedro Esrael Bighetti, o diretor da Canaoeste, Luiz Carlos Tasso Júnior, o gerente de Comercialização de Insumos da Copercana, Frederico José Dalmaso, produtores rurais e técnicos da associação e da cooperativa.
Segundo o presidente da Canaoeste, “o encontro é importante para despertar nos participantes a necessidade de passar a monitorar as pragas que estão causando problemas muito sérios nas lavouras canavieiras com a mudança do sistema de colheita de cana queimada para o de cana crua. Hoje, com a chegada da colheita mecanizada, a cigarrinha passou a ser problema sério para a lavoura, chegou também o Shenophorus, e parece que está chegando mais alguma praga. É preciso monitorar, porque essas pragas vão afetar a qualidade da cana e um canavial muito afetado pode comprometer a produção de açúcar dessa área”, afirmou Manoel Ortolan, que aproveitou para falar também sobre a criação do Projeto Harpia em parceria com a Basf. “A vantagem desse projeto é que vamos monitorar as áreas afetadas e não vamos realizar um tratamento preventivo em área total. Ou seja, vamos usar defensivo onde é necessário usar defensivo, onde não precisa, não vamos usar”, afirmou. 
Para o diretor da Copercana, “a tecnologia está à frente do homem e é preciso acompanhar para não ficar no prejuízo. É muito importante estarmos atentos, cuidar dos nossos canaviais e nos prevenir das pragas da cana. Temos que produzir mais, com menor custo e com mais qualidade. Nessa reunião, estão presentes além dos técnicos e produtores, empresas que nos auxiliam no dia a dia que são a Basf, Bayer, FMC e a Syngenta, empresas de ponta”, disse Pedro Esrael Bighetti. 
Para esclarecer dúvidas sobre as pragas que preocupam os produtores, foram convidados a pesquisadora científica do IAC, Dra. Leila Dinardo Miranda que falou sobre a “Importância e Controle de Nematóides e Sphenophorus em Cana-de-açúcar”, o engenheiro agrônomo Entomologista, diretor da Global Cana - Soluções Entomológicas, Dr. José Francisco Garcia, que abordou sobre a “Importância e Controle da Broca e Cigarrinhas em Cana-de-açúcar”, e o diretor da empresa AG Sanchez, que presta consultoria agrícola, explanou sobre a “Importância do Mapeamento e Levantamentos de Campo de Pragas da Cana-de-açúcar para o Sucesso do Controle”.
Segundo a Dra. Leila Dinardo Miranda, os nematoides são parasitos que estão amplamente disseminados e distribuídos nas áreas cultivadas não só com cana-de-açúcar e podem ocorrer e causar danos em qualquer tipo de solo, até nos mais argilosos. Áreas com problemas de nematoides podem ter redução de 20 a 50% na produtividade agrícola. Ainda de acordo com a pesquisadora, a amostragem de nematoides tem que ser feita no período chuvoso que vai de outubro a março e não há variedades resistentes a essa praga. Já o Sphenophorus, é atualmente, a principal praga da cana-de-açúcar e o seu controle é difícil. É uma praga extremamente preocupante. A amostragem tem que ser feita preferencialmente na época mais fria do ano que vai de abril a setembro. A pesquisadora ainda lembrou que, essa é uma praga que exige bastante cuidado e para o controle do Sphenophorus é importante: usar mudas sadias no plantio, destruir mecanicamente as soqueiras infestadas e o usar inseticidas no sulco de plantio. 
O Dr. José Francisco Garcia, abordou sobre as metodologias confiáveis e práticas para realizar o monitoramento e controle de brocas e cigarrinhas. “Hoje, em algumas regiões no Brasil, são altas as infestação de broca da cana-de-açúcar e cigarrinhas das raízes. Estamos com grandes prejuízos acumulados em virtude do ataque dessas pragas. Está ocorrendo também, uma diminuição do ATR, onde as pragas têm grandes participações na diminuição do açúcar da cana, em virtude de alterações fisiológicas ocorridas na planta decorrentes do ataque. É importante fazer o monitoramento porque será verificado qual é o melhor momento de entrar com o controle e consequentemente você tem o melhor resultado com o menor custo de produção tratando áreas que realmente necessitam”, disse Garcia.
O diretor da empresa AG Sanchez, Armando Gonzaga Sanchez, em sua apresentação, destacou os benefícios do projeto Harpia, que é uma ferramenta que detecta as áreas com problemas. De acordo com Sanchez, até o momento, 12 propriedades da região foram visitadas, totalizando aproximadamente, 1.500 hectares. 
“Este encontro provocou um interesse muito grande dos produtores rurais pelas questões das pragas que estão ocorrendo e crescendo nos canaviais. Os temas que foram apresentados no encontro, são de extrema relevância para os produtores que tiveram conhecimento do que realmente está acontecendo com relação às diferentes pragas que têm atacado a cultura da cana-de-açúcar”, disse Gustavo Nogueira.
O diretor da Canaoeste, Luiz Carlos Tasso Junior, fez o encerramento do encontro. “A Canaoeste está iniciando um novo ciclo nas suas atividades dentro do departamento técnico, trazendo novas tecnologias, palestras atuais com o objetivo de aumentar a produtividade, credibilidade e satisfação dos associados. Para isso, contamos com com uma equipe estruturada e bem formada para atender a demanda dos nossos produtores. Esse é o primeiro de muitos Encontros que virão por aí. Iremos realizar também encontros sobre adubação, ervas daninhas e doenças. Quero agradecer o apoio e a colaboração dos produtores rurais que nos dão forças para buscar novas tecnologias e lutar cada vez mais por essa classe e por essa cultura que é a cana-de-açúcar”, afirmou Tasso Junior.  
De acordo com informações divulgadas pela Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar), no começo do mês de outubro, assim como a expectativa de moagem, o volume total de produtos estimado para a safra 2013/2014 também deverá sofrer retração comparativamente à projeção inicial, devido à queda prevista no teor de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) por tonelada de cana. A nova estimativa indica uma qualidade de matéria-prima de 134,00 kg de ATR por tonelada de cana, valor 1,98% inferior ao projetado anteriormente de 136,70 kg de ATR por tonelada e recuo de 1,16% no comparativo com o índice registrado na safra 2012/2013 (135,57 kg de ATR/ton de cana). Essa redução no teor de açúcares se deve ao efeito da geada não prevista na primeira estimativa, ao avanço da colheita mecanizada e ao clima mais chuvoso em maio e junho deste ano. Além disso, variáveis de menor expressão como a infestação de pragas (broca e cigarrinha, principalmente) e o prejuízo causado por doenças como a ferrugem alaranjada contribuíram, ainda que de forma pontual e com menor peso, para a retração na qualidade da matéria-prima em algumas áreas.