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III Encontro de Gerentes do Sistema é marcado pelo otimismo

14/01/2015 Noticias do Sistema POR: Andréia Vital
Informar, conscientizar e manter a equipe estimulada para um novo ano que se inicia. Este foi o objetivo do III Encontro de Gerentes do Sistema Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred realizado em novembro, no auditório da Canaoeste, em Sertãozinho - SP. Palestras proferidas pelo economista José Roberto Mendonça de Barros e pelo filósofo Mário Sérgio Cortella marcaram o evento, que contou com a participação de mais de 200 colaboradores. 
“Vivemos uma dupla transição, com o término do atual modelo de crescimento mundial e de uma estrutura de poder que se formou a partir de 2003”, explicou Barros, ao dar um panorama sobre o cenário político e econômico mundial e nacional. De acordo com o palestrante, a economia doméstica vive um desarranjo macroeconômico e setorial, com baixo crescimento, deficit fiscal, inflação acima da meta, sem falar na crise da indústria, energia e em outros setores, como o da construção civil, que afastam os investimentos. “Nem uma equipe de super-heróis resolveria os problemas enfrentados pelo Brasil, se a gestão continuar do jeito que está”, afirmou o economista.
Segundo ele, 2015 ainda será um ano difícil a ser enfrentado, mas o cenário deverá mudar. “Existe muita coisa que pode ser feita, mas que exige, antes de tudo, pé no chão, uma estratégica que seja cautelosa, mas compatível com a retomada de crescimento mais adiante”, explicou, afirmando que “especialmente no agronegócio, mesmo a parte que está mais prejudicada que é o setor sucroenergético tem uma perspectiva bastante razoável porque o dólar vai estar mais alto e isso tende a ajudar o setor. Além disso, acho que os custos vão subir um pouco menos do que tem subido, no período recente. Então acho que depois de tanta dificuldade o cenário possa clarear um pouco para o setor”, contextualizou.
Ao ser questionado pelo presidente da Copercana e Sicoob Cocred, Antonio Eduardo Toniello sobre a possibilidade de se fazer uma reforma fiscal diante do atual cenário em que se encontra o Brasil atualmente, o economista foi taxativo. "Teria se o Aécio Neves tivesse vencido a eleição, com o Governo que está ai, não vejo essa possibilidade" afirmo. Outros participantes também esclarecem suas dúvidas sobre o destino da economia nacional e sua influência na crise da agroindústria canavieira na ocasião.
De acordo com o filósofo Mário Sérgio Cortella, a palavra crise, no sânscrito, significa purificação. “Por isso, uma crise significa algo que nos leva a pensar e reorientar processo, mas ela também nos ajuda a olhar o que tem que ser deixado de lado e o que tem que ser levado adiante” ensinou, afirmando ainda que quando se fala para um setor que está em crise é necessário ser mais trazedor de esperança “uma esperança que não seja ilusória, mas também que não seja algo que traga a catástrofe como sendo aquilo que está às portas”, explicou.
 
“Uma crise não é o ponto final, uma crise é um obstáculo na passagem e este setor não vive em crise pela primeira vez, essa crise é como na natureza, é cíclica, mas quem é da roça sabe que a agricultura é a arte da paciência e uma pessoa que não tem paciência não pode lidar com agricultura”, disse o filósofo afirmando que há dois modos de enfrentar uma crise. “O primeiro é sentar e chorar, o segundo é levantar e enfrentar. Não se enfrenta uma crise como está sem trabalho, sem dedicação, sem reação e sem junção”, analisou.  
Cortella ressaltou também a importância de se equilibrar a vida profissional e pessoal. “Equilíbrio não é ficar parado no meio, equilíbrio na vida é igual a ter equilíbrio na bicicleta. Na vida você se equilibra em movimento, a vida humana é uma maratona, e tem gente que quer fazer da vida, da carreira, cem metros com barreira, dispara, sai correndo, salta e quase cai morto” (,)diz afirmando que “equilíbrio é você ir aos extremos e não se perder neles”. O filósofo também citou o britânico Beda, o Venerável, ao afirmar que há três caminhos para o fracasso: não ensinar o que se sabe; não praticar o que se ensina e não perguntar o que se ignora. 
Para ele, uma das coisas decisivas para não se ter uma vida perdida é disseminar a ideia de esforço. “Parte das novas gerações não têm ideia de esforço, essa facilitação é um dos mecanismos para que se crie uma geração mais frouxa, que não pega no breu, é meio cozida, o que traz um desequilíbrio à relação de gerações” analisou, mas avisou que ainda há um caminho a seguir. “Você não controla a direção dos ventos, mas você pode reorientar suas velas, orientar essa nova geração que está chegando, pois se bobear fraqueja, ela não pega no breu”, disse, lembrando ainda que o segredo da vida é simples. “Vaca não dá leite, você tem que tirar”. 
Nesta edição a Bayer foi a patrocinadora do encontro. “A Bayer enxerga o Sistema como um parceiro de negócios extremamente importante e nós vemos que é uma oportunidade para transmitir um pouco aquilo que a empresa é, não só em nível Brasil, mas que a empresa tem dentro do agronegócio, além do fato da gente estar ampliando o conhecimento do corpo gerencial da Copercana e Canaoeste, essa interação com o time gerencial é muito importante”, concluiu o representando da multinacional Augusto de Camargo Monteiro. 
Participantes aprovam o evento
Para o presidente da Copercana, Antonio Eduardo Tonielo, promover eventos como este é de fundamental importância para ajudar no dia a dia, seja na vida profissional, como na pessoal. “É sempre um alerta para as pessoas e tenho certeza que muito dos nossos colaboradores vão pensar um pouco diferente na hora que voltar para o serviço ou mesmo quando chegar em casa”, disse ele. Opinião compartilhada com o diretor da Copercana, Pedro Esrael Bighetti. “No cooperativismo você tem que estar sempre aprendendo, e na família também”, frisou. 
Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste, também aprovou o encontro. “Acho que foi um evento muito bom. Os dois palestrantes, pelo que a gente ouviu, passaram informações importantes, que foram bem aceitas por todos que estavam participando. Conseguimos praticamente encher o salão, com mais de 200 pessoas, duzentos funcionários, colaboradores do Sistema. Além disso, vale destacar também a integração entre as três empresas - Copercana, Canaoeste, Cocred - pois todo mundo participa desse evento”, disse. 
Já o gerente da Uname (Unidade de Grãos da Copercana), Augusto César Strini Paixão, destacou as dicas oferecidas pelos palestrantes. “A palestra do Barros mostrou a dificuldade que teremos pela frente e que o cenário para o Brasil no próximo semestre ainda não será muito bom e a palestra do Cortella nos fez perceber que para enfrentar as dificuldades a gente precisa estar unidos”, analisou. 
“Cada vez o evento fica melhor, estamos aprendendo mais. Este ano veio abrilhantar o nível de palestrantes, não há quem não tenha gostado. Para nós que trabalhamos na Copercana é uma chance muito grande de ter a participação e o aprendizado de pessoas como estas, é muito vantajoso”, disse Frederico Dalmásio, gerente de comercialização da cooperativa. 
De acordo com Manoel Sérgio Sicchieri, assessor das diretorias do Sistema, as informações obtidas no encontro são relevantes para a atualização dos colaboradores sobre o cenário político e econômico. “A palestra do Mário Sérgio trouxe muita motivação para a gente e agrega valor no nosso dia a dia, pois às vezes, tem coisa que a gente deixa passar, e não damos conta, portanto, vem agregar no nosso trabalho, na nossa família”, alegou.
Para o diretor Administrativo e Financeiro da Sicoob-Cocred, Márcio Meloni, o evento é de suma importância “para atualizar todos os gerentes em termos de política, em termos de ação econômica, políticas de juros, câmbio, enfim, ele dá um panorama da economia do País, com a perspectiva do que pode acontecer e manter o pessoal atualizado”, afirmou.   
Informar, conscientizar e manter a equipe estimulada para um novo ano que se inicia. Este foi o objetivo do III Encontro de Gerentes do Sistema Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred realizado em novembro, no auditório da Canaoeste, em Sertãozinho - SP. Palestras proferidas pelo economista José Roberto Mendonça de Barros e pelo filósofo Mário Sérgio Cortella marcaram o evento, que contou com a participação de mais de 200 colaboradores. 
“Vivemos uma dupla transição, com o término do atual modelo de crescimento mundial e de uma estrutura de poder que se formou a partir de 2003”, explicou Barros, ao dar um panorama sobre o cenário político e econômico mundial e nacional. De acordo com o palestrante, a economia doméstica vive um desarranjo macroeconômico e setorial, com baixo crescimento, deficit fiscal, inflação acima da meta, sem falar na crise da indústria, energia e em outros setores, como o da construção civil, que afastam os investimentos. “Nem uma equipe de super-heróis resolveria os problemas enfrentados pelo Brasil, se a gestão continuar do jeito que está”, afirmou o economista.
Segundo ele, 2015 ainda será um ano difícil a ser enfrentado, mas o cenário deverá mudar. “Existe muita coisa que pode ser feita, mas que exige, antes de tudo, pé no chão, uma estratégica que seja cautelosa, mas compatível com a retomada de crescimento mais adiante”, explicou, afirmando que “especialmente no agronegócio, mesmo a parte que está mais prejudicada que é o setor sucroenergético tem uma perspectiva bastante razoável porque o dólar vai estar mais alto e isso tende a ajudar o setor. Além disso, acho que os custos vão subir um pouco menos do que tem subido, no período recente. Então acho que depois de tanta dificuldade o cenário possa clarear um pouco para o setor”, contextualizou.
Ao ser questionado pelo presidente da Copercana e Sicoob Cocred, Antonio Eduardo Toniello sobre a possibilidade de se fazer uma reforma fiscal diante do atual cenário em que se encontra o Brasil atualmente, o economista foi taxativo. "Teria se o Aécio Neves tivesse vencido a eleição, com o Governo que está ai, não vejo essa possibilidade" afirmo. Outros participantes também esclarecem suas dúvidas sobre o destino da economia nacional e sua influência na crise da agroindústria canavieira na ocasião.
De acordo com o filósofo Mário Sérgio Cortella, a palavra crise, no sânscrito, significa purificação. “Por isso, uma crise significa algo que nos leva a pensar e reorientar processo, mas ela também nos ajuda a olhar o que tem que ser deixado de lado e o que tem que ser levado adiante” ensinou, afirmando ainda que quando se fala para um setor que está em crise é necessário ser mais trazedor de esperança “uma esperança que não seja ilusória, mas também que não seja algo que traga a catástrofe como sendo aquilo que está às portas”, explicou.
“Uma crise não é o ponto final, uma crise é um obstáculo na passagem e este setor não vive em crise pela primeira vez, essa crise é como na natureza, é cíclica, mas quem é da roça sabe que a agricultura é a arte da paciência e uma pessoa que não tem paciência não pode lidar com agricultura”, disse o filósofo afirmando que há dois modos de enfrentar uma crise. “O primeiro é sentar e chorar, o segundo é levantar e enfrentar. Não se enfrenta uma crise como está sem trabalho, sem dedicação, sem reação e sem junção”, analisou.  
Cortella ressaltou também a importância de se equilibrar a vida profissional e pessoal. “Equilíbrio não é ficar parado no meio, equilíbrio na vida é igual a ter equilíbrio na bicicleta. Na vida você se equilibra em movimento, a vida humana é uma maratona, e tem gente que quer fazer da vida, da carreira, cem metros com barreira, dispara, sai correndo, salta e quase cai morto” (,)diz afirmando que “equilíbrio é você ir aos extremos e não se perder neles”. O filósofo também citou o britânico Beda, o Venerável, ao afirmar que há três caminhos para o fracasso: não ensinar o que se sabe; não praticar o que se ensina e não perguntar o que se ignora. 
Para ele, uma das coisas decisivas para não se ter uma vida perdida é disseminar a ideia de esforço. “Parte das novas gerações não têm ideia de esforço, essa facilitação é um dos mecanismos para que se crie uma geração mais frouxa, que não pega no breu, é meio cozida, o que traz um desequilíbrio à relação de gerações” analisou, mas avisou que ainda há um caminho a seguir. “Você não controla a direção dos ventos, mas você pode reorientar suas velas, orientar essa nova geração que está chegando, pois se bobear fraqueja, ela não pega no breu”, disse, lembrando ainda que o segredo da vida é simples. “Vaca não dá leite, você tem que tirar”. 
Nesta edição a Bayer foi a patrocinadora do encontro. “A Bayer enxerga o Sistema como um parceiro de negócios extremamente importante e nós vemos que é uma oportunidade para transmitir um pouco aquilo que a empresa é, não só em nível Brasil, mas que a empresa tem dentro do agronegócio, além do fato da gente estar ampliando o conhecimento do corpo gerencial da Copercana e Canaoeste, essa interação com o time gerencial é muito importante”, concluiu o representando da multinacional Augusto de Camargo Monteiro. 
Participantes aprovam o evento
Para o presidente da Copercana, Antonio Eduardo Tonielo, promover eventos como este é de fundamental importância para ajudar no dia a dia, seja na vida profissional, como na pessoal. “É sempre um alerta para as pessoas e tenho certeza que muito dos nossos colaboradores vão pensar um pouco diferente na hora que voltar para o serviço ou mesmo quando chegar em casa”, disse ele. Opinião compartilhada com o diretor da Copercana, Pedro Esrael Bighetti. “No cooperativismo você tem que estar sempre aprendendo, e na família também”, frisou. 
Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste, também aprovou o encontro. “Acho que foi um evento muito bom. Os dois palestrantes, pelo que a gente ouviu, passaram informações importantes, que foram bem aceitas por todos que estavam participando. Conseguimos praticamente encher o salão, com mais de 200 pessoas, duzentos funcionários, colaboradores do Sistema. Além disso, vale destacar também a integração entre as três empresas - Copercana, Canaoeste, Cocred - pois todo mundo participa desse evento”, disse. 
Já o gerente da Uname (Unidade de Grãos da Copercana), Augusto César Strini Paixão, destacou as dicas oferecidas pelos palestrantes. “A palestra do Barros mostrou a dificuldade que teremos pela frente e que o cenário para o Brasil no próximo semestre ainda não será muito bom e a palestra do Cortella nos fez perceber que para enfrentar as dificuldades a gente precisa estar unidos”, analisou. 
“Cada vez o evento fica melhor, estamos aprendendo mais. Este ano veio abrilhantar o nível de palestrantes, não há quem não tenha gostado. Para nós que trabalhamos na Copercana é uma chance muito grande de ter a participação e o aprendizado de pessoas como estas, é muito vantajoso”, disse Frederico Dalmásio, gerente de comercialização da cooperativa. 
De acordo com Manoel Sérgio Sicchieri, assessor das diretorias do Sistema, as informações obtidas no encontro são relevantes para a atualização dos colaboradores sobre o cenário político e econômico. “A palestra do Mário Sérgio trouxe muita motivação para a gente e agrega valor no nosso dia a dia, pois às vezes, tem coisa que a gente deixa passar, e não damos conta, portanto, vem agregar no nosso trabalho, na nossa família”, alegou.
Para o diretor Administrativo e Financeiro da Sicoob-Cocred, Márcio Meloni, o evento é de suma importância “para atualizar todos os gerentes em termos de política, em termos de ação econômica, políticas de juros, câmbio, enfim, ele dá um panorama da economia do País, com a perspectiva do que pode acontecer e manter o pessoal atualizado”, afirmou.