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Investidores voltam a olhar usinas, agora por causa da energia do bagaço da cana

18/05/2015 Cana-de-Açúcar POR: MÔNICA SCARAMUZZO – O Estado de S. Paulo
Atoladas em uma aguda crise há pelo menos sete anos, usinas de açúcar e etanol voltaram a atrair a atenção de investidores. Mas, dessa vez, o interesse de fundos e gestoras está no que era antes um subproduto do processo de produção dessas usinas: a energia gerada por meio do bagaço de cana.
De acordo com fontes ouvidas pelo Estado, entre as que avaliam fazer aportes no setor estão a gestora canadense Brookfield, as americanas Lone Star e Black River, além da brasileira GP Investments.
A energia por meio da biomassa, que responde por 4% do consumo do Brasil, está valorizada e é única divisão lucrativa de usinas sucroalcooleiras, dizem essas fontes, lembrando a longa fase de ciclo de baixa dos preços do açúcar e do etanol. “A cogeração é uma receita garantida para essas usinas, que negociam contratos de longo prazo, de 15 a 25 anos”, afirma Antonio de Padua Rodrigues, diretor da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica).
Maior operadora independente de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) do Brasil, a divisão de private equity da Brookfield está em conversas com o grupo indiano Renuka, que investe em cogeração e tem usinas em São Paulo e Paraná, com dívidas estimadas em R$ 1,4 bilhão. “Entre construir uma PCH e comprar um ativo de biomassa pronto, é mais vantagem hoje adquirir uma usina”, disse uma fonte do mercado financeiro. “O negócio açúcar e álcool é ‘plus’, uma vez que vem quase de graça.” Ao levar a usina, ainda se beneficia no longo prazo com a valorização do açúcar e etanol.
Atualmente, o preço médio de leilão de energia ofertada por PCH está a R$ 210 por megawatt/hora e o de biomassa, em torno de R$ 270, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No mercado ‘spot’ (à vista ), o preço da energia de biomassa atingiu seu pico de R$ 822 no ano passado e hoje está em torno de R$ 320.
Com US$ 200 bilhões de ativos no mundo, a canadense administra no País ativos em torno de R$ 34 bilhões. Em abril, a gestora confirmou financiamento de R$ 800 milhões na OAS, com interesse na fatia de 25% da empreiteira na Invepar. O grupo tem R$ 2 bilhões para investir no Brasil. Procurada, a Brookfield não comenta.
Em estágio menos avançado, os fundos americanos Lone Star e o Black River, que compram dívidas de empresas, e o GP Investments também estariam prospectando o setor. “A entrada deles seria por meio de aquisição de crédito de dívida”, disse uma fonte. Procurados, o Lone Star não retornou o pedido de entrevista. GP e Black River informaram que não comentam rumores sobre possíveis transações.
Por uma decisão estratégica do passado, o Grupo Virgolino de Oliveira (GVO) não apostou em cogeração. E esse pode ser o empecilho para a entrada de fundos que avaliam o negócio, segundo fontes. O GVO renegocia dívidas de US$ 735 milhões e deve leiloar uma fazenda em São Paulo para honrar parte de suas dívidas.
Atoladas em uma aguda crise há pelo menos sete anos, usinas de açúcar e etanol voltaram a atrair a atenção de investidores. Mas, dessa vez, o interesse de fundos e gestoras está no que era antes um subproduto do processo de produção dessas usinas: a energia gerada por meio do bagaço de cana.
De acordo com fontes ouvidas pelo Estado, entre as que avaliam fazer aportes no setor estão a gestora canadense Brookfield, as americanas Lone Star e Black River, além da brasileira GP Investments.
A energia por meio da biomassa, que responde por 4% do consumo do Brasil, está valorizada e é única divisão lucrativa de usinas sucroalcooleiras, dizem essas fontes, lembrando a longa fase de ciclo de baixa dos preços do açúcar e do etanol. “A cogeração é uma receita garantida para essas usinas, que negociam contratos de longo prazo, de 15 a 25 anos”, afirma Antonio de Padua Rodrigues, diretor da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica).
Maior operadora independente de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) do Brasil, a divisão de private equity da Brookfield está em conversas com o grupo indiano Renuka, que investe em cogeração e tem usinas em São Paulo e Paraná, com dívidas estimadas em R$ 1,4 bilhão. “Entre construir uma PCH e comprar um ativo de biomassa pronto, é mais vantagem hoje adquirir uma usina”, disse uma fonte do mercado financeiro. “O negócio açúcar e álcool é ‘plus’, uma vez que vem quase de graça.” Ao levar a usina, ainda se beneficia no longo prazo com a valorização do açúcar e etanol.
Atualmente, o preço médio de leilão de energia ofertada por PCH está a R$ 210 por megawatt/hora e o de biomassa, em torno de R$ 270, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No mercado ‘spot’ (à vista ), o preço da energia de biomassa atingiu seu pico de R$ 822 no ano passado e hoje está em torno de R$ 320.
Com US$ 200 bilhões de ativos no mundo, a canadense administra no País ativos em torno de R$ 34 bilhões. Em abril, a gestora confirmou financiamento de R$ 800 milhões na OAS, com interesse na fatia de 25% da empreiteira na Invepar. O grupo tem R$ 2 bilhões para investir no Brasil. Procurada, a Brookfield não comenta.
Em estágio menos avançado, os fundos americanos Lone Star e o Black River, que compram dívidas de empresas, e o GP Investments também estariam prospectando o setor. “A entrada deles seria por meio de aquisição de crédito de dívida”, disse uma fonte. Procurados, o Lone Star não retornou o pedido de entrevista. GP e Black River informaram que não comentam rumores sobre possíveis transações.
Por uma decisão estratégica do passado, o Grupo Virgolino de Oliveira (GVO) não apostou em cogeração. E esse pode ser o empecilho para a entrada de fundos que avaliam o negócio, segundo fontes. O GVO renegocia dívidas de US$ 735 milhões e deve leiloar uma fazenda em São Paulo para honrar parte de suas dívidas.