A reunião pré Agronegócios Copercana que aconteceu na noite da última terça-feira (13), em Batatais, foi uma prévia do que está por vir com o início oficial do evento, a partir de quinta-feira (15) de forma híbrida e presencial entre os dias 26 e 30, isso porque mais de cem produtores conversaram sobre as principais tecnologias de insumos e a atual conjuntura de mercado com o RTV da Copercana, Giuliano Marchovechio, conhecido como Giba, e representantes da Yara e Syngenta.
Abrindo os trabalhos, o especialista em desenvolvimento de mercado da Yara, Lucas Mossin Franco, falou sobre a linha de macros e micros nutrientes com o foco de uma estratégia de investimento em soqueira para aumentar a longevidade do canavial. Ele também adiantou aos presentes alguns recursos interativos que a empresa levará ao seu estande no Agronegócios Copercana, como uma máquina que simula a segregação dos nutrientes, ou seja, como eles são distribuídos no solo.
Também serão apresentados ensaios de omissão, que vão mostrar a expressão da planta conforme a falta de um nutriente (micro ou macro) em específico, com o objetivo de orientar os produtores identificarem no campo a deficiência de suas respectivas lavouras.
Sobre a adubação, Giba orientou os presentes para ficarem atentos a respeito de alguns aspectos técnicos. Em relação ao portfólio da Yara, ele destacou o fósforo, por permitir a aplicação superficial, isso porque ele consegue se desprender, infiltrar no solo e chegar até o sistema radicular.
Quanto a soja, o agrônomo lembrou que o uso somente de MAP não é o suficiente, pois os solos da região têm um perfil de falta de potássio, o que causa problema no arranque da lavoura, necessitando assim o uso de cloreto.
Para quem faz o corte de soqueira, ele indica o uso de micronutrientes, o que vai acarretar em pelo menos um perfilho a mais. Como a tendência para o inverno é ser úmido, como resultado do provável El Nino, Giba pediu atenção com a escolha dos adubos, principalmente os que serão estocados por alguns meses, pois os mais comuns empedram com maior facilidade, o que pode ser evitado com o uso de tecnologias que trazem todos os nutrientes em um grânulo.
Pela Syngenta, Thiago Fornasiari atualizou sobre a conjuntura para a cultura canavieira que atravessa um momento extremamente positivo com os custos em baixa e o preço da produção em alta para depois deixar a seguinte questão aos presentes refletirem: “Vale a pena deixar de investir neste momento que além da margem favorável ainda há o fator climático que propiciou um ambiente onde a lavoura tem vigor para responder em tecnologia? Vale a pena dividir sua rentabilidade com o Sphonophorus, a Broca ou a Cigarrinha?
Ainda sobre o mercado, Fornasiari alertou sobre um possível problema logístico no fornecimento de insumos que pode acontecer no segundo semestre, isso porque o ritmo de compra dos produtores de soja do Centro-Oeste está bem lento e, conforme a época de plantio se aproxima, eles vão ter que adquirir os adubos e defensivos necessários, com isso, deverá haver um grande fluxo de caminhões em direção ao centro do país, absorvendo um percentual expressio da frota nacional, o que acarretará em problemas logísticos nas outras regiões.
Em seguida, o RTV da Syngenta, Artur Pinheiro, falou das caracerísticas do Engeo Pleno S como tecnologia de proteção contra o Sphenophorus, também destacou o Ampligo como uma ferramenta de controle da broca de longo residual e do Actara como um produto para a primeira aplicação contra a cigarrinha e que carrega o mesmo efeito bioativador do Engeo Pleno S.
No encerramento, Giba falou que, na sua opinião, a melhor forma para controlar o Sphenophorus é aliar um produto sistêmico, com piretróide em sua fórmula para ter o efeito de choque e alta solubilidade, aplicado via corte de soqueira profundo: “O produto precisa atingir a raiz, pois, ao subir, se espalha por toda soqueira”.
Ainda no mundo das pragas, ele pediu muito cuidado para o produtor que pensa em fazer a retirada da palha como algum manejo de controle, pois como a região é vítima de ataques severos de elasmo, a terra nua pode acarretar sérios problemas.
Por fim, ele falou sobre toda solidez que a Copercana chega aos 60 anos e enfatizou a importância do produtor se associar a cooperativa, enumerando argumentos remetentes a sua credibilidade, sobriedade administrativa, facilidades comerciais, relacionamento com o mercado, entre outros.
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