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Moagem da cana-de-açúcar terá atraso por conta da estiagem do verão

03/04/2014 Cana-de-Açúcar POR: CANAL RURAL
Chance de um El Niño no segundo semestre pode trazer chuvas fortes e atrasar a colheita
Pryscilla Paiva
Gustavo Bonato, Canal Rural
Produção esse ano de cana-de-açúcar deverá sofrer uma redução entre 40 a 50 milhões de toneladas
A safra da cana-de-açúcar começa oficialmente no início de abril em toda a região Centro-Sul, apesar disso, algumas usinas já iniciaram suas atividades há pelo menos duas semanas. O restante que compõe mais de 90%, vai iniciar suas atividades no decorrer da primeira quinzena de abril. As chuvas que ocorreram nos últimos dias em boa parte das regiões produtoras de cana-de-açúcar do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Goiás possibilitaram uma recuperação, mesmo que parcial dos níveis de umidade do solo e proporcionaram melhores condições ao desenvolvimento dos canaviais. Nos meses de fevereiro e janeiro, faltou água para o desenvolvimento das lavouras e este fato vai atrasar a moagem em boa parte dos canaviais. 
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única) e o Centro de Tecnologia Canavieira ainda não divulgaram os percentuais das possíveis perdas para esta safra, algo que deve ser feito a partir do dia 8 de abril através de uma coletiva marcada para a projeção da safra. A estiagem também provocou perdas em outras culturas como o café, a laranja e o setor de hortifruti. 
Segundo analistas e demais pessoas ligadas ao setor sucroalcooleiro, a produção esse ano de cana-de-açúcar deverá sofrer uma redução entre 40 a 50 milhões de toneladas. Assim, há uma perspectiva de que a produção final fique em torno dos 550 a 570 milhões de toneladas nessa safra 2014/2015. Além da produção, a ATR também foi afetada por essa anomalia, já que muitas lavouras apresentam um tamanho de planta menor e com a estiagem a concentração de açúcar também ficou menor.
A volta das chuvas ao longo do mês de março e agora no início de abril melhora as condições hídricas do solo e proporciona uma retomada das atividades de plantio, que estavam paralisadas em muitas propriedades, por causa da anomalia climática do verão. E com a previsão de um outono com chuvas um pouco mais regulares e com valores ligeiramente acima da média, há chances de ocorrer paralisações ao longo da estação.
Outro fator que deverá ser muito bem analisado e monitorado ao longo dessa safra será a possibilidade da volta do El Niño. Caso esse fenômeno venha a ocorrer, e as chances para isso são grandes, o segundo semestre deverá ser com volumes de chuvas acima da média e também com uma maior freqüência de pancadas, interrompendo por várias vezes a colheita. Para essa semana, o tempo volta a ficar firme e sem previsões para chuvas em todas as regiões produtoras do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e faixa centro-sul de Minas Gerais. Com isso, os trabalhos de colheita poderão se iniciar e prosseguir sem maiores transtornos, mas em Goiás e no Mato Grosso há previsão de chuva constante e volumosa ao longo dessa semana. As chuvas só deverão retornar as regiões produtoras do Centro-Sul nesse próximo final de semana, quando uma nova frente fria avança sobre a região.
Chance de um El Niño no segundo semestre pode trazer chuvas fortes e atrasar a colheita
Pryscilla Paiva
A safra da cana-de-açúcar começa oficialmente no início de abril em toda a região Centro-Sul, apesar disso, algumas usinas já iniciaram suas atividades há pelo menos duas semanas. O restante que compõe mais de 90%, vai iniciar suas atividades no decorrer da primeira quinzena de abril. As chuvas que ocorreram nos últimos dias em boa parte das regiões produtoras de cana-de-açúcar do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Goiás possibilitaram uma recuperação, mesmo que parcial dos níveis de umidade do solo e proporcionaram melhores condições ao desenvolvimento dos canaviais. Nos meses de fevereiro e janeiro, faltou água para o desenvolvimento das lavouras e este fato vai atrasar a moagem em boa parte dos canaviais. 
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única) e o Centro de Tecnologia Canavieira ainda não divulgaram os percentuais das possíveis perdas para esta safra, algo que deve ser feito a partir do dia 8 de abril através de uma coletiva marcada para a projeção da safra. A estiagem também provocou perdas em outras culturas como o café, a laranja e o setor de hortifruti. 
Segundo analistas e demais pessoas ligadas ao setor sucroalcooleiro, a produção esse ano de cana-de-açúcar deverá sofrer uma redução entre 40 a 50 milhões de toneladas. Assim, há uma perspectiva de que a produção final fique em torno dos 550 a 570 milhões de toneladas nessa safra 2014/2015. Além da produção, a ATR também foi afetada por essa anomalia, já que muitas lavouras apresentam um tamanho de planta menor e com a estiagem a concentração de açúcar também ficou menor.
A volta das chuvas ao longo do mês de março e agora no início de abril melhora as condições hídricas do solo e proporciona uma retomada das atividades de plantio, que estavam paralisadas em muitas propriedades, por causa da anomalia climática do verão. E com a previsão de um outono com chuvas um pouco mais regulares e com valores ligeiramente acima da média, há chances de ocorrer paralisações ao longo da estação.
Outro fator que deverá ser muito bem analisado e monitorado ao longo dessa safra será a possibilidade da volta do El Niño. Caso esse fenômeno venha a ocorrer, e as chances para isso são grandes, o segundo semestre deverá ser com volumes de chuvas acima da média e também com uma maior freqüência de pancadas, interrompendo por várias vezes a colheita. Para essa semana, o tempo volta a ficar firme e sem previsões para chuvas em todas as regiões produtoras do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e faixa centro-sul de Minas Gerais. Com isso, os trabalhos de colheita poderão se iniciar e prosseguir sem maiores transtornos, mas em Goiás e no Mato Grosso há previsão de chuva constante e volumosa ao longo dessa semana. As chuvas só deverão retornar as regiões produtoras do Centro-Sul nesse próximo final de semana, quando uma nova frente fria avança sobre a região.