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Moagem de cana da BP cresce 23%

10/12/2012 Cana-de-Açúcar POR: Valor Econômico
Única usina de cana-de-açúcar da BP Biocombustíveis sem ociosidade industrial, a Tropical, de Edéia (GO), será a primeira entre as três do grupo a se expandir. A empresa, braço sucroalcooleiro da petroleira britânica, vai investir R$ 716 milhões para dobrar a capacidade de moagem de cana da unidade goiana para 5 milhões de toneladas. O investimento industrial só pode ser feito porque a empresa está conseguindo recuperar canaviais. Investiu nas suas três usinas, sobretudo na parte agrícola, mais de R$ 400 milhões desde 2011 e espera no que vem ampliar a oferta de cana em 23%.

Nesta temporada em curso, a 2012/13, a empresa deve processar nas três usinas 5,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O volume ainda está abaixo da capacidade instalada nessas unidades, que é de 7,5 milhões de toneladas.

Mas no próximo ciclo, o 2013/14, a ociosidade vai diminuir substancialmente, acredita o presidente da BP Biocombustíveis no Brasil, Mario Lindenhayn. Com os investimentos que vêm sendo feitos em canaviais, a empresa pretende que suas unidades tenham para processar no ano que vem uma oferta de cana entre 6,5 milhões e 7 milhões de toneladas.

A ampliação da unidade de Edéia vai começar em 2013. Após sua conclusão, a BP alcancará capacidade industrial para moer 10 milhões de toneladas de cana no Brasil. A única da BP Biocombustíveis a não ter cogeração de energia a partir do bagaço de cana, a Tropical terá em dois anos condições de cogerar 340 Gigawatt/hora (GWh) de energia elétrica, segundo Lindenhayn.

As outras duas unidades, localizadas em Itumbiara (GO) e Ituiutaba (MG), ainda estão com deficiência de cana-de-açúcar. "Mas continuaremos investindo em canaviais até que elas operem com capacidade total para, depois, serem ampliadas".

Todas as unidades estão recebendo investimentos para expandir também a flexibilidade industrial. Atualmente, as unidades conseguem destinar até 60% do caldo da cana-de-açúcar para fabricar um dos produtos (açúcar ou etanol). Com a adaptações industriais em curso, as unidades terão condições de destinar até 65% da matéria-prima para um dos dois produtos. "Estamos ainda implantando a fabricação de açúcar cristal e de etanol anidro", diz o executivo.

Desde que entrou na produção de etanol no Brasil, em 2008, a BP investiu mais de US$ 1 bilhão, segundo Lindenhayn. A primeira aquisição foi da participação de 50% na usina Tropical, juntamente com a antiga Santelisa Vale e com o grupo Maeda. Em 2011 comprou a totalidade das ações da Tropical e também adquiriu as duas usinas da Companhia Nacional de Açúcar e Álcool (CNAA). Na época, anunciou que quer, em cinco anos, sair da capacidade atual para processar 7,5 milhões de toneladas de cana-para 30 milhões de toneladas.