NOVO TIPO DE CANA RESISTENTE À BROCA DEVE AUMENTAR A COMPETITIVIDADE DO SETOR

13/02/2014 Cana-de-Açúcar POR: Unica
Após um intenso trabalho de pesquisa, o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) afirma que a primeira variedade de cana-de-açúcar transgênica resistente à broca, uma das pragas que mais causam prejuízo à cultura, deve chegar ao mercado até 2017.

“Um novo tipo de cana como esse é fundamental para ampliarmos a competitividade do setor por meio de ganhos de produtividade e consequentes reduções de custos na fase agrícola de produção do etanol e do açúcar,” disse o gerente de Economia e Análise Setorial da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Luciano Rodrigues.

Encontrada em todo o território nacional, a Broca da Cana (Diatraea saccharalis) é uma mariposa, cujas larvas causam a morte da gema apical e danos no interior do colmo da cana.

“Ela infesta a cultura, reduzindo a produtividade agrícola (tonelagem) e qualidade da matéria-prima a ser industrializada, representando perdas globais de 15% (cana, açúcar e etanol),” enfatizou o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do CTC, Jorge Luis Donzelli.

Ele explica que o valor gerado para o produtor com o uso da cana BT, como está sendo denominada, deverá ser altamente compensador e viável financeiramente, portanto o preço deverá ser equivalente ao alto nível de qualidade e produtividade que essas variedades de cana desempenharão no campo.

“Além disso, no caso da variedade resistente à broca, por exemplo, a tranquilidade que o produtor terá sabendo que seu canavial está seguro é inestimável,” concluiu.

O desenvolvimento de variedades que sejam mais tolerantes a seca, mais produtivas e que tenham maior quantidade de açúcar também já está sendo estudado pela equipe de pesquisa do CTC junto à Basf e a Bayer. Essa tecnologia deve ser disponibilizada aos produtores entre 2020 e 2021.

"A colocação de um gene que traga algum tipo de melhoria para a cana é mais complexa do que a colocação nos grãos. Às vezes, quando se acrescenta alguma característica se acaba suprimindo outra que também era importante. Por isso, o trabalho é tão complexo", explica o diretor do CTC, Osmar Figueiredo Filho.