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O potencial da nova geração do plástico verde

16/01/2014 Cana-de-Açúcar POR: Revista Amanhã
Quatro anos atrás, a Braskem lançou, a partir do Rio Grande do Sul, um produto revolucionário para a indústria petroquímica: o plástico verde, oriundo de cana-de-açúcar, uma fonte renovável. Hoje, a companhia busca expandir a tecnologia. A capacidade produtiva da planta de Triunfo (RS) é de cerca de 200 mil toneladas por ano e ainda há possibilidade de realizar parcerias para desenvolver o uso do plástico verde em novos produtos. O mercado adere com velocidade à solução. Em julho, foi firmado acordo para que a Braskem forneça polietileno de baixa densidade (PEBD) para compor as camadas protetoras das embalagens da Tetra Pak no Brasil. Assim, todas as embalagens produzidas pela empresa no país – cerca de 13 bilhões por ano– serão compostas por 82% de materiais oriundos de fontes renováveis.
A Braskem é a única fabricante de polietileno proveniente de fonte renovável no mundo. O produto apresenta as mesmas características do polietileno convencional, tanto no processo produtivo dos setores transformadores quanto na capacidade de reciclagem. Além disso, o desenvolvimento do polietileno sustentável (PE Verde), que usa como matéria-prima o etanol da cana-de-açúcar, tem propriedades mecânicas e capacidade de processamento iguais às da resina petroquímica. Assim, quem compra esses polímeros não precisa alterar seus processos e nem investir em maquinários. Os segmentos que mais demandam a novidade são os de cosméticos, alimentos, higiene, limpeza e varejo.
A partir de 2014, a Braskem vai disponibilizar novas variedades de polietileno. Uma delas é o polietileno de baixa densidade (conhecido pela sigla PEBD). A empresa produzirá cerca de 30 mil toneladas anuais, que vão se somar ao polietileno de alta densidade (PEAD) e ao polietileno de baixa densidade linear (PEBDL).
Um dos trunfos da Braskem – e da indústria petroquímica brasileira como um todo – é o fato de o Brasil ter produção farta de etanol da cana-de-açúcar. A capacidade de produção da empresa também aponta para a perspectiva de um futuro mais verde: hoje, ela produz apenas 200 mil toneladas por ano do etanol – no futuro, pode chegar a 7,7 milhões de toneladas. No total, 80% do polietileno verde é exportado. Conforme Milena Tudisco, diretora de marketing estratégico e desenvolvimento de negócios da Braskem, no Brasil ele é consumido por empresas que desejam agregar valor às suas marcas e produtos, como J&J, Natura, Kimberly Clark, Danone, Faber Castell e L’Occitane, entre outras.
O fato de ser um produto de alto valor agregado torna sua reciclagem ainda mais importante. “Assim como a resina petroquímica, o PE Verde é 100% reciclável e, de fato, pode ser reciclado normalmente nos processos atuais existentes. Além disso, o fato de o PE Verde não se biodegradar faz com que o CO2 capturado durante o cultivo da cana-de-açúcar permaneça fixado por todo o período de vida do plástico”, salienta Milena Tudisco. Atualmente, a empresa está empenhada em pesquisas para produzir outros produtos com matérias-primas renováveis. “O Brasil apresenta um potencial bastante relevante para o desenvolvimento desta indústria e os processos biotecnológicos devem prover a capacidade para o seu aproveitamento.” A visão de negócios da empresa tem como objetivo a liderança global em química sustentável até 2020.
Quatro anos atrás, a Braskem lançou, a partir do Rio Grande do Sul, um produto revolucionário para a indústria petroquímica: o plástico verde, oriundo de cana-de-açúcar, uma fonte renovável. Hoje, a companhia busca expandir a tecnologia. A capacidade produtiva da planta de Triunfo (RS) é de cerca de 200 mil toneladas por ano e ainda há possibilidade de realizar parcerias para desenvolver o uso do plástico verde em novos produtos. O mercado adere com velocidade à solução. Em julho, foi firmado acordo para que a Braskem forneça polietileno de baixa densidade (PEBD) para compor as camadas protetoras das embalagens da Tetra Pak no Brasil. Assim, todas as embalagens produzidas pela empresa no país – cerca de 13 bilhões por ano– serão compostas por 82% de materiais oriundos de fontes renováveis.
A Braskem é a única fabricante de polietileno proveniente de fonte renovável no mundo. O produto apresenta as mesmas características do polietileno convencional, tanto no processo produtivo dos setores transformadores quanto na capacidade de reciclagem. Além disso, o desenvolvimento do polietileno sustentável (PE Verde), que usa como matéria-prima o etanol da cana-de-açúcar, tem propriedades mecânicas e capacidade de processamento iguais às da resina petroquímica. Assim, quem compra esses polímeros não precisa alterar seus processos e nem investir em maquinários. Os segmentos que mais demandam a novidade são os de cosméticos, alimentos, higiene, limpeza e varejo.
A partir de 2014, a Braskem vai disponibilizar novas variedades de polietileno. Uma delas é o polietileno de baixa densidade (conhecido pela sigla PEBD). A empresa produzirá cerca de 30 mil toneladas anuais, que vão se somar ao polietileno de alta densidade (PEAD) e ao polietileno de baixa densidade linear (PEBDL).
Um dos trunfos da Braskem – e da indústria petroquímica brasileira como um todo – é o fato de o Brasil ter produção farta de etanol da cana-de-açúcar. A capacidade de produção da empresa também aponta para a perspectiva de um futuro mais verde: hoje, ela produz apenas 200 mil toneladas por ano do etanol – no futuro, pode chegar a 7,7 milhões de toneladas. No total, 80% do polietileno verde é exportado. Conforme Milena Tudisco, diretora de marketing estratégico e desenvolvimento de negócios da Braskem, no Brasil ele é consumido por empresas que desejam agregar valor às suas marcas e produtos, como J&J, Natura, Kimberly Clark, Danone, Faber Castell e L’Occitane, entre outras.
O fato de ser um produto de alto valor agregado torna sua reciclagem ainda mais importante. “Assim como a resina petroquímica, o PE Verde é 100% reciclável e, de fato, pode ser reciclado normalmente nos processos atuais existentes. Além disso, o fato de o PE Verde não se biodegradar faz com que o CO2 capturado durante o cultivo da cana-de-açúcar permaneça fixado por todo o período de vida do plástico”, salienta Milena Tudisco. Atualmente, a empresa está empenhada em pesquisas para produzir outros produtos com matérias-primas renováveis. “O Brasil apresenta um potencial bastante relevante para o desenvolvimento desta indústria e os processos biotecnológicos devem prover a capacidade para o seu aproveitamento.” A visão de negócios da empresa tem como objetivo a liderança global em química sustentável até 2020.