Palestra da RIDESA UFSCar no Encontro de Variedades vai discutir o controle de carvão e ferrugem alaranjada

21/09/2015 Cana-de-Açúcar POR: RIDESA UFSCar
As variedades de cana-de-açúcar estarão no centro das atenções na próxima semana, quando acontece, no Centro de Convenções de Ribeirão Preto, o 9º. Grande Encontro sobre Variedades de Cana-de-açúcar.
Para o evento, que ocorre nos dias 23 e 24 de setembro, é esperado um público de 650 pessoas da cadeia sucroenergética. Profissionais interessados no compartilhamento de estudos e informações dos maiores especialistas em variedades de cana do país, entre consultores, pesquisadores e gestores de usinas.
Uma das palestras da programação do evento será realizada pela Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (RIDESA), responsável pelo desenvolvimento das variedades RB, que ocupam a maior parte dos canaviais do país: mais de 70%.
A palestra apresentada no evento será proferida pelo Programa de Melhoramento Genético de Cana-de-açúcar da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), que é uma das dez universidades federais que pertencem à RIDESA.
ENCONTRO PERMITE CONTATO COM A CADEIA PRODUTIVA
No Seminário, a apresentação da RIDESA UFSCar terá o tema “Variedades RB e ações para controle do carvão e da ferrugem alaranjada: ferramentas para aumentar o rendimento dos canaviais”, realizada pelo pesquisador Roberto Giacomini Chapola.
Esta palestra está agendada para as 15h30 do primeiro dia do evento, 23 de setembro.
Segundo o pesquisador, o Encontro de Variedades do Grupo IDEA é uma boa oportunidade para seus participantes estarem em contato direto com profissionais que atuam na cadeia produtiva e com pesquisadores de diferentes instituições. “Esse contato é fundamental para o avanço do setor.”
CARVÃO E FERRUGEM ALARANJADA
Chapola lembra que atualmente um dos assuntos mais comentados pela cadeia da cana-de-açúcar é a busca por melhores rendimentos nos canaviais. Nesse contexto, duas ferramentas importantes são o manejo varietal e o controle de doenças que possam causar quedas de produtividade.
Segundo ele, é fundamental o produtor e a usina utilizarem o manejo de variedades para combaterem, com eficiência, a incidências das doenças incidentes em cana-de-açúcar. “A maioria dos produtores já sabe que as doenças em cana-de-açúcar são controladas, principalmente, por meio de variedades resistentes. É uma medida que não aumenta os custos de produção e não causa impactos no ambiente.”
No manejo varietal, além de se considerar o ambiente de produção e as épocas de plantio e colheita, entre outros fatores, um ponto fundamental é o conhecimento de quais doenças são importantes em determinada região. “Tal conhecimento permite que o produtor utilize variedades resistentes a essas doenças, reduzindo o potencial de danos das mesmas e, consequentemente, melhorando o rendimento dos seus canaviais”, relata Chapola.
A eficácia do manejo varietal, especialmente no controle da ferrugem alaranjada e do carvão, será apresentada na palestra. “Ambas as doenças estão presentes em praticamente todas as regiões produtoras de cana do Centro-Sul. O potencial de danos é enorme e depende basicamente de três fatores: do grau de resistência das variedades utilizadas, da pressão de inóculo e das condições ambientais.”
BONS NÍVEIS DE RESISTÊNCIA ÀS DOENÇAS
A resistência a estas duas doenças é característica perseguida pelo programa de melhoramento da RIDESA UFSCar, e a instituição tem obtido êxito nesse propósito. “No caso da RIDESA, hoje a resistência é uma característica tão importante como a produtividade. Para obtermos êxito nesse objetivo, trabalhamos repetidamente com testes de inoculação artificial e experimentos de campo”, afirma o pesquisador.
Segundo ele, as variedades RB cultivadas hoje possuem bons níveis de resistência tanto à ferrugem alaranjada como ao carvão. “Devido ao potencial de danos dessas duas doenças, deve-se sempre buscar a redução da pressão de inóculo, pois em situações de alta pressão, mesmo variedades que possuem resistência podem apresentar a doença”, aconselha.
Além de abordar a importância do manejo varietal no controle de doenças, Chapola irá divulgar em sua palestra, no 9º Seminário de Variedades do Grupo IDEA, um encontro nacional que a RIDESA irá realizar no próximo dia 25 de novembro, no Hotel JP, em Ribeirão Preto. Este evento irá marcar a comemoração dos 25 anos da Rede e dos 45 anos das variedades RB.
As variedades de cana-de-açúcar estarão no centro das atenções na próxima semana, quando acontece, no Centro de Convenções de Ribeirão Preto, o 9º. Grande Encontro sobre Variedades de Cana-de-açúcar.
Para o evento, que ocorre nos dias 23 e 24 de setembro, é esperado um público de 650 pessoas da cadeia sucroenergética. Profissionais interessados no compartilhamento de estudos e informações dos maiores especialistas em variedades de cana do país, entre consultores, pesquisadores e gestores de usinas.
Uma das palestras da programação do evento será realizada pela Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (RIDESA), responsável pelo desenvolvimento das variedades RB, que ocupam a maior parte dos canaviais do país: mais de 70%.
A palestra apresentada no evento será proferida pelo Programa de Melhoramento Genético de Cana-de-açúcar da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), que é uma das dez universidades federais que pertencem à RIDESA.
ENCONTRO PERMITE CONTATO COM A CADEIA PRODUTIVA
No Seminário, a apresentação da RIDESA UFSCar terá o tema “Variedades RB e ações para controle do carvão e da ferrugem alaranjada: ferramentas para aumentar o rendimento dos canaviais”, realizada pelo pesquisador Roberto Giacomini Chapola.
Esta palestra está agendada para as 15h30 do primeiro dia do evento, 23 de setembro.
Segundo o pesquisador, o Encontro de Variedades do Grupo IDEA é uma boa oportunidade para seus participantes estarem em contato direto com profissionais que atuam na cadeia produtiva e com pesquisadores de diferentes instituições. “Esse contato é fundamental para o avanço do setor.”
CARVÃO E FERRUGEM ALARANJADA
Chapola lembra que atualmente um dos assuntos mais comentados pela cadeia da cana-de-açúcar é a busca por melhores rendimentos nos canaviais. Nesse contexto, duas ferramentas importantes são o manejo varietal e o controle de doenças que possam causar quedas de produtividade.
Segundo ele, é fundamental o produtor e a usina utilizarem o manejo de variedades para combaterem, com eficiência, a incidências das doenças incidentes em cana-de-açúcar. “A maioria dos produtores já sabe que as doenças em cana-de-açúcar são controladas, principalmente, por meio de variedades resistentes. É uma medida que não aumenta os custos de produção e não causa impactos no ambiente.”
No manejo varietal, além de se considerar o ambiente de produção e as épocas de plantio e colheita, entre outros fatores, um ponto fundamental é o conhecimento de quais doenças são importantes em determinada região. “Tal conhecimento permite que o produtor utilize variedades resistentes a essas doenças, reduzindo o potencial de danos das mesmas e, consequentemente, melhorando o rendimento dos seus canaviais”, relata Chapola.
A eficácia do manejo varietal, especialmente no controle da ferrugem alaranjada e do carvão, será apresentada na palestra. “Ambas as doenças estão presentes em praticamente todas as regiões produtoras de cana do Centro-Sul. O potencial de danos é enorme e depende basicamente de três fatores: do grau de resistência das variedades utilizadas, da pressão de inóculo e das condições ambientais.”
BONS NÍVEIS DE RESISTÊNCIA ÀS DOENÇAS
A resistência a estas duas doenças é característica perseguida pelo programa de melhoramento da RIDESA UFSCar, e a instituição tem obtido êxito nesse propósito. “No caso da RIDESA, hoje a resistência é uma característica tão importante como a produtividade. Para obtermos êxito nesse objetivo, trabalhamos repetidamente com testes de inoculação artificial e experimentos de campo”, afirma o pesquisador.
Segundo ele, as variedades RB cultivadas hoje possuem bons níveis de resistência tanto à ferrugem alaranjada como ao carvão. “Devido ao potencial de danos dessas duas doenças, deve-se sempre buscar a redução da pressão de inóculo, pois em situações de alta pressão, mesmo variedades que possuem resistência podem apresentar a doença”, aconselha.
Além de abordar a importância do manejo varietal no controle de doenças, Chapola irá divulgar em sua palestra, no 9º Seminário de Variedades do Grupo IDEA, um encontro nacional que a RIDESA irá realizar no próximo dia 25 de novembro, no Hotel JP, em Ribeirão Preto. Este evento irá marcar a comemoração dos 25 anos da Rede e dos 45 anos das variedades RB.