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PE: Setor sucroalcooleiro está à espera de dinheiro extra

05/08/2015 Cana-de-Açúcar POR: Diário de Pernambuco
Tem uma pedra do meio do caminho. Mesmo com o pagamento autorizado desde fevereiro pela presidente Dilma Rousseff, os produtores de açúcar e de álcool do Nordeste ainda não viram a cor dos recursos da subvenção extraordinária, que será usada para cobrir os prejuízos com a seca que castigou o setor sucroalcooleiro nordestino nas duas últimas safras.
São R$ 622 milhões de recursos do orçamento do Ministério da Agricultura aguardando a liberação do dinheiro pelo Tesouro Nacional. Pernambuco tem a fatia de R$ 118 milhões, sendo R$ 68 milhões para as usinas e R$ 50 milhões para os produtores de cana-de-açúcar. A verba foi incluída na Medida Provisória nº 666, editada em dezembro de 2014.
Com o início da moagem da cana prevista para o final deste mês, os produtores de açúcare de álcool cobram a liberação dos recursos para dar fôlego financeiro à produção da safra 2015/2016. Neste ano, o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE) estima que a produção do setor se aproxime da safra 2014/2015, quando foram esmagadas 15 milhões de toneladas de cana. A previsão é que 17 usinas pernambucanas deverão moer nesta safra, com prioridade para a produção deálcool hidratado.
Boa hora
De acordo com Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar-PE, os recursos da subvenção extraordinária chegarão em boa hora, para que os produtores de açúcar e de álcool do Nordeste possam competir em condições de igualdade com os produtores Centro-Oeste e o Sudeste. O executivo destaca que o setor é demandante de mão de obra, e no atual momento de crise econômica e desemprego poderá gerar mais emprego e renda na região. Em Pernambuco, por exemplo, o setor emprega 75 mil trabalhadores durante o período de safra da cana-de-açúcar.
O subsídio concedido pelo governo federal para incentivar os produtores de cana foi extinto nos anos 1990, quando o Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) saiu de cena. Esporadicamente, os produtores reivindicam o benefício durante os momentos de crise do setor. Segundo Cunha, a seca que atingiu o Nordeste nas duas últimas safras afetou duramente o plantio de cana, reduzindo a produção. Na safra 2011/2012 foram processadas 17,4 milhões de toneladas de cana em Pernambuco, caindo para 15 milhões de toneladas na safra 2014/2015. "Os recursos trarão o reequilíbrio da produção da cana e do etanol no Nordeste". 
Tem uma pedra do meio do caminho. Mesmo com o pagamento autorizado desde fevereiro pela presidente Dilma Rousseff, os produtores de açúcar e de álcool do Nordeste ainda não viram a cor dos recursos da subvenção extraordinária, que será usada para cobrir os prejuízos com a seca que castigou o setor sucroalcooleiro nordestino nas duas últimas safras.

 
São R$ 622 milhões de recursos do orçamento do Ministério da Agricultura aguardando a liberação do dinheiro pelo Tesouro Nacional. Pernambuco tem a fatia de R$ 118 milhões, sendo R$ 68 milhões para as usinas e R$ 50 milhões para os produtores de cana-de-açúcar. A verba foi incluída na Medida Provisória nº 666, editada em dezembro de 2014.
Com o início da moagem da cana prevista para o final deste mês, os produtores de açúcare de álcool cobram a liberação dos recursos para dar fôlego financeiro à produção da safra 2015/2016. Neste ano, o Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE) estima que a produção do setor se aproxime da safra 2014/2015, quando foram esmagadas 15 milhões de toneladas de cana. A previsão é que 17 usinas pernambucanas deverão moer nesta safra, com prioridade para a produção deálcool hidratado.
Boa hora
De acordo com Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar-PE, os recursos da subvenção extraordinária chegarão em boa hora, para que os produtores de açúcar e de álcool do Nordeste possam competir em condições de igualdade com os produtores Centro-Oeste e o Sudeste. O executivo destaca que o setor é demandante de mão de obra, e no atual momento de crise econômica e desemprego poderá gerar mais emprego e renda na região. Em Pernambuco, por exemplo, o setor emprega 75 mil trabalhadores durante o período de safra da cana-de-açúcar.
O subsídio concedido pelo governo federal para incentivar os produtores de cana foi extinto nos anos 1990, quando o Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) saiu de cena. Esporadicamente, os produtores reivindicam o benefício durante os momentos de crise do setor. Segundo Cunha, a seca que atingiu o Nordeste nas duas últimas safras afetou duramente o plantio de cana, reduzindo a produção. Na safra 2011/2012 foram processadas 17,4 milhões de toneladas de cana em Pernambuco, caindo para 15 milhões de toneladas na safra 2014/2015. "Os recursos trarão o reequilíbrio da produção da cana e do etanol no Nordeste".