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Pecege/CNA anunciam resultados do acompanhamento de custos de produção do setor sucroenergético da safra 2012/13

18/12/2012 Cana-de-Açúcar POR: Assessoria de Comunicação USP ESALQ
O Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas – (Pecege), da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), com o apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgaou os resultados do seu oitavo levantamento e custos de produção de cana-de-açúcar, açúcar e etanol no Brasil, referente aos custos da safra 2012/13.
O levantamento refere-se a pesquisa com usinas e fornecedores de cana da região Centro-Sul Tradicional (delimitada pelos estados de SP, PR) e Centro-Sul Expansão (GO, MG, MS e MT). A amostra da pesquisa responde por um quarto da produção da região nacional (cerca de 125 milhões toneladas de cana), instituições de classe de todos os estados pesquisados, bem como a participação de metade dos 30 maiores grupos produtores do setor.
Os fatores determinantes dos níveis de custos de produção da safra 2012/13, em ordem de importância, foram: recuperação da produtividade agroindustrial, atualização monetária dos preços dos principais fatores de produção e redução dos preços de açúcar branco e etanol.
Como aspectos positivos da safra 2012/13 da região Centro Sul, observou-se a o aumento da produtividade agroindustrial em 4,9% na região Tradicional e 4,3% na região Expansão, assim como aumento da utilização da capacidade industrial instalada para processamento de cana medido, o qual, entretanto, ainda permanece mais de 10% abaixo da média histórica. O preço do ATR, indexador dos preços pagos pela cana e arrendamentos de terra, possui uma expectativa de queda de -3,9% e -9,6% na região Tradicional e Expansão em relação à safra passada, o que ocorre em função da redução dos preços médios do açúcar branco e etanol na safra atual. Por outro lado, os reajustes anuais nos preços de mão de obra, insumos e serviços utilizados na produção agroindustrial impediram que a redução dos custos dessa safra fosse mais expressiva.
Apesar da redução de custos, as margens de rentabilidade dessa safra não reagiram e todos os indicadores de rentabilidade, exceto pelo açúcar VHP, caíram. Apesar da tendência de redução de margens, a produção de açúcar permanece bastante rentável, enquanto a produção de etanol apresentam uma das piores margens das últimas 6 safras.
O espaço para crescimento da taxa de utilização da capacidade industrial instalada e para o aumento de produtividade agroindustrial destaca o potencial para manter a redução de custos nas próximas safras.  
O relatório completo de resultado do levantamento, material do II Seminário de Informações Econômicas Sucroenergéticas, análises individuais exclusivas para cada participante da pesquisa e benchmarkings sobre as condições técnicas e econômicas da gestão de custos, preços de insumos e processos produtivos podem ser obtidos no Portal de Informações Sucroenergéticas do Pecege (www.pecege.esalq.usp.br/portal).