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Pesquisa do amendoim divulga novas técnicas de plantio

27/01/2020 Agricultura POR: Marino Guerra
Pesquisa do amendoim divulga novas técnicas de plantio Diferente da soja, técnica de plantio direto do amendoim na palhada da cana não está consolidada

Semeadura direta tem argumentos pesados a favor, contudo o preparo de solo também tem seus pontos favoráveis

Os argumentos dentre os defensores do plantio direto de amendoim na palhada são importantes e devem ser levados em consideração, até porque do lado do manejo está um dos maiores nomes da matéria, o pesquisador do IAC, Denizart Bolonhezi.

Em palestra ministrada no “Grande Encontro do Amendoim: Genética e tecnologia para o Oeste Paulista”, que aconteceu no Centro Apta de Adamantina no último dia 23, ele mostrou que o Instituto iniciou as pesquisas sobre a técnica em 1999, quando o movimento de transição entre o corte de cana queimada para crua começou a demonstrar que seria um caminho sem volta.

Até porque o fato de 80% do cultivo do amendoim paulista ocorrer em rotação de cultura com a cana e a colheita mecânica deixar ao menos 15 toneladas de palhada sobre a superfície já justificariam os esforços em entender a resposta da cultura frente ao plantio direto.

Assim, durante os mais de 20 anos de estudos, o pesquisador chegou à algumas conclusões como o custo adicional de R$ 1 mil por hectare gerados a partir da necessidade de retirada da palhada do canavial.

Bolonhezi também destacou a quantidade de terra que pode ser perdida em decorrência da execução do preparo do solo intensivo, que pode chegar a 13 kg por quilo produzido do grão. Elevando consideravelmente o risco de erosão.

Outra vantagem do plantio direto é quanto a capacidade de retenção de umidade e também a disponibilização de matéria orgânica no solo.

Contudo, dentre os produtores ainda há muita resistência quanto a adoção da técnica, argumentados em diversos fator sendo um dos principais a necessidade de um tratamento melhor do solo visando o combate a infestação de pragas e nematóides estabelecidos no ambiente ao longo do ciclo do canavial anterior.

Como um meio termo, o pesquisador também apresentou uma outra solução que o IAC iniciou os trabalhos há quatro anos. Nela o preparo é feito de modo reduzido (faixa de 30 centímetros) mantendo 70% do solo coberto e não havendo a necessidade da troca da plantadeira, outro grande ponto que faz com que os produtores optem por permanecer ao manejo conservacionista, tendo em visa que toda a tecnologia de semeadura específica da cultura é voltada para essa realidade.