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Pesquisa procura promotores de genes para transformação da cana

28/01/2014 Cana-de-Açúcar POR: ProCana Brasil
O trabalho conta com investimento total de R$ 7 milhões e irá aprimorar o manejo e a aplicação da cultura
Com financiamento de R$ 7 milhões, foi firmado um contrato entre o CTC – Centro de Tecnologia Canavieira e a Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária para que seja realizada uma pesquisa em busca de promotores de genes para o processo de transformação da cana-de-açúcar. Do valor total, 90% são provenientes do BNDES - Banco Nacional do Desenvolvimento e os 10% restantes investidos pelo próprio CTC.
A parceria permitirá explorar nos bancos de dados dos envolvidos os promotores que possam auxiliar na transformação e sejam mais adequados ao cultivo. Atualmente o CTC conta com diferentes promotores de cana, mas o que apresenta melhor desempenho é o denominado Ubi- 1.
 
De acordo com Jorge Luis Donzelli, gerente de pesquisa e desenvolvimento de melhoramento genético do CTC, o Ubi-1 é um promotor de milho, mas foi adaptado à cana e se adequa às diversas variedades. “Este promotor foi identificado nos meados da década de 1990, mas a intensificação do seu uso se deu recentemente. No entanto, se por alguma razão ele parar de funcionar, o processo de transformação da cana-de-açúcar fica descoberto, já que os outros promotores existentes não são tão eficientes quanto ele. Além disso, o uso de diferentes promotores permite que os genes sejam expressos de forma diferenciada e possibilita a transformação (estaqueamento) de vários genes em uma mesma planta”.
 
Com o trabalho oferecido pela Embrapa, a descoberta de novos promotores irá gerar maior eficiência e flexibilidade na transformação da cana, fazendo com que ela seja mais assertiva. “A ideia é inserir na cana-de-açúcar genes que aprimorem uma variedade já considerada boa, fazendo com que ela seja altamente produtiva”, explica Donzelli. “Cada novo gene inserido dará a ela uma característica ainda melhor do ponto de vista de manejo e mais completa do ponto de vista de área de abrangência“.
 
A pesquisa será feita ao longo de cinco anos e conta com uma equipe formada por aproximadamente 15 pessoas.