Preço da cana sobe 21% em Minas Gerais, após anos de crise

22/06/2016 Cana-de-Açúcar POR: Canal Rural
Com quase um terço de sua safra colhida, os produtores de cana-de-açúcar de Minas Gerais estão animados com os preços, que superam em 21% os valores alcançados pela tonelada no mesmo período do ano passado. Nos últimos dias, o solo encharcado tem dificultado o trabalho das máquinas nas lavoras. Mas a chegada das chuvas também é vista com bons olhos pelos agricultores.
A umidade foi importante para o desenvolvimento e a qualidade dos canaviais. Na região do Triângulo Mineiro, a produtividade média nesta safra deve ser de 88 toneladas por hectare, 6% a mais que no ciclo passado.
O produtor rural Ademir Ferreira de Melo, de Campo Florido (MG), acredita que a chuva vai ajudar a manter a produção da cana no final da safra. No total, ele cultivou 2,5 mil hectares.
De acordo com o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas do estado, Mário Ferreira Campos, 2016 é um ano de recuperação, após um intervalo prolongado de baixas. “Vamos terminar no azul, e isso vai pagar parte da dívida enorme que temos, criada no período de intervenção dos preços”, afirma.
Segundo dados da entidade, a produção mineira de etanol deve atingir três bilhões de litros, mesmo volume registrado na temporada passada. Já o volume de açúcar deve ser de 3,5 milhões de toneladas, incremento de 5% na comparação com o ciclo anterior.
Já a quantidade média de Açúcar Total Recuperável (ATR) deve ser de 136 quilos por tonelada, 4% superior ao da safra anterior. Para o gerente agrícola da Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Campo Florido, Rodrigo Piau, o ano foi marcado pelo uso de variedades precoces e uso de maturadores.
“O início da safra foi sem chuva, o que favoreceu a produção de açúcar na cana. Com isso, nós esperamos uma safra com maior qualidade e também mais produtiva”, diz Piau.
Mário Ferreira Campos explica que, atualmente, o açúcar é o que mais remunera a atividade, por isso os agricultores estariam priorizando o produto, mas sem deixar o etanol de lado. “Nós não vemos necessidade de aumentar a produção de etanol em 2016. 
 
Com quase um terço de sua safra colhida, os produtores de cana-de-açúcar de Minas Gerais estão animados com os preços, que superam em 21% os valores alcançados pela tonelada no mesmo período do ano passado. Nos últimos dias, o solo encharcado tem dificultado o trabalho das máquinas nas lavoras. Mas a chegada das chuvas também é vista com bons olhos pelos agricultores.

 
A umidade foi importante para o desenvolvimento e a qualidade dos canaviais. Na região do Triângulo Mineiro, a produtividade média nesta safra deve ser de 88 toneladas por hectare, 6% a mais que no ciclo passado.

 
O produtor rural Ademir Ferreira de Melo, de Campo Florido (MG), acredita que a chuva vai ajudar a manter a produção da cana no final da safra. No total, ele cultivou 2,5 mil hectares.

 
De acordo com o presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas do estado, Mário Ferreira Campos, 2016 é um ano de recuperação, após um intervalo prolongado de baixas. “Vamos terminar no azul, e isso vai pagar parte da dívida enorme que temos, criada no período de intervenção dos preços”, afirma.

 
Segundo dados da entidade, a produção mineira de etanol deve atingir três bilhões de litros, mesmo volume registrado na temporada passada. Já o volume de açúcar deve ser de 3,5 milhões de toneladas, incremento de 5% na comparação com o ciclo anterior.

 
Já a quantidade média de Açúcar Total Recuperável (ATR) deve ser de 136 quilos por tonelada, 4% superior ao da safra anterior. Para o gerente agrícola da Associação dos Fornecedores de Cana da Região de Campo Florido, Rodrigo Piau, o ano foi marcado pelo uso de variedades precoces e uso de maturadores.

 
“O início da safra foi sem chuva, o que favoreceu a produção de açúcar na cana. Com isso, nós esperamos uma safra com maior qualidade e também mais produtiva”, diz Piau.

 
Mário Ferreira Campos explica que, atualmente, o açúcar é o que mais remunera a atividade, por isso os agricultores estariam priorizando o produto, mas sem deixar o etanol de lado. “Nós não vemos necessidade de aumentar a produção de etanol em 2016.