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Produção nacional de cana-de-açúcar deve crescer 50% até 2022, prevê Abag

30/09/2013 Cana-de-Açúcar POR: A Crítica
“O mundo dependerá, cada vez mais, da oferta de produtos brasileiros face os seus menores custos de produção”. Este é o cenário futuro para o setor canavieiro nos próximos anos, avalia o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Caio Carvalho.
Ele prevê que a produção nacional de cana-de-açúcar deve aumentar 50% até 2022 e, em 2030, atingirá 100% de incremento.
A produção canavieira no Brasil deve passar de 650 milhões de toneladas, com um aumento de 11% sobre as mais de 588, milhões de toneladas da safra passada. Os números dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Para ele, o cenário atual é de incertezas devido a quatro fatores: dois deles por erros de políticas internas; um devido aos excedentes globais de açúcar; e outro por questões climáticas.
Além disto, há também motivos referentes à transição da economia global, todavia, todo este cenário negativo não deve continuar a médio e longo prazo.
O dirigente lembra que a demanda dos produtos setoriais segue e seguirá crescendo a índices importantes, seja no mercado interno ou externo, por esta razão, mesmo no pior cenário, a perspectiva é de dobrar a demanda global por cana até 2030, o que é impressionante.
“Frente a isso, o país deve perceber que precisa manter a sua liderança mundial no setor sucroenergético, sendo extremamente importante uma posição clara de governo, visando manter e ampliar a oferta de energias renováveis em sua matriz energética”, pontua Carvalho.
Neste sentido, afirma o dirigente da Abag, cabe ao governo recuperar políticas anteriores consagradas, como a volta da alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) e a correção dos preços da gasolina.
“O congelamento dos preços da gasolina sufoca o etanol”, critica o presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Alexandre Andrade Lima.
Na opinião de Carvalho, o etanol sofre um apagão de políticas públicas internas e a Petrobrás um ‘apagão’ de resultados financeiros, face o absurdo da política de preços de combustíveis, especialmente para a gasolina.
Em paralelo a esta dificuldade interna, o presidente da ABAG ressalta que o ciclo de alta de preços do açúcar está perto de retornar.
“O açúcar completará sua 4ª safra global com excedentes, porém agora bem menores”, conta.
Quando menor for o excedente, melhor será o preço, conforme as regras de mercado, com base na lógica da oferta e procura. Outro ponto favorável para o crescimento da produção brasileira é a manutenção dos mandatos de etanol nos EUA e na União Europeia.
“Estas são mercados de importante valor ao Brasil”, enfatiza Carvalho. “Logo, mesmo diante de relevantes problemas atuais que projetam uma visão negativa de curto prazo, é preciso olhar um pouco mais adiante, porque se desenha uma perspectiva excelente para o setor, sobretudo, por tratarmos de uma cultura semiperene, como é a cana”, finaliza.
Por isso, Carvalho entende que cabe ao produtor investir na utilização da tecnologia existente.
Dentre elas, ele destaca o uso de variedades de cana apropriadas; insumos modernos ao controle de pragas e doenças, das ervas daninhas; uso de maturadores, da irrigação e da mecanização agrícola tecnificada.
Além desses, ele também chama atenção ao atual desenvolvimento das tecnologias canavieira de segunda e terceira gerações. A segunda diz respeito à produção de etanol da celulose, enquanto a terceira trata da biotecnologia em leveduras e outros produtos. A tecnologia já está sendo desenvolvida pelo setor produtivo de Alagoas e São Paulo.
“O mundo dependerá, cada vez mais, da oferta de produtos brasileiros face os seus menores custos de produção”. Este é o cenário futuro para o setor canavieiro nos próximos anos, avalia o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Caio Carvalho.
Ele prevê que a produção nacional de cana-de-açúcar deve aumentar 50% até 2022 e, em 2030, atingirá 100% de incremento.
A produção canavieira no Brasil deve passar de 650 milhões de toneladas, com um aumento de 11% sobre as mais de 588, milhões de toneladas da safra passada. Os números dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Para ele, o cenário atual é de incertezas devido a quatro fatores: dois deles por erros de políticas internas; um devido aos excedentes globais de açúcar; e outro por questões climáticas.
Além disto, há também motivos referentes à transição da economia global, todavia, todo este cenário negativo não deve continuar a médio e longo prazo.
O dirigente lembra que a demanda dos produtos setoriais segue e seguirá crescendo a índices importantes, seja no mercado interno ou externo, por esta razão, mesmo no pior cenário, a perspectiva é de dobrar a demanda global por cana até 2030, o que é impressionante.
“Frente a isso, o país deve perceber que precisa manter a sua liderança mundial no setor sucroenergético, sendo extremamente importante uma posição clara de governo, visando manter e ampliar a oferta de energias renováveis em sua matriz energética”, pontua Carvalho.
Neste sentido, afirma o dirigente da Abag, cabe ao governo recuperar políticas anteriores consagradas, como a volta da alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) e a correção dos preços da gasolina.
“O congelamento dos preços da gasolina sufoca o etanol”, critica o presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Alexandre Andrade Lima.
Na opinião de Carvalho, o etanol sofre um apagão de políticas públicas internas e a Petrobrás um ‘apagão’ de resultados financeiros, face o absurdo da política de preços de combustíveis, especialmente para a gasolina.
Em paralelo a esta dificuldade interna, o presidente da ABAG ressalta que o ciclo de alta de preços do açúcar está perto de retornar.
“O açúcar completará sua 4ª safra global com excedentes, porém agora bem menores”, conta.
Quando menor for o excedente, melhor será o preço, conforme as regras de mercado, com base na lógica da oferta e procura. Outro ponto favorável para o crescimento da produção brasileira é a manutenção dos mandatos de etanol nos EUA e na União Europeia.
“Estas são mercados de importante valor ao Brasil”, enfatiza Carvalho. “Logo, mesmo diante de relevantes problemas atuais que projetam uma visão negativa de curto prazo, é preciso olhar um pouco mais adiante, porque se desenha uma perspectiva excelente para o setor, sobretudo, por tratarmos de uma cultura semiperene, como é a cana”, finaliza.
Por isso, Carvalho entende que cabe ao produtor investir na utilização da tecnologia existente.
Dentre elas, ele destaca o uso de variedades de cana apropriadas; insumos modernos ao controle de pragas e doenças, das ervas daninhas; uso de maturadores, da irrigação e da mecanização agrícola tecnificada.
Além desses, ele também chama atenção ao atual desenvolvimento das tecnologias canavieira de segunda e terceira gerações. A segunda diz respeito à produção de etanol da celulose, enquanto a terceira trata da biotecnologia em leveduras e outros produtos. A tecnologia já está sendo desenvolvida pelo setor produtivo de Alagoas e São Paulo.