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Produtores de cana de São Paulo ainda não receberam pagamento da Abengoa

12/02/2016 Cana-de-Açúcar POR: Agência Estado
Fornecedores de cana-de-açúcar na região de São João da Boa Vista (SP) ainda estão sem receber da Abengoa Bioenergia. A empresa, que opera uma usina no município, informou na semana passada ter antecipado o pagamento de suas dívidas com os parceiros. Mas os produtores, sob condição de anonimato, relataram que isso ainda não ocorreu. Um deles afirmou que o cronograma para zerar os débitos prevê o pagamento de 30% das dívidas, estimadas em R$ 500 milhões, nos próximos três meses e renegociação dos outros 70%.
O acordo entre a Abengoa Bioenergia e fornecedores ocorreu no fim de janeiro, após a empresa derrubar parcialmente a liminar relacionada ao arresto de seus bens. A companhia se comprometeu a quitar suas dívidas com os produtores a partir do dia 15 de fevereiro, mas ainda na semana passada informou que iria antecipar os pagamentos.
"Era para ter saído alguma coisa na semana passada, mas ainda não tivemos nenhuma informação a respeito. Estamos apreensivos, porque os produtores ficam em uma situação difícil", afirmou o gerente Técnico da Associação dos Fornecedores de Cana de Piracicaba (SP), José Rodolfo Penatti. Em São João da Boa Vista, existem produtores sem receber há quase sete meses.
Os problemas enfrentados pela Abengoa Bioenergia começaram em novembro do ano passado, quando pediu pré-recuperação judicial na Espanha. Com sede em Sevilha, a companhia opera, além da planta de São João da Boa Vista, uma usina em Pirassununga, também no interior paulista. Por temporada, a capacidade total de moagem supera 6 milhões de toneladas de cana.
A empresa chegou ao país em 2007 após adquirir o controle da Dedini Agro por R$ 1,3 bilhão e assumir R$ 730 milhões em dívidas. Um ano depois, houve a crise mundial de liquidez e o início da crise do setor de etanol, com o governo segurando o preço da gasolina. Em 2014, o braço sucroenergético da companhia espanhola registrou prejuízo líquido de R$ 140,9 milhões no Brasil, ante outra perda líquida de R$ 151,7 milhões em 2013. 
Fornecedores de cana-de-açúcar na região de São João da Boa Vista (SP) ainda estão sem receber da Abengoa Bioenergia. A empresa, que opera uma usina no município, informou na semana passada ter antecipado o pagamento de suas dívidas com os parceiros. Mas os produtores, sob condição de anonimato, relataram que isso ainda não ocorreu. Um deles afirmou que o cronograma para zerar os débitos prevê o pagamento de 30% das dívidas, estimadas em R$ 500 milhões, nos próximos três meses e renegociação dos outros 70%.
O acordo entre a Abengoa Bioenergia e fornecedores ocorreu no fim de janeiro, após a empresa derrubar parcialmente a liminar relacionada ao arresto de seus bens. A companhia se comprometeu a quitar suas dívidas com os produtores a partir do dia 15 de fevereiro, mas ainda na semana passada informou que iria antecipar os pagamentos.

"Era para ter saído alguma coisa na semana passada, mas ainda não tivemos nenhuma informação a respeito. Estamos apreensivos, porque os produtores ficam em uma situação difícil", afirmou o gerente Técnico da Associação dos Fornecedores de Cana de Piracicaba (SP), José Rodolfo Penatti. Em São João da Boa Vista, existem produtores sem receber há quase sete meses.
Os problemas enfrentados pela Abengoa Bioenergia começaram em novembro do ano passado, quando pediu pré-recuperação judicial na Espanha. Com sede em Sevilha, a companhia opera, além da planta de São João da Boa Vista, uma usina em Pirassununga, também no interior paulista. Por temporada, a capacidade total de moagem supera 6 milhões de toneladas de cana.
A empresa chegou ao país em 2007 após adquirir o controle da Dedini Agro por R$ 1,3 bilhão e assumir R$ 730 milhões em dívidas. Um ano depois, houve a crise mundial de liquidez e o início da crise do setor de etanol, com o governo segurando o preço da gasolina. Em 2014, o braço sucroenergético da companhia espanhola registrou prejuízo líquido de R$ 140,9 milhões no Brasil, ante outra perda líquida de R$ 151,7 milhões em 2013.