atendimento@revistacanavieiros.com.br (16) 3946-3300

Produtos da cana podem contribuir para avanços econômicos na África

06/03/2014 Cana-de-Açúcar POR: Agrolink com informações de assessoria
De olho no exemplo brasileiro, países africanos identificam nos produtos da cana a oportunidade para diminuir a dependência dos combustíveis fósseis, fortalecer sua segurança energética e gerar desenvolvimento econômico. O debate sobre os benefícios de se ter uma indústria sucroenergética forte e atuante foi foco da visita de uma delegação de representantes do serviço público de diversos países da África à sede da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), em São Paulo, na quarta-feira (26.02).
 
O grupo, formado por autoridades de dez países africanos, veio ao Brasil em busca de conhecimentos sobre os principais setores da economia do País, entre eles a indústria de cana-de-açúcar. Na UNICA, eles foram recebidos pelo diretor de Comunicação Corporativa da entidade, Adhemar Altieri, que conduziu uma apresentação sobre a indústria canavieira dando enfoque à atual conjuntura do mercado doméstico, o desenvolvimento de programas de biocombustíveis no mundo e as práticas sustentáveis adotadas para a produção de etanol.
 
Altieri respondeu ainda aos questionamentos dos visitantes, interessados principalmente no processo usado para a obtenção da bioeletricidade, e na chegada da produção em escala comercial do etanol celulósico, também conhecido como de segunda geração (2G).
 
O chefe do Serviço Público e Secretário de Gabinete de Uganda, John Mitala, manifestou curiosidade por saber como o setor irá conciliar a produção do 2G com a geração de bioeletricidade, já que ambos dependem do bagaço. “A usina que trabalha com os dois produtos não corre o riscos?” indagou Mitala.
 
Altieri destacou que a evolução tecnológica deve eliminar esse tipo de problema. “Caldeiras modernas produzem mais e utilizam menos bagaço. Além disso, com o fim da queima nos canaviais, temos também a palha como biomassa tanto para a produção do etanol celulósico quanto da bioeletricidade,” explicou.
 
O interesse africano pela indústria sucroenergética brasileira vêm de longa data. Entre 2010 e início de 2014, a UNICA recebeu cerca de 50 delegações de diversos países da África em sua sede.
 
“A África possui elementos agroclimáticos propícios para alavancar a produção de cana e de seus produtos. O etanol pode ser uma importante ferramenta de desenvolvimento econômico para as áreas rurais, gerando emprego, diminuindo o consumo do petróleo e a necessidade de importação de petróleo, melhorando a qualidade do ar e aumentando o acesso à energia elétrica,” explicou o executivo da UNICA.
 
Participaram da visita representantes de diversos setores do serviço público de Quênia, Tanzânia, Uganda, Malaui, Ilhas Seicheles, Suazilândia, Zimbábue, Zâmbia, Namíbia e Moçambique.