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Programa de Melhoramento de cana da UFSCar promove reuniões em SP e MS para compartilhar conhecimentos com usinas e produtores

18/09/2015 Cana-de-Açúcar POR: Assessoria de imprensa Ridesa
As exportações de etanol do Brasil ganharam impulso com a valorização do dólar frente ao real. As vendas externas dobraram nos meses de julho e agosto deste ano, e deverão apresentar crescimento também em setembro frente a igual mês de 2014. Conforme a SCA Trading, as exportações também ganharam força nos últimos meses porque o preço do produto no mercado doméstico estava baixo. Com a alta do produto nas últimas semanas, a "janela" de embarques ao exterior diminuiu. No acumulado de julho e agosto, os embarques de etanol do Brasil alcançaram 410 milhões de litros ¬ uma média mensal superior a 200 milhões de litros e volume 140% superior aos 170 milhões de litros embarcados no mesmo bimestre de 2014, de acordo com dados da Secex/Mdic. Nas estimativas da trading SCA, o volume embarcado em setembro também deverá ficar no patamar de 200 milhões de litros.
A abertura dessa janela inesperada de exportação deverá fazer com que os embarques em todo a safra ¬ de abril de 2015 a março de 2016 ¬ fiquem estáveis em relação ao volume registrado no ciclo 2014/15, que foi de 1,5 bilhão de litros. Até então, as previsões para a atual temporada indicavam um volume 300 milhões de litros menor, da ordem de 1,2 bilhão de litros, conforme a SCA. A demanda pelo etanol brasileiro nos meses de julho e agosto foi principalmente dos Estados Unidos e da Coreia do Sul. Juntos, esses dois países compraram 83% do total embarcado pelo Brasil no bimestre. As exportações ao mercado americano foram de etanol para uso como combustível. Já ao país asiático, os embarques visaram atender a indústrias químicas e de alimentação. Essas oportunidades de exportação contribuíram para ampliar mercados às usinas do Centro¬-Sul que optaram por deixar suas colunas de desidratação de anidro ociosas nesta safra, dados os deságios praticados nos preços internos desse biocombustível ¬ no Brasil, misturados à gasolina. O diretor da trading de etanol Bioagência, Tarcilo Rodrigues, estima que, no acumulado deste ciclo 2015/16, em torno de 500 milhões de litros de etanol anidro deixaram de ser produzidos no Centro¬-Sul devido à falta de estímulo econômico. "Com a abertura da janela de exportação, as usinas que tinham desligados as colunas de anidro, resolveram colocá¬-las em operação", disse. Com a recuperação dos preços internos do etanol nas últimas semanas ¬ a alta acumulada em setembro é de 6,8%, segundo o indicador semanal Cepea/Esalq (hidratado) ¬ essa janela praticamente se fechou. Em 2015/16, o Centro-¬Sul deve produzir 27,7 bilhões de litros, segundo estimativa divulgada ontem pela JOB Economia. O mercado interno, cuja demanda está 40% maior neste ano, deve continuar absorvendo a maior parte da produção brasileira. 
Por Fabiana Batista
Em diferentes regiões de São Paulo e no Mato Grosso do Sul, a instituição promove encontros para abordar variados temas, como manejo do carvão e controle da ferrugem alaranjada
Difundir conhecimento é uma das funções da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (RIDESA). Com este objetivo, o Programa de Melhoramento Genético de Cana-de-açúcar (PMGCA) da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) iniciou em agosto uma série de reuniões voltadas a usinas e fornecedores de cana dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Ao todo, serão realizados dez encontros, segundo Hermann Hoffman, coordenador do PMGCA da RIDESA UFSCar. Até o início de setembro foram organizadas seis reuniões, promovidos nas seguintes usinas: Santa Lúcia, Alta Mogiana, Guarani - Unidade Cruz Alta, São Manoel, NovAmérica Agrícola – Unidade Tarumã e Pitangueiras. Cada encontro foi regional, reunindo profissionais de unidades próximas. 
Ainda faltam quatro reuniões, que ainda não tiveram o agendamento confirmado. Duas delas serão voltadas às usinas do Oeste do estado de São Paulo. Um terceiro encontro ocorrerá em Dourados, no Mato Grosso do Sul, destinado a usinas e produtores de cana do estado. Já a última reunião será voltada exclusivamente a fornecedores de cana, na sede do Centro de Ciências Agrárias da UFSCar, em Araras, SP.
“As reuniões promovidas até agora foram muito proveitosas. Discutimos o manejo de variedades RB, apresentamos o censo varietal 2014 e verificamos a intenção de variedades a serem plantadas no próximo ciclo de plantio”, diz Hermann. 
Nos encontros promovidos até agora, segundo ele, também foram discutidas ações de controle do carvão e da ferrugem alaranjada por conta da ameaça que estas doenças representam à produtividade do canavial.
“Defendemos que o produtor deve priorizar a troca das variedades de áreas infestadas por estas doenças tão logo seja possível, mas sempre utilizando materiais resistentes. Acreditamos que pulverização deve ser aplicada no controle destas doenças apenas em situações emergenciais.”
Esta série de reuniões promovidas pela RIDESA UFSCar com profissionais de usinas e produtores de cana é muito eficiente para disseminar informações e compartilhar conhecimento. “Conseguimos formar grupos menores, o que permite uma troca de ideias e conteúdos muito grande”, pontua Hermann.
25 ANOS DA RIDESA, 45 ANOS DAS VARIEDADES RB
A RIDESA UFSCar também está aproveitando este ciclo de dez reuniões para divulgar um grande encontro que as universidades que compõem a RIDESA em âmbito nacional promoverão no próximo dia 25 de novembro, em comemoração aos 25 anos da Rede e dos 45 anos das Variedades RB. 
“Na ocasião, teremos uma liberação nacional de variedades RB. Diferentes universidades da RIDESA apresentarão seus novos materiais. Inclusive a RIDESA UFSCar vai lançar quatro variedades”, afirma Hermann. O evento ocorrerá na manhã do dia 25 de novembro, no Hotel JP, em Ribeirão Preto.