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Programa pretende desenvolver cana resistente à seca e geada no estado

30/06/2014 Cana-de-Açúcar POR: Capital News
Por Alessandra Marimon
 
O Programa de Pesquisa e Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar (Pmgca), da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), realiza estudos para desenvolver variedades de cana-de-açúcar que sejam mais adaptadas às condições de solo e clima de Mato Grosso do Sul. O objetivo é que a cana seja mais resistente a geadas do inverno e a escassez de chuva no fim de ano. As informações são da Famasul.
 
Segundo o coordenador da Pmgca, professor Cristiano Márcio Alves de Souza, o programa conta atualmente com um centro de biotecnologia e melhoramento da cana, com laboratório, além de casas de vegetação (estufas), máquinas e equipamentos agrícolas para o preparo do solo, plantio e tratos culturais e uma área de 20 hectares na fazenda experimental da UFGD, entre outras estruturas.
 
Para realizar os estudos a equipe é formada por 12 pesquisadores, nove estagiários e três colaboradores. Há pouco mais de dois meses na direção do programa, Souza diz que pretende aumentar a equipe e desenvolver uma série de ações e projetos para consolidar o Pmgca e efetivar a entrada da universidade na Rede Universitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa).
 
Segundo ele, atualmente a UFGD possui um memorando de entendimento com a Ridesa e já mantém contato com as usinas de Mato Grosso do Sul conveniadas com a rede. No entanto, o trabalho é tutorado por outra instituição que já integra a rede, a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).
 
O professor diz que as pesquisas da Ridesa em Mato Grosso do Sul começaram em 2006, com o plantio de duas mil mudas de cana em um campo experimental de uma usina e que em 2007, a rede atingiu o patamar de 40 mil mudas cultivadas, que vem se mantendo atualmente.
 
Souza diz que o programa, com recursos da instituição e de parceiros como a Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), já vem desenvolvendo uma série de projetos. 
“Temos o programa de melhoramento genético da cana, que é uma ação contínua, por tempo indeterminado e ainda vários outros como o de pesquisa, desenvolvimento e inovação aplicados ao setor e ainda o de prospecção e pequisa tecnológica nas usinas”, comenta.
 
O professor revela ainda que, inicialmente, o programa vai concentrar os esforços nas pesquisas voltadas a cana para a produção de etanol e açúcar, mas que em um período de três a quatro anos, em razão das demandas do mercado, também vai diversificar os estudos para pesquisar as variedades mais adequadas para a cogeração de energia e fabricação do etanol celulósico, a chamada “cana energia”.
“A cana energia tem menor teor de sacarose e mais de fibra e celulose, justamente para atender a cogeração e a fabricação do etanol de segunda geração. Suas variedades são mais rústicas e podem produzir até 200 toneladas por hectare, contra 120 da cana convencional”, explica.
 
O coordenador do Pmgca projeta que um período de três a quatro anos, já devem ter sido concluídos os primeiros estudos da Ridesa para colocar no mercado uma variedade desenvolvida em Mato Grosso do Sul e que esteja mais adaptada as condições climáticas e de solo do estado. “Concluídos os estudos entra outro aspecto antes de uma variedade chegar ao mercado, o lado comercial. A rede é universitária, portanto, a ideia não é ter lucratividade, mas recursos para mais pesquisas. Então, seria um contrassenso colocar no mercado uma variedade que vai concorrer com outra da rede que ainda tem um bom prazo para ser explorada comercialmente”, relata. 
Por Alessandra Marimon
 
O Programa de Pesquisa e Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar (Pmgca), da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), realiza estudos para desenvolver variedades de cana-de-açúcar que sejam mais adaptadas às condições de solo e clima de Mato Grosso do Sul. O objetivo é que a cana seja mais resistente a geadas do inverno e a escassez de chuva no fim de ano. As informações são da Famasul.
 
Segundo o coordenador da Pmgca, professor Cristiano Márcio Alves de Souza, o programa conta atualmente com um centro de biotecnologia e melhoramento da cana, com laboratório, além de casas de vegetação (estufas), máquinas e equipamentos agrícolas para o preparo do solo, plantio e tratos culturais e uma área de 20 hectares na fazenda experimental da UFGD, entre outras estruturas.
 
Para realizar os estudos a equipe é formada por 12 pesquisadores, nove estagiários e três colaboradores. Há pouco mais de dois meses na direção do programa, Souza diz que pretende aumentar a equipe e desenvolver uma série de ações e projetos para consolidar o Pmgca e efetivar a entrada da universidade na Rede Universitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa).
 
Segundo ele, atualmente a UFGD possui um memorando de entendimento com a Ridesa e já mantém contato com as usinas de Mato Grosso do Sul conveniadas com a rede. No entanto, o trabalho é tutorado por outra instituição que já integra a rede, a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar).
 
O professor diz que as pesquisas da Ridesa em Mato Grosso do Sul começaram em 2006, com o plantio de duas mil mudas de cana em um campo experimental de uma usina e que em 2007, a rede atingiu o patamar de 40 mil mudas cultivadas, que vem se mantendo atualmente.
 
Souza diz que o programa, com recursos da instituição e de parceiros como a Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul), já vem desenvolvendo uma série de projetos. 
“Temos o programa de melhoramento genético da cana, que é uma ação contínua, por tempo indeterminado e ainda vários outros como o de pesquisa, desenvolvimento e inovação aplicados ao setor e ainda o de prospecção e pequisa tecnológica nas usinas”, comenta.
 
O professor revela ainda que, inicialmente, o programa vai concentrar os esforços nas pesquisas voltadas a cana para a produção de etanol e açúcar, mas que em um período de três a quatro anos, em razão das demandas do mercado, também vai diversificar os estudos para pesquisar as variedades mais adequadas para a cogeração de energia e fabricação do etanol celulósico, a chamada “cana energia”.
“A cana energia tem menor teor de sacarose e mais de fibra e celulose, justamente para atender a cogeração e a fabricação do etanol de segunda geração. Suas variedades são mais rústicas e podem produzir até 200 toneladas por hectare, contra 120 da cana convencional”, explica.
 
O coordenador do Pmgca projeta que um período de três a quatro anos, já devem ter sido concluídos os primeiros estudos da Ridesa para colocar no mercado uma variedade desenvolvida em Mato Grosso do Sul e que esteja mais adaptada as condições climáticas e de solo do estado. “Concluídos os estudos entra outro aspecto antes de uma variedade chegar ao mercado, o lado comercial. A rede é universitária, portanto, a ideia não é ter lucratividade, mas recursos para mais pesquisas. Então, seria um contrassenso colocar no mercado uma variedade que vai concorrer com outra da rede que ainda tem um bom prazo para ser explorada comercialmente”, relata.