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Projeto “Cana Conviver” quer proteger onça-parda

14/01/2015 Cana-de-Açúcar POR: Andréia Vital
A redução das queimadas, boas práticas agrícolas e a manutenção e recomposição de matas possibilitaram o aparecimento da flora e fauna no entorno dos canaviais. Para garantir a harmonia entre os animais e o ser humano nesta nova realidade, foi criado o projeto “Cana Conviver”, através de parceria entre a UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), do Ministério do Meio Ambiente. 
De acordo com a coordenadora de Relações Institucionais da UNICA, Luana Maia, a iniciativa – patrocinada pela empresa FMC – começou a ser desenvolvida em 2013, e as ações de conscientização se iniciaram em novembro, com a realização de workshops gratuitos aos técnicos de usinas e representantes da comunidade rural. Além dos workshops, o projeto contempla também a elaboração de um manual de procedimentos, já em fase final de produção, que será distribuído nas usinas e o apoio à construção de um centro para reabilitação de animais, que foi inaugurado em junho deste ano, em Itapira (SP). 
Piracicaba - SP foi a primeira cidade a receber o treinamento, seguida de Ribeirão Preto - SP, e São José do Rio Preto - SP. Para o gerente de Marketing de Cana da FMC, Roberto Puzzo, apoiar a iniciativa é muito relevante para a multinacional. “Porque para nós, justamente por ser uma empresa de defensivo, a fauna é extremamente importante, isso vai desde o uso consciente do produto, até o manejo que é feito e a forma que a gente trata essa fauna”, disse, afirmando que é necessário mudar as crenças existentes no setor, tais como a que a fauna não é importante como também a crença de que se deve matar ou fugir quando uma onça aparece na sua frente. 
Segundo Márcia Rodrigues, analista Ambiental do ICMBio, o trabalho de conscientização começou a ser feito com o setor sucroenergético devido à escolha da onça-parda como um símbolo da ação. “A onça foi escolhida porque é um animal carismático para o público e serve como propaganda para proteger uma determinada área, o que garante a proteção de outras espécies e seus habitats como também a biodiversidade da cadeia alimentar abaixo dela”, explica a profissional, contando que apesar do felino ainda fazer parte da lista de animais ameaçados de extinção, sua população vem se recompondo na natureza e seus passos vêm sendo monitorados pelo Corredor das Onças do ICMBio, que tem o objetivo de manter o trânsito da fauna entre os remanescentes florestais, ampliar a biodiversidade da região e os serviços ambientais por ela prestados.  
Para Márcia, a sociedade precisa entender que só será possível conquistar mercados se as práticas sustentáveis foram trabalhadas. “Neste sentido, o Estado de São Paulo foi pioneiro por assinar o protocolo agroambiental no setor da cana, reduzindo as queimadas ao mesmo tempo que promove outras práticas sustentáveis”, lembrou a analista, responsável pelas palestras ministradas nos workshops, como o que ocorreu no dia 11 de novembro, no Centro de Cana – IAC – em Ribeirão Preto-SP. 
Entre as recomendações dadas pela a especialista, está a de que ao encontrar o felino no canavial a pessoa não deve fazer nada, simplesmente possibilitar que o animal fuja. “A onça raramente vai ao encontro de pessoas. Ao avistar uma onça o correto é manter distância e permitir que o animal siga seu caminho, o que provavelmente ocorrerá de forma natural se não houver a interferência humana”, explicou ela, advertindo que caso o animal se aproxime, é preciso manter a calma, se afastar lentamente ou ligar algum objeto que emita som alto para afugentar o bicho. 
Outra orientação se refere à ninhada de onças encontradas em canaviais. “Não toque nelas e nem as retire do local. Procure notificar o encarregado de campo da usina para que suspenda o corte deste talão e isole a área de modo a permitir que a mãe venha resgatar os seus filhotes, o que deverá ocorrer durante a noite”, ensinou. No caso dos animais terem sido feridos por equipamentos agrícolas, é necessário acionar o Corredor das Onças, que irá orientar sobre o resgate e cuidados. 
Durante o encontro, Márcia falou também de serpentes que passaram a invadir as plantações e pastos em busca de abrigo e alimentos, depois que as áreas de vegetação natural onde viviam foram destruídas. “20% das picadas ocorrem nas mãos e braços e 80% delas abaixo do joelho, por isso para prevenir acidentes é indicado sempre utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs)”, alertou a especialista. 
Outras populações de animais que vêm se proliferando em algumas regiões são a capivara e o javali. “A onça-parda, que pode atuar como predadora das duas espécies, vem se fortalecendo desse fato, o que tem colaborado para a recuperação de sua população no estado de São Paulo”, assegurou Márcia, advertindo que não é indicado alimentar e deixar restos de comidas para os animais silvestres, o que poderia os atrair para os locais urbanos. 
No final de cada workshop, o participante recebe um certificado e uma carta de compromisso para atuar como agente multiplicador da mensagem do projeto “Cana Conviver”. As próximas etapas do projeto continuam no próximo ano.  
A redução das queimadas, boas práticas agrícolas e a manutenção e recomposição de matas possibilitaram o aparecimento da flora e fauna no entorno dos canaviais. Para garantir a harmonia entre os animais e o ser humano nesta nova realidade, foi criado o projeto “Cana Conviver”, através de parceria entre a UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), do Ministério do Meio Ambiente. 
De acordo com a coordenadora de Relações Institucionais da UNICA, Luana Maia, a iniciativa – patrocinada pela empresa FMC – começou a ser desenvolvida em 2013, e as ações de conscientização se iniciaram em novembro, com a realização de workshops gratuitos aos técnicos de usinas e representantes da comunidade rural. Além dos workshops, o projeto contempla também a elaboração de um manual de procedimentos, já em fase final de produção, que será distribuído nas usinas e o apoio à construção de um centro para reabilitação de animais, que foi inaugurado em junho deste ano, em Itapira (SP). 
Piracicaba - SP foi a primeira cidade a receber o treinamento, seguida de Ribeirão Preto - SP, e São José do Rio Preto - SP. Para o gerente de Marketing de Cana da FMC, Roberto Puzzo, apoiar a iniciativa é muito relevante para a multinacional. “Porque para nós, justamente por ser uma empresa de defensivo, a fauna é extremamente importante, isso vai desde o uso consciente do produto, até o manejo que é feito e a forma que a gente trata essa fauna”, disse, afirmando que é necessário mudar as crenças existentes no setor, tais como a que a fauna não é importante como também a crença de que se deve matar ou fugir quando uma onça aparece na sua frente. 
Segundo Márcia Rodrigues, analista Ambiental do ICMBio, o trabalho de conscientização começou a ser feito com o setor sucroenergético devido à escolha da onça-parda como um símbolo da ação. “A onça foi escolhida porque é um animal carismático para o público e serve como propaganda para proteger uma determinada área, o que garante a proteção de outras espécies e seus habitats como também a biodiversidade da cadeia alimentar abaixo dela”, explica a profissional, contando que apesar do felino ainda fazer parte da lista de animais ameaçados de extinção, sua população vem se recompondo na natureza e seus passos vêm sendo monitorados pelo Corredor das Onças do ICMBio, que tem o objetivo de manter o trânsito da fauna entre os remanescentes florestais, ampliar a biodiversidade da região e os serviços ambientais por ela prestados.  
Para Márcia, a sociedade precisa entender que só será possível conquistar mercados se as práticas sustentáveis foram trabalhadas. “Neste sentido, o Estado de São Paulo foi pioneiro por assinar o protocolo agroambiental no setor da cana, reduzindo as queimadas ao mesmo tempo que promove outras práticas sustentáveis”, lembrou a analista, responsável pelas palestras ministradas nos workshops, como o que ocorreu no dia 11 de novembro, no Centro de Cana – IAC – em Ribeirão Preto-SP. 
Entre as recomendações dadas pela a especialista, está a de que ao encontrar o felino no canavial a pessoa não deve fazer nada, simplesmente possibilitar que o animal fuja. “A onça raramente vai ao encontro de pessoas. Ao avistar uma onça o correto é manter distância e permitir que o animal siga seu caminho, o que provavelmente ocorrerá de forma natural se não houver a interferência humana”, explicou ela, advertindo que caso o animal se aproxime, é preciso manter a calma, se afastar lentamente ou ligar algum objeto que emita som alto para afugentar o bicho. 
Outra orientação se refere à ninhada de onças encontradas em canaviais. “Não toque nelas e nem as retire do local. Procure notificar o encarregado de campo da usina para que suspenda o corte deste talão e isole a área de modo a permitir que a mãe venha resgatar os seus filhotes, o que deverá ocorrer durante a noite”, ensinou. No caso dos animais terem sido feridos por equipamentos agrícolas, é necessário acionar o Corredor das Onças, que irá orientar sobre o resgate e cuidados. 
Durante o encontro, Márcia falou também de serpentes que passaram a invadir as plantações e pastos em busca de abrigo e alimentos, depois que as áreas de vegetação natural onde viviam foram destruídas. “20% das picadas ocorrem nas mãos e braços e 80% delas abaixo do joelho, por isso para prevenir acidentes é indicado sempre utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs)”, alertou a especialista. 
Outras populações de animais que vêm se proliferando em algumas regiões são a capivara e o javali. “A onça-parda, que pode atuar como predadora das duas espécies, vem se fortalecendo desse fato, o que tem colaborado para a recuperação de sua população no estado de São Paulo”, assegurou Márcia, advertindo que não é indicado alimentar e deixar restos de comidas para os animais silvestres, o que poderia os atrair para os locais urbanos. 
No final de cada workshop, o participante recebe um certificado e uma carta de compromisso para atuar como agente multiplicador da mensagem do projeto “Cana Conviver”. As próximas etapas do projeto continuam no próximo ano.