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Próxima safra promete expansão no etanol

30/01/2015 Cana-de-Açúcar POR: DCI
As recentes modificações tributárias do ICMS sobre os combustíveis em Minas Gerais, além da elevação do PIS/ Cofins na gasolina, o retorno da Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e o aumento na mistura de etanol ao combustível fóssil subsidiam expectativas de mais uma safra alcooleira na temporada de 2015/ 2016.
De acordo com levantamento divulgado ontem pela Datagro, a estimativa para o período de 2014/ 2015 - que se encerra em 31 de março - já é de recorde na produção do biocombustível, que deve chegar a 28,79 bilhões de litros no Brasil. Para o presidente da consultoria, Plínio Nastari, este resultado tende a ser batido na próxima safra, que promete 29,74 bilhões de litros, mesmo com redução na capacidade instalada.
Temor
Conforme publicado no DCI, a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, acredita que o setor tem capacidade para atender ao um possível aumento de demanda. Entretanto, Nastari alerta que o limite das unidades produtivas será utilizado na temporada de 2015/ 2016.
"Mais nove usinas deixarão de operar. Surge uma preocupação, visto que precisaremos testar o limite da capacidade de produção de etanol, para concretizar este aumento de oferta. As medidas que darão auxílio ao setor ainda não são suficientes para recuperá-lo da crise", enfatiza o especialista.
Dados da consultoria mostram que, até 2014, 83 usinas encerraram suas atividades, o que representa uma redução de 75,38 milhões de toneladas na moagem de cana. Do volume total, cerca de 61,68 milhões de toneladas de matéria-prima deixaram de ser moídas no Centro-Sul, em função do fechamento de 64 unidades produtivas. As outras 19 estão situadas entre o Norte e Nordeste do País.
"Na atual situação do setor, não vejo a menor possibilidade de ampliação na capacidade de moagem", afirma Plínio.
Açúcar
O mercado global de açúcar caminha para seu primeiro déficit em seis anos, segundo avaliação da consultoria Green Pool divulgada ontem, prevendo uma defasagem de cinco milhões de toneladas para 2015/2016, depois de um excedente de 1,7 milhão de toneladas na temporada anterior.
O principal fator gerador do déficit continua a ser o crescimento do consumo, combinado a uma pequena redução da produção global, comenta a consultoria em nota.
Nastari conta que países como a Índia seguem em expansão na produção açucareira, diferentemente do Brasil, que permaneceu praticamente estável entre as projeções desta e da próxima safra. Até 15 de janeiro, os indianos produziram 10,3 milhões de toneladas de açúcar, contra 8,65 milhões de toneladas moídas no mesmo período de 2014.
Bioenergia
Entre os subprodutos que tiveram desempenho positivo no setor sucroenergético em 2014, destaca-se a cogeração de energia elétrica através da biomassa de cana-de-açúcar, que teve aumento de 22% entre os meses de janeiro e novembro, em relação a 2013. No ano passado foram gerados cerca de 2,656 megawatts, contra 2,177 megawatts da temporada anterior, resultados que devem crescer na próxima safra.
As recentes modificações tributárias do ICMS sobre os combustíveis em Minas Gerais, além da elevação do PIS/ Cofins na gasolina, o retorno da Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e o aumento na mistura de etanol ao combustível fóssil subsidiam expectativas de mais uma safra alcooleira na temporada de 2015/ 2016.
De acordo com levantamento divulgado ontem pela Datagro, a estimativa para o período de 2014/ 2015 - que se encerra em 31 de março - já é de recorde na produção do biocombustível, que deve chegar a 28,79 bilhões de litros no Brasil. Para o presidente da consultoria, Plínio Nastari, este resultado tende a ser batido na próxima safra, que promete 29,74 bilhões de litros, mesmo com redução na capacidade instalada.
Temor
Conforme publicado no DCI, a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, acredita que o setor tem capacidade para atender ao um possível aumento de demanda. Entretanto, Nastari alerta que o limite das unidades produtivas será utilizado na temporada de 2015/ 2016.
"Mais nove usinas deixarão de operar. Surge uma preocupação, visto que precisaremos testar o limite da capacidade de produção de etanol, para concretizar este aumento de oferta. As medidas que darão auxílio ao setor ainda não são suficientes para recuperá-lo da crise", enfatiza o especialista.
Dados da consultoria mostram que, até 2014, 83 usinas encerraram suas atividades, o que representa uma redução de 75,38 milhões de toneladas na moagem de cana. Do volume total, cerca de 61,68 milhões de toneladas de matéria-prima deixaram de ser moídas no Centro-Sul, em função do fechamento de 64 unidades produtivas. As outras 19 estão situadas entre o Norte e Nordeste do País.
"Na atual situação do setor, não vejo a menor possibilidade de ampliação na capacidade de moagem", afirma Plínio.
Açúcar
O mercado global de açúcar caminha para seu primeiro déficit em seis anos, segundo avaliação da consultoria Green Pool divulgada ontem, prevendo uma defasagem de cinco milhões de toneladas para 2015/2016, depois de um excedente de 1,7 milhão de toneladas na temporada anterior.
O principal fator gerador do déficit continua a ser o crescimento do consumo, combinado a uma pequena redução da produção global, comenta a consultoria em nota.
Nastari conta que países como a Índia seguem em expansão na produção açucareira, diferentemente do Brasil, que permaneceu praticamente estável entre as projeções desta e da próxima safra. Até 15 de janeiro, os indianos produziram 10,3 milhões de toneladas de açúcar, contra 8,65 milhões de toneladas moídas no mesmo período de 2014.
Bioenergia
Entre os subprodutos que tiveram desempenho positivo no setor sucroenergético em 2014, destaca-se a cogeração de energia elétrica através da biomassa de cana-de-açúcar, que teve aumento de 22% entre os meses de janeiro e novembro, em relação a 2013. No ano passado foram gerados cerca de 2,656 megawatts, contra 2,177 megawatts da temporada anterior, resultados que devem crescer na próxima safra.