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Rebaixamento do Brasil traz "novo transtorno" para setor sucroalcooleiro, diz Canaplan

11/09/2015 Cana-de-Açúcar POR: Agência Estado
O sócio-diretor da Canaplan, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, também presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), disse que para o setor sucroalcooleiro o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor's "traz novo transtorno". Segundo ele, a expectativa de investimentos estrangeiros "esfria" com a avaliação mais negativa sobre a situação brasileira.
Em entrevista ao Broadcast, ele disse que a cadeia produtiva de açúcar e álcool apresentava sinais de recuperação neste ano após o governo ter reintroduzido a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e elevar a mistura de anidro na gasolina de 25% para 27%, o que agora pode não acontecer no ritmo esperado.
Há pouco, as ações de empresas sucroalcooleiras operavam no negativo na Bolsa. Os papeis da Cosan, que tem joint venture com a Shell na Raízen, cediam 1,06%, para R$ 18,65. Já os da São Martinho caíam 2,07%, para R$ 34,47. Os da Tereos, controladora da Guarani, por sua vez, trabalhavam na estabilidade, a R$ 0,44.
O setor sucroenergético enfrenta dificuldades desde a crise do crédito de 2008 e viu a situação se agravar durante o primeiro mandado da presidente Dilma Rousseff, quando a Cide foi zerada e retirou a competitividade do etanol nos postos de combustíveis. Ao final da safra 2014/15, em março, as usinas do Centro-Sul tinham dívida superior a R$ 50 bilhões. (Agência Estado 11/09/2015)
 
Alta do dólar pressiona preço do açúcar, mas mercado vê ICE ainda sustentada
A disparada do dólar ante o real, reflexo do downgrade do Brasil pela Standard & Poor's (S&P), pressionou os futuros de açúcar demerara ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). As perdas já eram esperadas após a decisão da agência de classificação de risco, mas participantes avaliam que a desvalorização foi menor do que a projetada. Tanto é que as cotações permanecem acima dos 11,30 cents por libra-peso, indicando que a sustentação persiste.
Nesta quinta-feira, a moeda norte-americana chegou a superar os R$ 3,90, mas terminou em R$ 3,8620 (+1,69%). A divisa foi puxada pela S&P, só que os ganhos ao longo do dia foram minguando em meio a realizações de lucros e intervenções do Banco Central.
Com isso, as atenções ainda se voltam para a safra 2015/16 no Centro-Sul do Brasil, cada vez mais alcooleira. Os dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) foram assimilados, e cresceu a perspectiva de que a primeira quinzena de setembro terá um mix maior para etanol. "Se na segunda metade de agosto, que teve tempo aberto, já foi assim, imagine como será nesta, com muito mais chuvas", comentou um corretor.
Na quarta-feira, o diretor técnico da entidade, Antonio de Pádua Rodrigues, já havia alertado que "as chuvas observadas na primeira quinzena de setembro devem intensificar o mix de produção mais alcooleiro e dificultar o avanço da moagem". Em períodos mais úmidos, a matéria-prima perde qualidade e fica mais difícil e caro produzir açúcar, explicou.
Com o câmbio imprevisível, os futuros chegam à sexta-feira com suporte nos 11,30 cents/lb e resistência firme nos psicológicos 11,50 cents/lb.
Ontem, outubro caiu 10 pontos (0,87%) e fechou em 11,33 cents/lb, com máxima de 11,42 cents/lb (menos 1 ponto) e mínima de 11,14 cents/lb (mais 29 pontos). Março recuou 12 pontos (0,97%) e terminou em 12,27 cents/lb. O spread outubro/março variou de 96 para 94 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.
O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a quinta-feira em R$ 49,94/saca, alta de 0,99X% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 12,93/saca (-0,69%). 
O sócio-diretor da Canaplan, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, também presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), disse que para o setor sucroalcooleiro o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor's "traz novo transtorno". Segundo ele, a expectativa de investimentos estrangeiros "esfria" com a avaliação mais negativa sobre a situação brasileira.

 
Em entrevista ao Broadcast, ele disse que a cadeia produtiva de açúcar e álcool apresentava sinais de recuperação neste ano após o governo ter reintroduzido a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e elevar a mistura de anidro na gasolina de 25% para 27%, o que agora pode não acontecer no ritmo esperado.
Há pouco, as ações de empresas sucroalcooleiras operavam no negativo na Bolsa. Os papeis da Cosan, que tem joint venture com a Shell na Raízen, cediam 1,06%, para R$ 18,65. Já os da São Martinho caíam 2,07%, para R$ 34,47. Os da Tereos, controladora da Guarani, por sua vez, trabalhavam na estabilidade, a R$ 0,44.
O setor sucroenergético enfrenta dificuldades desde a crise do crédito de 2008 e viu a situação se agravar durante o primeiro mandado da presidente Dilma Rousseff, quando a Cide foi zerada e retirou a competitividade do etanol nos postos de combustíveis. Ao final da safra 2014/15, em março, as usinas do Centro-Sul tinham dívida superior a R$ 50 bilhões.