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Renuka renegocia dívidas de R$ 1,5 bilhão

01/09/2014 Cana-de-Açúcar POR: Valor Econômico
A Renuka do Brasil, empresa com duas usinas de cana-de-açúcar em São Paulo, contratou assessoria financeira e jurídica para renegociar seus débitos com credores. Ao fim da safra 2013/14, em 31 de março deste ano, a dívida bancária das duas unidades paulistas da empresa, controlada pela indiana  Renuka Sugars era de R$ 1,465 bilhão, superior à receita obtida no mesmo ciclo (R$ 1,046 bilhão).
Trata-se da terceira renegociação da Renuka do Brasil desde que a companhia indiana adquiriu o controle do negócio, em meados de 2009, do grupo Equipav, do ramo de construção. A nova rodada se tornou necessária porque, além de ter um endividamento elevado, o canavial das usinas paulistas da empresa, localizadas na região oeste do Estado, padecem mais uma vez com uma forte estiagem, o que deverá reduzir a moagem, conforme fontes da área.
A estimativa inicial da Renuka do Brasil era moer 10,5 milhões de toneladas de cana na safra 2014/15 nas duas unidades, ante as 8,9 milhões de toneladas processadas na temporada anterior, a 2013/14. Mas agora, afirmam as fontes, a companhia deverá apenas repetir o desempenho da temporada passada ou até moer menos, em torno de 8,5 milhões.
Os principais bancos credores da companhia – Bradesco, Santander, Votorantim, Banco do Brasil e Itaú – já começaram a conversar com os assessores contratados pela Renuka – Galeazzi & Associados e os advogados Joel Thomaz Bastos e Ricardo Sanches, do escritório Dias Carneiro. A expectativa dos credores é que os termos de um novo acordo sejam fechados em cerca de 30 dias.
O Valor apurou que representantes da trading Wilmar – que entrou no bloco de controle da Shree Renuka Sugars este ano – também participam das reuniões com os bancos. A diretriz da sócia de Cingapura é que o novo acordo seja "exequível", ou seja, compatível com o fluxo de caixa operacional das usinas.
Em balanço divulgado ontem, a Renuka do Brasil informou que teve prejuízo líquido de R$ 306,8 milhões na safra 2013/14, ante resultado líquido também negativo de R$ 281,4 milhões no exercício anterior. A companhia foi penalizada por uma despesa financeira 22,8% maior no período, de R$ 307,8 milhões.
Os credores também compartilham a visão de que a combinação de perda de produtividade agrícola por causa da seca e preços baixos de açúcar e etanol tende a piorar o resultado da Renuka do Brasil neste ciclo 2014/15. Por isso, dizem fontes, os bancos até consideram conceder nesse acordo um período de carência para retomada dos pagamentos.
No entanto, é possível que os sócios tenham que fazer um aporte no negócio para dar segurança aos credores de que o capital de giro para a continuidade das operações estará assegurado. Espera-se também que, com a renegociação, outros bancos voltem a conceder crédito de curto prazo para a companhia. Os executivos da indiana não foram encontrados para comentar o assunto.
Somando-se as usinas de São Paulo, do Paraná (Renuka Vale do Ivaí) e da Índia, a Shree Renuka Sugars, que tem capital aberto na bolsa de Mumbai, opera 11 unidades com capacidade total de moagem de 20,7 milhões de toneladas de cana anuais e duas refinarias de açúcar na Índia.
A Renuka do Brasil, empresa com duas usinas de cana-de-açúcar em São Paulo, contratou assessoria financeira e jurídica para renegociar seus débitos com credores. Ao fim da safra 2013/14, em 31 de março deste ano, a dívida bancária das duas unidades paulistas da empresa, controlada pela indiana  Renuka Sugars era de R$ 1,465 bilhão, superior à receita obtida no mesmo ciclo (R$ 1,046 bilhão).
Trata-se da terceira renegociação da Renuka do Brasil desde que a companhia indiana adquiriu o controle do negócio, em meados de 2009, do grupo Equipav, do ramo de construção. A nova rodada se tornou necessária porque, além de ter um endividamento elevado, o canavial das usinas paulistas da empresa, localizadas na região oeste do Estado, padecem mais uma vez com uma forte estiagem, o que deverá reduzir a moagem, conforme fontes da área.
A estimativa inicial da Renuka do Brasil era moer 10,5 milhões de toneladas de cana na safra 2014/15 nas duas unidades, ante as 8,9 milhões de toneladas processadas na temporada anterior, a 2013/14. Mas agora, afirmam as fontes, a companhia deverá apenas repetir o desempenho da temporada passada ou até moer menos, em torno de 8,5 milhões.
Os principais bancos credores da companhia – Bradesco, Santander, Votorantim, Banco do Brasil e Itaú – já começaram a conversar com os assessores contratados pela Renuka – Galeazzi & Associados e os advogados Joel Thomaz Bastos e Ricardo Sanches, do escritório Dias Carneiro. A expectativa dos credores é que os termos de um novo acordo sejam fechados em cerca de 30 dias.
O Valor apurou que representantes da trading Wilmar – que entrou no bloco de controle da Shree Renuka Sugars este ano – também participam das reuniões com os bancos. A diretriz da sócia de Cingapura é que o novo acordo seja "exequível", ou seja, compatível com o fluxo de caixa operacional das usinas.
Em balanço divulgado ontem, a Renuka do Brasil informou que teve prejuízo líquido de R$ 306,8 milhões na safra 2013/14, ante resultado líquido também negativo de R$ 281,4 milhões no exercício anterior. A companhia foi penalizada por uma despesa financeira 22,8% maior no período, de R$ 307,8 milhões.
Os credores também compartilham a visão de que a combinação de perda de produtividade agrícola por causa da seca e preços baixos de açúcar e etanol tende a piorar o resultado da Renuka do Brasil neste ciclo 2014/15. Por isso, dizem fontes, os bancos até consideram conceder nesse acordo um período de carência para retomada dos pagamentos.
No entanto, é possível que os sócios tenham que fazer um aporte no negócio para dar segurança aos credores de que o capital de giro para a continuidade das operações estará assegurado. Espera-se também que, com a renegociação, outros bancos voltem a conceder crédito de curto prazo para a companhia. Os executivos da indiana não foram encontrados para comentar o assunto.
Somando-se as usinas de São Paulo, do Paraná (Renuka Vale do Ivaí) e da Índia, a Shree Renuka Sugars, que tem capital aberto na bolsa de Mumbai, opera 11 unidades com capacidade total de moagem de 20,7 milhões de toneladas de cana anuais e duas refinarias de açúcar na Índia.