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Resultados da Copersucar pioraram no ciclo 2014/15

23/06/2015 Cana-de-Açúcar POR: Valor Econômico
Maior trading global de açúcar e etanol, a Copersucar, com sede em São Paulo, sentiu na pele as difíceis condições de mercado na maior parte da safra 2014/15 e encerrou o exercício, no dia 31 de março, com resultados piores que os registrados no ciclo 2013/14.
De acordo com balanço fechado ontem, a empresa teve um prejuízo líquido de R$ 8,4 milhões na última temporada, ante o lucro líquido de R$ 78,6 milhões da anterior. Após um ajuste feito em decorrência de uma mudança envolvendo o prêmio de 2% que era pago à cooperativa Copersucar na compra dos produtos que comercializa, a trading informou que seu resultado líquido passou a ser positivo em R$ 68 milhões, ainda assim 47,3% mais baixo que o de 2013/14 (R$ 129 milhões).
Esse prêmio, explicou Luís Roberto Pogetti, presidente do conselho da administração da trading, era uma espécie de dividendo antecipado. Ele não é mais pago desde outubro, na esteira da constituição da Alvean Sugar SL, joint venture formada com a Cargill para a comercialização de açúcar no mercado internacional.
A criação da Alvean (dividida em partes iguais pelos dois sócios) foi, aliás, a iniciativa de maior expressão da Copersucar em 2014/15, como destacaram Pogetti e Paulo Roberto de Souza, diretor presidente da trading, em entrevista ao Valor. Os resultados proporcionais da joint venture, bem como o da controlada Eco­Energy Global Biofuels, focada em etanol nos EUA, estão incorporados nos resultados apresentados.
Conforme Souza, de uma maneira geral é possível afirmar que foi um exercício mais difícil para as operações de açúcar do que com os negócios com etanol. Ocorre que as cotações da commodity se mantiveram pressionadas no mercado internacional por causa da valorização do dólar, ao passo que, no mercado doméstico, os preços do etanol reagiram nos últimos meses. Por conta do encarecimento da gasolina, cujos preços voltaram a absorver a Cide, a demanda por etanol hidratado registrou forte alta e bateu recorde no país.
"Foi um exercício razoável para o etanol, mas com um estoque de passagem maior. No caso do açúcar, comercializamos todo o volume, mas com preços aquém do planejado", disse Souza. No total, a Copersucar comercializou 7,2 milhões de toneladas de açúcar no exercício 2014/15 ­ 5,5 milhões destinadas às exportações e 1,7 milhão ao mercado interno. No caso do etanol, foram 4,3 bilhões de litros no total, 3,8 bilhões dos quais vendidos no Brasil.
Com esses volumes, e sob influência dos preços mais baixos do açúcar e da transferência das operações de originação de açúcar para a Alvean, a receita líquida da trading alcançou R$ 21 bilhões em 2014/15, 9% menor que em 2013/14 (R$ 23,1 bilhões). Conforme a Copersucar, o açúcar representou 27% das receitas e o etanol, 26%. A Eco­Energy respondeu pelos 47% restantes.
Além da criação da Alvean, Pogetti também destacou outras iniciativas importantes da trading ao longo do último ciclo. Uma delas foi a retomada do Terminal Açucareiro Copersucar (TAC), no porto de Santos, após o incêndio que destruiu parte de suas instalações. Outra foi o início das operações do Terminal Copersucar de Etanol (TCE), em Paulínia, no interior paulista, com capacidade de tancagem para 180 milhões de litros.
As três iniciativas, somadas à expansão da base logística da Eco­Energy, absorveram a maior parte dos investimentos de R$ 713,5 milhões realizados pela empresa em 2014/15, ante os R$ 237,3 milhões aportados em 2013/14. No atual ciclo (2015/16), disse Pogetti, a ordem é colher os frutos dos investimentos realizados e esperar a conjuntura "clarear" antes de pensar em novos aportes de peso.
Maior trading global de açúcar e etanol, a Copersucar, com sede em São Paulo, sentiu na pele as difíceis condições de mercado na maior parte da safra 2014/15 e encerrou o exercício, no dia 31 de março, com resultados piores que os registrados no ciclo 2013/14.

De acordo com balanço fechado ontem, a empresa teve um prejuízo líquido de R$ 8,4 milhões na última temporada, ante o lucro líquido de R$ 78,6 milhões da anterior. Após um ajuste feito em decorrência de uma mudança envolvendo o prêmio de 2% que era pago à cooperativa Copersucar na compra dos produtos que comercializa, a trading informou que seu resultado líquido passou a ser positivo em R$ 68 milhões, ainda assim 47,3% mais baixo que o de 2013/14 (R$ 129 milhões).
Esse prêmio, explicou Luís Roberto Pogetti, presidente do conselho da administração da trading, era uma espécie de dividendo antecipado. Ele não é mais pago desde outubro, na esteira da constituição da Alvean Sugar SL, joint venture formada com a Cargill para a comercialização de açúcar no mercado internacional.

A criação da Alvean (dividida em partes iguais pelos dois sócios) foi, aliás, a iniciativa de maior expressão da Copersucar em 2014/15, como destacaram Pogetti e Paulo Roberto de Souza, diretor presidente da trading, em entrevista ao Valor. Os resultados proporcionais da joint venture, bem como o da controlada Eco­Energy Global Biofuels, focada em etanol nos EUA, estão incorporados nos resultados apresentados.
Conforme Souza, de uma maneira geral é possível afirmar que foi um exercício mais difícil para as operações de açúcar do que com os negócios com etanol. Ocorre que as cotações da commodity se mantiveram pressionadas no mercado internacional por causa da valorização do dólar, ao passo que, no mercado doméstico, os preços do etanol reagiram nos últimos meses. Por conta do encarecimento da gasolina, cujos preços voltaram a absorver a Cide, a demanda por etanol hidratado registrou forte alta e bateu recorde no país.
"Foi um exercício razoável para o etanol, mas com um estoque de passagem maior. No caso do açúcar, comercializamos todo o volume, mas com preços aquém do planejado", disse Souza. No total, a Copersucar comercializou 7,2 milhões de toneladas de açúcar no exercício 2014/15 ­ 5,5 milhões destinadas às exportações e 1,7 milhão ao mercado interno. No caso do etanol, foram 4,3 bilhões de litros no total, 3,8 bilhões dos quais vendidos no Brasil.

 
Com esses volumes, e sob influência dos preços mais baixos do açúcar e da transferência das operações de originação de açúcar para a Alvean, a receita líquida da trading alcançou R$ 21 bilhões em 2014/15, 9% menor que em 2013/14 (R$ 23,1 bilhões). Conforme a Copersucar, o açúcar representou 27% das receitas e o etanol, 26%. A Eco­Energy respondeu pelos 47% restantes.
Além da criação da Alvean, Pogetti também destacou outras iniciativas importantes da trading ao longo do último ciclo. Uma delas foi a retomada do Terminal Açucareiro Copersucar (TAC), no porto de Santos, após o incêndio que destruiu parte de suas instalações. Outra foi o início das operações do Terminal Copersucar de Etanol (TCE), em Paulínia, no interior paulista, com capacidade de tancagem para 180 milhões de litros.
As três iniciativas, somadas à expansão da base logística da Eco­Energy, absorveram a maior parte dos investimentos de R$ 713,5 milhões realizados pela empresa em 2014/15, ante os R$ 237,3 milhões aportados em 2013/14. No atual ciclo (2015/16), disse Pogetti, a ordem é colher os frutos dos investimentos realizados e esperar a conjuntura "clarear" antes de pensar em novos aportes de peso.