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Ribeirão Preto: Seca deve provocar queda de 10% na produção de cana

16/07/2014 Cana-de-Açúcar POR: A Cidade
De acordo com levantamento de instituto, situação é crítica e rebaixa nível do rio Pardo, além de prejudicar a agricultura.
Há pelo menos 53 anos a região de Ribeirão Preto não enfrenta uma escassez de chuva tão severa quanto a do primeiro semestre de 2014. Além do rebaixamento do rio Pardo, a situação também prejudica a agricultura - alguns produtos podem ter perda de até um terço da safra.
Levantamento feito pelo A Cidade com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), cuja estação mais próxima de Ribeirão fica em São Simão (51 km), mostra que desde 1961, quando a medição começou a ser feita, o índice médio mensal de chuvas de janeiro a junho não é tão baixo.
Em 32 dos últimos 53 anos, a estação registrou o dobro da média semestral de chuvas verificada no município neste ano.
Nos seis primeiros meses de 1983, por exemplo, houve precipitação acumulada de 1.318 milímetros (mm), quatro vezes a verificada no primeiro semestre deste ano, que teve apenas 330 mm.
Dados do Ciiagro (Centro Integrado de informações agrometeorológicas) também mostram que a situação de Ribeirão é alarmante.
Este semestre é o menos chuvoso do município desde, pelo menos, 1991, data do último balanço do órgão disponibilizado no site da União dos Produtores de Bioenergia (Udop).
Vinte dos últimos 24 anos registraram, nos primeiros seis meses, o dobro do acumulado de chuvas no mesmo período de 2014.
Mesmo a última grande seca do município, ocorrida em 2001, teve 80% mais chuvas do que agora.
Generalizado
“A situação é crítica”, diz a meteorologista Neide Oliveira, do Inmet. Ela ressalta que este ano foi seco em São Paulo como um todo, mas atingiu de forma mais drástica a região Norte e Nordeste do estado.
Na região da Grande São Paulo, cerca de 14 milhões de pessoas podem correm o risco de ficar sem água devido ao colapso do Sistema Cantareira -que “zerou” na semana passada suas reservas normais.
Neide diz que a tendência é que o nível de chuvas se mantenha baixo ao menos até setembro.
Depois, entretanto, pode haver um bom reforço. Ela explica que as características oceânicas e atmosféricas mostram 80% de chances de incidência do fenômeno “El Niño” este ano - que pode aumentar o índice normal de chuvas.
Rio Pardo está com metade da profundidade
O rio Pardo já sofre os efeitos da falta de chuvas. Em 3 de julho, o rio estava com 50 centímetros de profundidade no ponto de medição de Ribeirão Preto. “Esse foi o nível mais baixo verificado, no mesmo dia, desde 1941”, explica Carlos Alencastre, diretor regional do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica).
Nesta terça-feira (15), o Pardo estava com 57,5 cm de profundidade em Ribeirão. “Nossa média, desde 2003, era de pelo menos um metro”, diz Alencastre, que teme a mortandade de peixes.
Alguns pontos, como na hidrelétrica Itaipava, em Serrana, já estão secos.
“Se a chuva não vier logo e com boa intensidade, a tendência é piorar ainda mais”, alerta.
Seca afeta agropecuária da região
“Foram as piores chuvas de verão da última década, pelo menos”, diz o engenheiro agrônomo Rodnei Correa, que trabalhava na regional de Ribeirão Preto da Casa da Agricultura.
Ele afirma que a seca atingiu em cheio a agricultura da região, principalmente o cultivo de soja, café, amendoim e milho safrinha. “Em alguns casos, a safra irá registar perda de até 33%”, alerta.
A mais prejudicada será a cana-de-açúcar. “Não houve o desempenho esperado para o verão, e as consequências são sentidas agora”, diz Rodnei, ressaltando que o prejuízo ainda está sendo quantificado. “Mas uma visão otimista aponta perda de 10%”, diz.
Os produtores do bovino, devido à seca do pasto, também tiveram que antecipar a alimentação à base de ração e silo.
De acordo com levantamento de instituto, situação é crítica e rebaixa nível do rio Pardo, além de prejudicar a agricultura.
Há pelo menos 53 anos a região de Ribeirão Preto não enfrenta uma escassez de chuva tão severa quanto a do primeiro semestre de 2014. Além do rebaixamento do rio Pardo, a situação também prejudica a agricultura - alguns produtos podem ter perda de até um terço da safra.
Levantamento feito pelo A Cidade com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), cuja estação mais próxima de Ribeirão fica em São Simão (51 km), mostra que desde 1961, quando a medição começou a ser feita, o índice médio mensal de chuvas de janeiro a junho não é tão baixo.
Em 32 dos últimos 53 anos, a estação registrou o dobro da média semestral de chuvas verificada no município neste ano.
Nos seis primeiros meses de 1983, por exemplo, houve precipitação acumulada de 1.318 milímetros (mm), quatro vezes a verificada no primeiro semestre deste ano, que teve apenas 330 mm.
Dados do Ciiagro (Centro Integrado de informações agrometeorológicas) também mostram que a situação de Ribeirão é alarmante.
Este semestre é o menos chuvoso do município desde, pelo menos, 1991, data do último balanço do órgão disponibilizado no site da União dos Produtores de Bioenergia (Udop).
Vinte dos últimos 24 anos registraram, nos primeiros seis meses, o dobro do acumulado de chuvas no mesmo período de 2014.
Mesmo a última grande seca do município, ocorrida em 2001, teve 80% mais chuvas do que agora.
Generalizado
“A situação é crítica”, diz a meteorologista Neide Oliveira, do Inmet. Ela ressalta que este ano foi seco em São Paulo como um todo, mas atingiu de forma mais drástica a região Norte e Nordeste do estado.
Na região da Grande São Paulo, cerca de 14 milhões de pessoas podem correm o risco de ficar sem água devido ao colapso do Sistema Cantareira -que “zerou” na semana passada suas reservas normais.
Neide diz que a tendência é que o nível de chuvas se mantenha baixo ao menos até setembro.
Depois, entretanto, pode haver um bom reforço. Ela explica que as características oceânicas e atmosféricas mostram 80% de chances de incidência do fenômeno “El Niño” este ano - que pode aumentar o índice normal de chuvas.
Rio Pardo está com metade da profundidade
O rio Pardo já sofre os efeitos da falta de chuvas. Em 3 de julho, o rio estava com 50 centímetros de profundidade no ponto de medição de Ribeirão Preto. “Esse foi o nível mais baixo verificado, no mesmo dia, desde 1941”, explica Carlos Alencastre, diretor regional do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica).
Nesta terça-feira (15), o Pardo estava com 57,5 cm de profundidade em Ribeirão. “Nossa média, desde 2003, era de pelo menos um metro”, diz Alencastre, que teme a mortandade de peixes.
Alguns pontos, como na hidrelétrica Itaipava, em Serrana, já estão secos.
“Se a chuva não vier logo e com boa intensidade, a tendência é piorar ainda mais”, alerta.
Seca afeta agropecuária da região
“Foram as piores chuvas de verão da última década, pelo menos”, diz o engenheiro agrônomo Rodnei Correa, que trabalhava na regional de Ribeirão Preto da Casa da Agricultura.
Ele afirma que a seca atingiu em cheio a agricultura da região, principalmente o cultivo de soja, café, amendoim e milho safrinha. “Em alguns casos, a safra irá registar perda de até 33%”, alerta.
A mais prejudicada será a cana-de-açúcar. “Não houve o desempenho esperado para o verão, e as consequências são sentidas agora”, diz Rodnei, ressaltando que o prejuízo ainda está sendo quantificado. “Mas uma visão otimista aponta perda de 10%”, diz.
Os produtores do bovino, devido à seca do pasto, também tiveram que antecipar a alimentação à base de ração e silo.