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Safra de cana tende a crescer menos que a atual em 2014/15

22/10/2013 Cana-de-Açúcar POR: Valor Econômico
O menor ritmo de renovação de canaviais neste ano e a ocorrência de geadas deverão fazer com que a próxima safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul, a 2014/15, tenha um ritmo de crescimento menor do que a temporada atual.
 
O presidente da consultoria Datagro, Plinio Nastari, estima que a moagem de cana no próximo ciclo vai crescer ou diminuir em cerca de 20 milhões de toneladas em relação ao ciclo atual, que deve ser concluído em dezembro com moagem de 591 milhões de toneladas. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a moagem caiu 18% na primeira quinzena de outubro e passou a somar, até agora, 471,3 milhões de toneladas, 12,4% mais que em igual intervalo de 2012/13.
"Tivemos este ano uma taxa de renovação de canaviais de 18,5%, abaixo dos 21,5% da taxa do ano passado. Além disso, a geada reduziu o potencial produtivo da cana do ano que vem", explica Nastari.
Ele acredita que a próxima safra também vai começar com um viés mais "alcooleiro, como a atual, dado que os preços do açúcar de exportação ainda não remuneram as usinas localizadas em área de expansão, fora das tradicionais.
Mas Nastari acredita que alguma reação dos preços do açúcar já começou a estimular uma maior produção no mundo. "Desde maio, os preços do açúcar em reais subiram 19,1%", lembra ele. Numa situação hipotética de toda a cana adicional do próximo ano (20 milhões de toneladas) ser direcionada para a fabricação de açúcar, a produção da commodity poderia avançar em até 2,8 milhões de toneladas, de acordo com estimativas da Datagro.
O especialista acredita que os preços da commodity na bolsa de Nova York deveriam subir "de forma consistente" entre 4 e 6 centavos de dólar por libra peso acima do custo de produção nos principais produtores mundiais para estimular uma maior produção.
"Outros países vão ter que expandir sua produção, como Tailândia, Índia, África e México, pois a demanda está crescendo ano a ano e vai continuar se expandindo com o avanço da classe média na Ásia", disse Nastari.
Fabiana Batista