atendimento@revistacanavieiros.com.br (16) 3946-3300

Safra de cana terá início mais alcooleiro no Paraná

01/03/2016 Cana-de-Açúcar POR: Folha Web
A próxima safra de cana-de-açúcar deve começar com maior quantidade de produção alcooleira do que açucareira no Estado, segundo a Associação de Produtores de Bioenergia do Paraná (Alcopar). A melhor remuneração para o litro de etanol no início deste ano e a maior quantidade de chuvas que ocorreram durante o plantio, que deixa a planta com menor teor de açúcar, devem fazer com que as usinas invertam a prioridade na moagem, ao menos até meados do ano. 
Conforme a entidade, o Paraná sempre teve tendência maior à produção de açúcar do que de álcool, principalmente na comparação com outros estados fornecedores, como o Mato Grosso do Sul. Como o aumento da cotação do dólar ainda não se converteu em rendimentos maiores, já que boa parte dos contratos de exportação são fechados com cotação definida com no mínimo 12 meses de adiantamento, ainda é mais lucrativo buscar fornecer etanol aos consumidores brasileiros do que vender commodities no mercado internacional. "Teremos um cenário positivo para 2017, mas ainda complicado neste ano", explica o presidente da Alcopar, Miguel Rubens Tranin. 
A estratégia visa aproveitar também o momento em que há melhora nos preços pagos pelo litro de etanol, devido à entressafra e ao alto valor da gasolina. Tranin conta que, em recente reunião do setor em Brasília, recebeu a informação de que a queda no consumo de etanol e gasolina caiu 12% em janeiro de 2016, na comparação com o mesmo mês de 2015. "Ao longo do ano, essa redução na demanda vai gerar uma maior oferta e derrubar o preço da gasolina e do etanol", prevê. 
Ele conta que quatro unidades ainda mantêm a moagem da produção da safra anterior e outras três vão começar a colheita já, para aproveitar os preços atuais. "O problema é que não adianta comercializar a um bom preço por quatro meses e por um baixo por outros oito", reclama. 
Ao longo do ano, o setor vai aumentar a produção de açúcar, porque há contratos já firmados de comércio exterior, diz. Para 2017, Tranin espera maior rentabilidade com a commodity pelo dólar valorizado, o que deve fortalecer o mercado produtor no Paraná. 
Queda no ranking
O coordenador técnico do setor sucroalcooleiro da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), Disonei Zampieri, considera que ainda há dúvidas sobre a cotação do açúcar no mercado mundial neste ano. "Vai depender do clima da Índia e da produção de açúcar de beterraba na União Europeia." 
Zampieri cita a quebra da safra 2015/2016 aproximada de 7% na produção de cana no Estado, de 43 milhões de toneladas para 40 milhões. Mesmo assim, considera que os preços internos e externos garantiram rentabilidade acima dos custos e que a tendência é que o mesmo ocorra no próximo ano. "É cedo para falar sobre expectativa para a próxima safra", diz. "Na média, o clima foi favorável e a chuva foi adequada nas nove regiões produtoras do Paraná", completa. 
A quebra, porém, fez com que o Estado caísse no ranking de maiores produtores do País, segundo Tranin. O Mato Grosso do Sul assumiu a quarta posição e os paranaenses ficaram em quinto na colheita que está quase no fim. Apesar da quebra local, a safra da região Centro-Sul cresceu 5,6% até a segunda quinzena do mês passado, conforme a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Foram 570,5 milhões de toneladas colhidas até a data no período 2014/2015 e 602,7 milhões até o mês passado.
A próxima safra de cana-de-açúcar deve começar com maior quantidade de produção alcooleira do que açucareira no Estado, segundo a Associação de Produtores de Bioenergia do Paraná (Alcopar). A melhor remuneração para o litro de etanol no início deste ano e a maior quantidade de chuvas que ocorreram durante o plantio, que deixa a planta com menor teor de açúcar, devem fazer com que as usinas invertam a prioridade na moagem, ao menos até meados do ano. 
Conforme a entidade, o Paraná sempre teve tendência maior à produção de açúcar do que de álcool, principalmente na comparação com outros estados fornecedores, como o Mato Grosso do Sul. Como o aumento da cotação do dólar ainda não se converteu em rendimentos maiores, já que boa parte dos contratos de exportação são fechados com cotação definida com no mínimo 12 meses de adiantamento, ainda é mais lucrativo buscar fornecer etanol aos consumidores brasileiros do que vender commodities no mercado internacional. "Teremos um cenário positivo para 2017, mas ainda complicado neste ano", explica o presidente da Alcopar, Miguel Rubens Tranin. 
A estratégia visa aproveitar também o momento em que há melhora nos preços pagos pelo litro de etanol, devido à entressafra e ao alto valor da gasolina. Tranin conta que, em recente reunião do setor em Brasília, recebeu a informação de que a queda no consumo de etanol e gasolina caiu 12% em janeiro de 2016, na comparação com o mesmo mês de 2015. "Ao longo do ano, essa redução na demanda vai gerar uma maior oferta e derrubar o preço da gasolina e do etanol", prevê. 
Ele conta que quatro unidades ainda mantêm a moagem da produção da safra anterior e outras três vão começar a colheita já, para aproveitar os preços atuais. "O problema é que não adianta comercializar a um bom preço por quatro meses e por um baixo por outros oito", reclama. 
Ao longo do ano, o setor vai aumentar a produção de açúcar, porque há contratos já firmados de comércio exterior, diz. Para 2017, Tranin espera maior rentabilidade com a commodity pelo dólar valorizado, o que deve fortalecer o mercado produtor no Paraná. 
Queda no ranking
O coordenador técnico do setor sucroalcooleiro da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), Disonei Zampieri, considera que ainda há dúvidas sobre a cotação do açúcar no mercado mundial neste ano. "Vai depender do clima da Índia e da produção de açúcar de beterraba na União Europeia." 
Zampieri cita a quebra da safra 2015/2016 aproximada de 7% na produção de cana no Estado, de 43 milhões de toneladas para 40 milhões. Mesmo assim, considera que os preços internos e externos garantiram rentabilidade acima dos custos e que a tendência é que o mesmo ocorra no próximo ano. "É cedo para falar sobre expectativa para a próxima safra", diz. "Na média, o clima foi favorável e a chuva foi adequada nas nove regiões produtoras do Paraná", completa. 
A quebra, porém, fez com que o Estado caísse no ranking de maiores produtores do País, segundo Tranin. O Mato Grosso do Sul assumiu a quarta posição e os paranaenses ficaram em quinto na colheita que está quase no fim. Apesar da quebra local, a safra da região Centro-Sul cresceu 5,6% até a segunda quinzena do mês passado, conforme a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Foram 570,5 milhões de toneladas colhidas até a data no período 2014/2015 e 602,7 milhões até o mês passado.