Sem-Terra invadem novamente a Usina São Fernando, de Bumlai

28/03/2017 Cana-de-Açúcar POR: Campo Grande News
Grupo de trabalhadores rurais ligados ao MSTB (Movimento Sem-Terra do Brasil) invadiram na manhã desta segunda-feira (27) a Usina São Fernando, em Dourados, distante 233 km de Campo Grande e de propriedade dos filhos do pecuarista José Carlos Bumlai, condenado na Operação Lava Jato.
A usina integra o patrimônio da Fazenda São Marcos, de produção de cana-de açúcar, destinada à fabricação de álcool, com área de 5,5 mil hectares, localizada na BR-463.
No último dia 16 de março, assembleia de credores foi realizada para decidir o destino da usina e os membros do MSTB protestaram por não poderem participar da reunião, alegando ter interesse na aquisição da área, caso não seja destinada à Reforma Agrária.
Nesta manhã, uma das integrantes do movimento, que não teve o nome revelado, informou à reportagem do Campo Grande News que os manifestantes estão ao lado da caldeira e caso a polícia tente retirá-los do local, colocarão fogo em tudo.
No último dia 20, a fazenda de Bumlai foi invadida pelo grupo, com cerca de 270 famílias, que instalaram barracos na área. Foi a terceira ocupação desde dezembro de 2015.
Plano de recuperação judicial
A princípio, a decisão dos credores da Usina São Fernando sobre o plano de recuperação judicial da indústria, que enfrenta vários pedidos de falência e acumula dívida de pelo menos R$ 1,5 bilhão, ficou para o dia 26 de abril deste ano.
De acordo com a administradora judicial Vinicius Coutinho Consultoria e Perícia S/A Ltda., com sede em Campo Grande, a usina São Fernando tem proposta de modificação do plano de recuperação judicial que tramita na 5ª Vara Cível de Dourados. Por isso, pediu a suspensão da assembleia, originalmente marcada para 16 de março, para que os credores tenham tempo de analisar as mudanças.
As alterações não foram detalhadas pela administradora, mas não estariam relacionadas a uma eventual proposta de venda da indústria.
O processo de recuperação judicial da São Fernando começou em abril de 2013. São centenas de credores, entre eles empresas e produtores locais de Dourados, fornecedores e cooperativas de outros estados e bancos, como o BNDES, Banco do Brasil, Bradesco, Pine e Bonsucesso.
Em fevereiro deste ano, a gestora americana de fundos Amerra fez uma nova proposta para comprar a São Fernando. Ao BNDES, um dos principais credores da indústria e autor de um dos pedidos de falência, a Amerra propôs quitar a dívida que a usina tem com o banco e parcelar o restante a pagar, quase R$ 270 milhões, por 17 anos pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo TJLP).
A proposta inclui ainda o pagamento de aproximadamente R$ 50 milhões que a usina tem em atraso com o Banco do Brasil e mais R$ 50 milhões referente à primeira parcela renegociada com os demais credores. A Amerra também se compromete a investir R$ 50 milhões para plantar cana-de-açúcar no primeiro ano. 
Grupo de trabalhadores rurais ligados ao MSTB (Movimento Sem-Terra do Brasil) invadiram na manhã desta segunda-feira (27) a Usina São Fernando, em Dourados, distante 233 km de Campo Grande e de propriedade dos filhos do pecuarista José Carlos Bumlai, condenado na Operação Lava Jato.
A usina integra o patrimônio da Fazenda São Marcos, de produção de cana-de açúcar, destinada à fabricação de álcool, com área de 5,5 mil hectares, localizada na BR-463.
No último dia 16 de março, assembleia de credores foi realizada para decidir o destino da usina e os membros do MSTB protestaram por não poderem participar da reunião, alegando ter interesse na aquisição da área, caso não seja destinada à Reforma Agrária.
Nesta manhã, uma das integrantes do movimento, que não teve o nome revelado, informou à reportagem do Campo Grande News que os manifestantes estão ao lado da caldeira e caso a polícia tente retirá-los do local, colocarão fogo em tudo.
No último dia 20, a fazenda de Bumlai foi invadida pelo grupo, com cerca de 270 famílias, que instalaram barracos na área. Foi a terceira ocupação desde dezembro de 2015.
Plano de recuperação judicial
A princípio, a decisão dos credores da Usina São Fernando sobre o plano de recuperação judicial da indústria, que enfrenta vários pedidos de falência e acumula dívida de pelo menos R$ 1,5 bilhão, ficou para o dia 26 de abril deste ano.
De acordo com a administradora judicial Vinicius Coutinho Consultoria e Perícia S/A Ltda., com sede em Campo Grande, a usina São Fernando tem proposta de modificação do plano de recuperação judicial que tramita na 5ª Vara Cível de Dourados. Por isso, pediu a suspensão da assembleia, originalmente marcada para 16 de março, para que os credores tenham tempo de analisar as mudanças.

 
As alterações não foram detalhadas pela administradora, mas não estariam relacionadas a uma eventual proposta de venda da indústria.
O processo de recuperação judicial da São Fernando começou em abril de 2013. São centenas de credores, entre eles empresas e produtores locais de Dourados, fornecedores e cooperativas de outros estados e bancos, como o BNDES, Banco do Brasil, Bradesco, Pine e Bonsucesso.
Em fevereiro deste ano, a gestora americana de fundos Amerra fez uma nova proposta para comprar a São Fernando. Ao BNDES, um dos principais credores da indústria e autor de um dos pedidos de falência, a Amerra propôs quitar a dívida que a usina tem com o banco e parcelar o restante a pagar, quase R$ 270 milhões, por 17 anos pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo TJLP).
A proposta inclui ainda o pagamento de aproximadamente R$ 50 milhões que a usina tem em atraso com o Banco do Brasil e mais R$ 50 milhões referente à primeira parcela renegociada com os demais credores. A Amerra também se compromete a investir R$ 50 milhões para plantar cana-de-açúcar no primeiro ano.