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Setor sucroenergético carece de política de longo prazo

13/10/2015 Cana-de-Açúcar POR: Canal Rural
O setor sucroenergético carece de políticas públicas adequadas de longo prazo, como melhorias no sistema de transporte, infraestrutura logística (a predominância do modal rodoviário é acima de 90%) e avanços no sistema tributário e judiciário. Além disso, é preciso que o Brasil valorize uma matriz energética diversificada e de baixo carbono, reconhecendo as contribuições ambientais do etanol e da bioeletricidade. A avaliação é das pesquisadoras Rejane Cecília Ramos e Katia Nachiluk, do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, no estudo "Diagnóstico do Setor Sucroenergético em 2014".
Conforme as estudiosas, nos últimos anos, o setor vem atravessando uma crise com incertezas em relação ao preço interno dos combustíveis fósseis e da falta de política pública, tanto para os biocombustíveis quanto para a exportação da energia gerada a partir da biomassa. Isso tem contribuído para a expansão do endividamento do segmento.
O diagnóstico destaca que o estado de São Paulo representou, em 2014, 53,8% da produção nacional de cana-de-açúcar, 49,4% da produção de etanol (14,1 bilhões de litros) e 61,6% da produção do açúcar (21,9 milhões de toneladas).
Em São Paulo, a área nova plantada de cana na última década aumentou em 25%. Já a área em produção cresceu 87,7%, tendo a produção, porém, aumentado em 67,2%, "refletindo a queda da produtividade nos anos de 2011 a 2012, consequência da falta de investimento decorrente das crises dos anos de 2008 e de 2014 (este ano em razão da estiagem)", informam as pesquisadoras.
Ao analisar o ano de 2014, as dez principais regiões produtoras de cana-de-açúcar pertencentes aos Escritórios de Desenvolvimento Rural (EDRs) foram: Barretos, Orlândia, Ribeirão Preto, Jaboticabal, São José do Rio Preto, Jaú, Presidente Prudente, Araraquara, Andradina e Catanduva. Elas foram responsáveis por 55,2% da produção total de cana no estado.
Em relação à produção de açúcar no estado, no período das safras 2006/2007 a 2014/2015, houve um incremento de 12,8%. No entanto, quando se compara a safra 2013/2014 com a de 2014/2015, houve um decréscimo de 8,5%, em razão da menor produção de cana-de-açúcar nesta última safra. A evolução da produção do etanol total no mesmo período apresentou um aumento de 26,1%, sendo que a produção de etanol hidratado foi de 28,8% e de etanol anidro 23,2%.
Segundo o estudo do IEA, o setor sucroenergético brasileiro, na safra 2014/2015, movimentou R$ 70 bilhões com a produção de cana-de-açúcar, etanol, açúcar e bioeletricidade, representando 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, e gerou 4,5 milhões de empregos diretos e indiretos.
As 423 unidades industriais processaram naquela safra 638 milhões de toneladas de cana, produzindo 36 milhões de toneladas de açúcar e 30 bilhões de litros de etanol, além de comercializar 19.400 GW/h excedentes de bioeletricidade, em uma área plantada de 10 milhões de hectares, correspondendo a 4,5% da área agricultável do país. 
O setor sucroenergético carece de políticas públicas adequadas de longo prazo, como melhorias no sistema de transporte, infraestrutura logística (a predominância do modal rodoviário é acima de 90%) e avanços no sistema tributário e judiciário. Além disso, é preciso que o Brasil valorize uma matriz energética diversificada e de baixo carbono, reconhecendo as contribuições ambientais do etanol e da bioeletricidade. A avaliação é das pesquisadoras Rejane Cecília Ramos e Katia Nachiluk, do Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, no estudo "Diagnóstico do Setor Sucroenergético em 2014".

Conforme as estudiosas, nos últimos anos, o setor vem atravessando uma crise com incertezas em relação ao preço interno dos combustíveis fósseis e da falta de política pública, tanto para os biocombustíveis quanto para a exportação da energia gerada a partir da biomassa. Isso tem contribuído para a expansão do endividamento do segmento.
O diagnóstico destaca que o estado de São Paulo representou, em 2014, 53,8% da produção nacional de cana-de-açúcar, 49,4% da produção de etanol (14,1 bilhões de litros) e 61,6% da produção do açúcar (21,9 milhões de toneladas).

Em São Paulo, a área nova plantada de cana na última década aumentou em 25%. Já a área em produção cresceu 87,7%, tendo a produção, porém, aumentado em 67,2%, "refletindo a queda da produtividade nos anos de 2011 a 2012, consequência da falta de investimento decorrente das crises dos anos de 2008 e de 2014 (este ano em razão da estiagem)", informam as pesquisadoras.

 
Ao analisar o ano de 2014, as dez principais regiões produtoras de cana-de-açúcar pertencentes aos Escritórios de Desenvolvimento Rural (EDRs) foram: Barretos, Orlândia, Ribeirão Preto, Jaboticabal, São José do Rio Preto, Jaú, Presidente Prudente, Araraquara, Andradina e Catanduva. Elas foram responsáveis por 55,2% da produção total de cana no estado.

 
Em relação à produção de açúcar no estado, no período das safras 2006/2007 a 2014/2015, houve um incremento de 12,8%. No entanto, quando se compara a safra 2013/2014 com a de 2014/2015, houve um decréscimo de 8,5%, em razão da menor produção de cana-de-açúcar nesta última safra. A evolução da produção do etanol total no mesmo período apresentou um aumento de 26,1%, sendo que a produção de etanol hidratado foi de 28,8% e de etanol anidro 23,2%.

 
Segundo o estudo do IEA, o setor sucroenergético brasileiro, na safra 2014/2015, movimentou R$ 70 bilhões com a produção de cana-de-açúcar, etanol, açúcar e bioeletricidade, representando 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, e gerou 4,5 milhões de empregos diretos e indiretos.
As 423 unidades industriais processaram naquela safra 638 milhões de toneladas de cana, produzindo 36 milhões de toneladas de açúcar e 30 bilhões de litros de etanol, além de comercializar 19.400 GW/h excedentes de bioeletricidade, em uma área plantada de 10 milhões de hectares, correspondendo a 4,5% da área agricultável do país.