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Setor sucroenergético discute alterações no modelo Consecana/SP

17/04/2014 Cana-de-Açúcar POR: Assessoria de Comunicação
Mudanças nos indicadores CEPEA/ESALQ objetivam adequação a movimentos do mercado.
Ajustes da metodologia dos indicadores de preços do açúcar e etanol CEPEA/ESALQ vigentes desde a safra 2012/13, assim como os resultados de estudos para aperfeiçoamento do sistema de avaliação técnica da cana-de-açúcar foram apresentados nessa quarta-feira, 16, por pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, e representantes da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) e Orplana (Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil) durante o Seminário de Atualização do Modelo Consecana/SP.
O Consecana/SP é o conselho que determina o sistema de pagamento de cana a partir dos preços dos produtos finais (açúcar e etanol). Foi implementado no estado de São Paulo em 1998, por iniciativa conjunta das usinas de açúcar e etanol e dos fornecedores de cana-de-açúcar, com critérios técnicos que avaliam a qualidade da matéria-prima entregue pelos plantadores às indústrias. 
As principais mudanças nos indicadores do açúcar cristal e etanol anidro e hidratado CEPEA/ESALQ começaram a vigorar em março de 2012, incorporando alterações na forma de comercialização das commodities. A consolidação progressiva do setor sucroalcooleiro em grandes grupos, com maior participação de capital estrangeiro e os efeitos da crise econômica de 2008 foram os principais indutores dessas alterações. Entre os ajustes metodológicos dos indicadores estão a inclusão de novos tipos de açúcares e a utilização dos preços de contratos, tanto de açúcar quanto de etanol anidro – antes eram considerados apenas os negócios no spot.
Além das alterações metodológicas, intervenções governamentais também alteraram o cálculo dos indicadores. A partir da publicação da Medida Provisória nº 609, em março do ano passado, deixaram de incidir sobre o açúcar cristal o PIS/Cofins. Em maio do mesmo ano, a regra passou a valer também para os Indicadores mensais do etanol anidro e hidratado CEPEA/ESALQ.
A pesquisadora do Cepea e professora da Esalq/USP Heloísa Burnquist explicou como são calculados os indicadores de preços internos e externos do açúcar, elaborados pelo Cepea e utilizados pelo Consecana/SP para o pagamento da matéria-prima. A também pesquisadora do Cepea e professora da Esalq/USP Mirian Bacchi, além de explicar as atualizações dos indicadores do etanol, discorreu sobre os preços do anidro e hidratado nos últimos 16 anos safra no Brasil. O balanço é de relativa estabilidade, apesar de a rentabilidade do setor ter caído muito nos últimos anos, principalmente por conta dos maiores custos de produção.
Na sequência, o consultor da Unica José Félix Silva Júnior apresentou os resultados dos estudos conduzidos pela Canatec – câmara técnica que assessora a diretoria do Consecana/SP em questões técnicas e econômicas. Os objetivos foram o aperfeiçoamento do sistema de avaliação da qualidade da matéria-prima e a constituição de uma Comissão da Cana para definir normas segundo a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para a cana-de-açúcar.
O seminário contou ainda com palestra de esclarecimento sobre as normas e procedimentos do modelo Consecana/SP, apresentada pelo assessor técnico da Orplana Geraldo Magela de Andrade Silva.
Estiveram presentes cerca de 200 pessoas, entre pesquisadores e representantes de associações de produtores de cana-de-açúcar e de usinas, principalmente da região Centro-Sul do País.
Mudanças nos indicadores CEPEA/ESALQ objetivam adequação a movimentos do mercado.
Ajustes da metodologia dos indicadores de preços do açúcar e etanol CEPEA/ESALQ vigentes desde a safra 2012/13, assim como os resultados de estudos para aperfeiçoamento do sistema de avaliação técnica da cana-de-açúcar foram apresentados nessa quarta-feira, 16, por pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, e representantes da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) e Orplana (Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil) durante o Seminário de Atualização do Modelo Consecana/SP.
O Consecana/SP é o conselho que determina o sistema de pagamento de cana a partir dos preços dos produtos finais (açúcar e etanol). Foi implementado no estado de São Paulo em 1998, por iniciativa conjunta das usinas de açúcar e etanol e dos fornecedores de cana-de-açúcar, com critérios técnicos que avaliam a qualidade da matéria-prima entregue pelos plantadores às indústrias. 
As principais mudanças nos indicadores do açúcar cristal e etanol anidro e hidratado CEPEA/ESALQ começaram a vigorar em março de 2012, incorporando alterações na forma de comercialização das commodities. A consolidação progressiva do setor sucroalcooleiro em grandes grupos, com maior participação de capital estrangeiro e os efeitos da crise econômica de 2008 foram os principais indutores dessas alterações. Entre os ajustes metodológicos dos indicadores estão a inclusão de novos tipos de açúcares e a utilização dos preços de contratos, tanto de açúcar quanto de etanol anidro – antes eram considerados apenas os negócios no spot.
Além das alterações metodológicas, intervenções governamentais também alteraram o cálculo dos indicadores. A partir da publicação da Medida Provisória nº 609, em março do ano passado, deixaram de incidir sobre o açúcar cristal o PIS/Cofins. Em maio do mesmo ano, a regra passou a valer também para os Indicadores mensais do etanol anidro e hidratado CEPEA/ESALQ.
A pesquisadora do Cepea e professora da Esalq/USP Heloísa Burnquist explicou como são calculados os indicadores de preços internos e externos do açúcar, elaborados pelo Cepea e utilizados pelo Consecana/SP para o pagamento da matéria-prima. A também pesquisadora do Cepea e professora da Esalq/USP Mirian Bacchi, além de explicar as atualizações dos indicadores do etanol, discorreu sobre os preços do anidro e hidratado nos últimos 16 anos safra no Brasil. O balanço é de relativa estabilidade, apesar de a rentabilidade do setor ter caído muito nos últimos anos, principalmente por conta dos maiores custos de produção.
Na sequência, o consultor da Unica José Félix Silva Júnior apresentou os resultados dos estudos conduzidos pela Canatec – câmara técnica que assessora a diretoria do Consecana/SP em questões técnicas e econômicas. Os objetivos foram o aperfeiçoamento do sistema de avaliação da qualidade da matéria-prima e a constituição de uma Comissão da Cana para definir normas segundo a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para a cana-de-açúcar.
O seminário contou ainda com palestra de esclarecimento sobre as normas e procedimentos do modelo Consecana/SP, apresentada pelo assessor técnico da Orplana Geraldo Magela de Andrade Silva.
Estiveram presentes cerca de 200 pessoas, entre pesquisadores e representantes de associações de produtores de cana-de-açúcar e de usinas, principalmente da região Centro-Sul do País.