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Sistema Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred participa do III Simpósio do Setor Sucroalcooleiro de Jaboticabal

02/10/2012 Noticias do Sistema
A terceira edição do Sucrojab levou para Jaboticabal palestrantes de empresas 
renomadas de vários segmentos do setor sucroenergético
A terceira edição do Sucrojab levou para Jaboticabal palestrantes de empresas renomadas de vários segmentos do setor sucroenergético

Fernanda Clariano

A Unesp (Universidade do Estado de São Paulo) e a Funep (Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Extensão), em parceria com o sistema Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred, realizaram o III Simpósio do Setor Sucroalcooleiro de Jaboticabal - Sucrojab,  que aconteceu entre os dias 21 e 23 de agosto, no Centro de Convenções da Unesp / FCAV.
No evento foram debatidos diversos temas voltados para o setor sucroenergético, reunindo palestrantes e empresas renomadas. Estiveram presentes, o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan, que ministrou palestra sobre “Políticas Públicas voltadas para o setor”, o diretor da Canaoeste, Luiz Carlos Tasso Júnior e o gerente do departamento técnico da Canaoeste, Gustavo Nogueira, que faziam parte da comissão organizadora do evento. 
O simpósio foi coordenado pelo professor Marcos Omir Marques, docente do Departamento de Tecnologia e coordenador do Curso de Agronomia da Unesp/FCAV, campus de Jaboticabal. 
A analista de economia da Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar), Maria Andrade Pinheiro, fez a abertura das palestras e falou sobre as perspectivas da entidade para o setor. Segundo ela, a tendência é de que o momento vivido hoje pelo setor sucroenergético mude em médio prazo. Questionada se a crise de milho sofrida pelos Estados Unidos pode beneficiar o Brasil, Maria foi objetiva. “Se a nossa produção estivesse a todo vapor, com certeza este seria um momento importante para o País. Mas o que produzimos hoje não atende nem a demanda interna”, afirmou.
Ainda no primeiro dia, Manoel Ortolan, explanou sobre Políticas Públicas para o Setor Sucroenergético e falou sobre a importância do apoio do governo para a retomada do crescimento do setor que atendam aos interesses de todos. “Cabe ao Estado propor ações quando há situações de riscos à sociedade e o governo precisa incentivar e encorajar o setor, que infelizmente não vem passando por um bom período. Não restam dúvidas de que não podemos prescindir as políticas públicas, mas temos tudo para crescer. O governo só precisa abrir os olhos para este setor que é muito importante e para isso, só resta à vontade”, desabafou Ortolan. 
Representantes do Grupo Toniello, DMB e Usina São Martinho, apresentaram suas experiências em Plantio Mecanizado e Viveiro de Mudas e sua Potencialidade Produtiva. 
O diretor do Centro de Cana do IAC (Instituto Agronômico), Marcos Guimarães de Andrade Landell fez sua apresentação no segundo dia do evento onde falou sobre Atualidades em Cultivares de Cana-de-açúcar, e enfatizou a importância da busca por novas variedades. “O que assistimos na última década foi uma baixa adoção das novas variedades. Isso de certa forma freou os ganhos que o Brasil vinha tendo em outros momentos na produtividade nos canaviais. O produtor precisa estar atento, buscar inovações e também difundi-las porque se mantiver uma posição tradicionalista, perde em produtividade, pois, a cada ano o mercado apresenta novas variedades e novos conceitos de produção”, disse Landell.
Fechando o ciclo de palestras, o professor Marcos Omir Marques, abordou a diferença entre Tecnologia e Inovações na Produção de Açúcar e criticou o fato do Brasil se “acomodar” e não buscar mudanças. “É preciso que haja investimentos no desenvolvimento de novas tecnologias em todas as áreas, em especial na área de açúcar e etanol. Existem alguns pontos que foram modificados, mas a essência é a mesma. Não houve uma mudança por completo do processo de industrialização para a produção de açúcar, apenas alguns equipamentos foram substituídos por outros e esse tipo de comportamento que é muito característico do Brasil. Ter um processo e manter esse processo por tanto tempo sem alterações expressivas, isso não é aceitável”, afirmou Marques.