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Sphenophorus invade os canaviais

24/06/2014 Cana-de-Açúcar POR: CanaOnline
Segundo informações, a infestação na região de Ribeirão Preto está em torno de 60%
O bicudo da cana-de-açúcar, Sphenophorus levis (Coleoptera: Curculionidae), conhecido também como gorgulhão-rajado ou besouro-da-cana, é a mais recente praga da cana-de-açúcar. Semelhante ao bicudo do algodão – mas com o dobro do tamanho, mede cerca de 15 mm – encontra-se nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. E tem se espalhado, principalmente pelo interior paulista, 40 municípios já registraram a presença da praga. 
Inicialmente, encontrava-se nas regiões de Piracicaba e Jaú, no entanto, há uns dois anos sua incidência cresceu muito na área de Ribeirão Preto. “Canaviais no município de Luiz Antonio foram os primeiros a comunicar a presença do bicudo da cana. Depois foram Cravinhos, Serrana, Sertãozinho e Pitangueiras”, conta Gustavo Nogueira, gerente do Departamento Técnico da Canaoeste.
Segundo informações, a infestação na região de Ribeirão Preto está em torno de 60%, porém há caso que chega a 100%. “Não sei se chega a tudo isso, mas sei que quem diz que não tem Sphenophorus na propriedade é porque não procurou, observa Gustavo, que alerta para as perdas provocadas pela praga: as larvas desse inseto destroem o rizoma da planta, causando prejuízos de 20 a 30 toneladas de cana por hectare. Além de reduzir a longevidade do canavial. “Em áreas muito infestadas, a renovação do canavial tem sido feita com cana de segundo corte. Prejuízo enorme”, diz.
Características da praga
O Sphenophorus levis assemelha-se ao Metamasius hemipterus, praga da parte aérea da cana. Porém o S. levis causa maiores danos à cana. Essa praga tem hábitos noturnos, apresenta pouca agilidade e simula-se de morto quando atacado. A fêmea põe de 40 a 70 ovos, a postura é realizada ao nível do solo, ou mais abaixo, nos rizomas. Utiliza como hospedeiros alternativos as tigueras (restos de touceiras) de cana, milho ou de capim colonião.
A larva penetra nos rizomas, em busca de alimento e abrigo, construindo galerias irregulares com altura de 7,5 cm a 21 cm do nível do solo, onde permanecem de 30 a 60 dias, até o início do estágio adulto. Bloqueando a parte basal das plantas e rizomas, provocando o amarelecimento do canavial, morte das plantas e falhas nas soqueiras. A intensidade dos prejuízos está em função da população da praga.
O adulto tem vida longa, quase 240 dias, ele não se alimenta da cana, mas coloca os ovos, a capacidade de infestação é de 167 hectares por ano. A fêmea é atraída pelo aroma de fermentação da cana após o corte e coloca seus ovos na soqueira.
Propagação e controle da praga
O bicudo da cana tem uma capacidade de voo restrita – máxima de 300m, o deslocamento do macho é de três metros por dia e da fêmea de cinco metros –, sugerindo que a dispersão do inseto a longas distâncias dá-se através das mudas retiradas de local infestado e transportadas por caminhão, por isso, dizem que o Sphenophorus voa curto, mas caminha a 80 quilômetros por hora. “O principal motivo da infestação foi a utilização de mudas sem procedência”, diz Gustavo, alertando que a praga é de difícil controle, necessitando, no caso de grande infestação, erradicar o canavial.
Em decorrência do crescimento da praga, o Sphenophorus será tema de duas palestras durante o INSECTHSOW – 10º Seminário sobre Controle de Pragas da Cana – realizado pelo grupo IDEA nos dias 23 e 24 de julho em Ribeirão Preto, SP. Simultaneamente ao seminário, acontece o 3º Encontro sobre Controle de Doenças da Cana-de-Açúcar.
Informações e inscrições pelo site: www.ideaonline.com.br
Segundo informações, a infestação na região de Ribeirão Preto está em torno de 60%
O bicudo da cana-de-açúcar, Sphenophorus levis (Coleoptera: Curculionidae), conhecido também como gorgulhão-rajado ou besouro-da-cana, é a mais recente praga da cana-de-açúcar. Semelhante ao bicudo do algodão – mas com o dobro do tamanho, mede cerca de 15 mm – encontra-se nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. E tem se espalhado, principalmente pelo interior paulista, 40 municípios já registraram a presença da praga. 
Inicialmente, encontrava-se nas regiões de Piracicaba e Jaú, no entanto, há uns dois anos sua incidência cresceu muito na área de Ribeirão Preto. “Canaviais no município de Luiz Antonio foram os primeiros a comunicar a presença do bicudo da cana. Depois foram Cravinhos, Serrana, Sertãozinho e Pitangueiras”, conta Gustavo Nogueira, gerente do Departamento Técnico da Canaoeste.
Segundo informações, a infestação na região de Ribeirão Preto está em torno de 60%, porém há caso que chega a 100%. “Não sei se chega a tudo isso, mas sei que quem diz que não tem Sphenophorus na propriedade é porque não procurou, observa Gustavo, que alerta para as perdas provocadas pela praga: as larvas desse inseto destroem o rizoma da planta, causando prejuízos de 20 a 30 toneladas de cana por hectare. Além de reduzir a longevidade do canavial. “Em áreas muito infestadas, a renovação do canavial tem sido feita com cana de segundo corte. Prejuízo enorme”, diz.
Características da praga
O Sphenophorus levis assemelha-se ao Metamasius hemipterus, praga da parte aérea da cana. Porém o S. levis causa maiores danos à cana. Essa praga tem hábitos noturnos, apresenta pouca agilidade e simula-se de morto quando atacado. A fêmea põe de 40 a 70 ovos, a postura é realizada ao nível do solo, ou mais abaixo, nos rizomas. Utiliza como hospedeiros alternativos as tigueras (restos de touceiras) de cana, milho ou de capim colonião.
A larva penetra nos rizomas, em busca de alimento e abrigo, construindo galerias irregulares com altura de 7,5 cm a 21 cm do nível do solo, onde permanecem de 30 a 60 dias, até o início do estágio adulto. Bloqueando a parte basal das plantas e rizomas, provocando o amarelecimento do canavial, morte das plantas e falhas nas soqueiras. A intensidade dos prejuízos está em função da população da praga.
O adulto tem vida longa, quase 240 dias, ele não se alimenta da cana, mas coloca os ovos, a capacidade de infestação é de 167 hectares por ano. A fêmea é atraída pelo aroma de fermentação da cana após o corte e coloca seus ovos na soqueira.
Propagação e controle da praga
O bicudo da cana tem uma capacidade de voo restrita – máxima de 300m, o deslocamento do macho é de três metros por dia e da fêmea de cinco metros –, sugerindo que a dispersão do inseto a longas distâncias dá-se através das mudas retiradas de local infestado e transportadas por caminhão, por isso, dizem que o Sphenophorus voa curto, mas caminha a 80 quilômetros por hora. “O principal motivo da infestação foi a utilização de mudas sem procedência”, diz Gustavo, alertando que a praga é de difícil controle, necessitando, no caso de grande infestação, erradicar o canavial.
Em decorrência do crescimento da praga, o Sphenophorus será tema de duas palestras durante o INSECTHSOW – 10º Seminário sobre Controle de Pragas da Cana – realizado pelo grupo IDEA nos dias 23 e 24 de julho em Ribeirão Preto, SP. Simultaneamente ao seminário, acontece o 3º Encontro sobre Controle de Doenças da Cana-de-Açúcar.
Informações e inscrições pelo site: www.ideaonline.com.br