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Sustentabilidade da agroindústria brasileira da cana-de-açúcar na gestão de recursos hídricos é destaque em evento internacional

03/09/2015 Cana-de-Açúcar POR: Assessoria de Imprensa
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), representada por seu consultor Ambiental e de Recursos Hídricos, André Elia Neto, participou de um importante seminário internacional sobre questões relacionadas ao uso da água na produção de bioenergia.
Promovido pela GBEP (Global Bioenergy Partnership) e pela IEA Bioenergy, o workshop “Examples of Positive Bioenergy and Water Relationships”, aconteceu na Royal Swedish Academy of Agriculture and Science (KSLA), em Estocolmo (Suécia), nos dias 25 e 26 de agosto.
No evento foram exibidos 14 trabalhos de diferentes países sobre a conservação e utilização dos recursos hídricos nos processos produtivos de bioenergia. A UNICA foi convidada a apresentar o exemplo da agroindústria canavieira, pontuando os avanços do setor no uso e reuso de água para o processo industrial.
Elia Neto fez uma apresentação intitulada “Management of Water Resources in The Sugarcane Agro-Industry’, onde abordou a redução da captação de água para uso da indústria da cana brasileira nas últimas quatro décadas, mostrando números expressivos.
“Nos últimos 40 anos, o setor diminuiu a captação da faixa de 15 a 20 m3/t cana para cerca de 2 m3/t cana, em 2005. Já em 2014, o Protocolo Agroambiental de São Paulo mostrou que o valor de consumo de água nas usinas paulistas foi de 1,12 m3/ t cana, ou seja, muito próximo da meta estipulada que é de 1 m3/t cana”, concluiu o consultor da UNICA.
Além dele, a comitiva brasileira foi composta pelo secretário da embaixada do Brasil na Suécia, Benedito Ribeiro da Silva Junior, e pelo representante do Ministério do Abastecimento e da Produção Agropecuária (MAPA), Luís Carlos Mavignier de Araujo Job.
Outro importante assunto debatido durante o Seminário foi a irrigação.
André Elia da UNICA (esquerda) e Uwe Fritsche da IEA Bioenergy
Elia Neto destacou que a cultura da cana no Brasil é basicamente de sequeiro, não precisando da adição de água ao solo por meio de irrigação, ao contrário de vários países que necessitam de muita água para a produção da cana. Já o representante do MAPA afirmou que a área irrigada no Brasil é de apenas 6,2 milhões de hectares para todas as culturas, situando-se no patamar de 6 a 8% da área plantada Ele ainda lembrou que existe um programa governamental de fomento da irrigação para a produção de alimentos.
O workshop serviu para nortear o Grupo de Trabalho sobre Capacitação GBEP para Bioenergia Sustentável (WGCB), Atividade Grupo 6 - "Bioenergia e água", reunindo os agentes públicos, privados e a sociedade civil, partes interessadas em um compromisso conjunto para promover a bioenergia para o desenvolvimento sustentável, tendo como objetivo identificar e divulgar formas de integrar sistemas de bioenergia em paisagens agrícolas e florestais para melhorar a gestão sustentável dos recursos hídricos, incluindo águas residuais.
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), representada por seu consultor Ambiental e de Recursos Hídricos, André Elia Neto, participou de um importante seminário internacional sobre questões relacionadas ao uso da água na produção de bioenergia.
 
Promovido pela GBEP (Global Bioenergy Partnership) e pela IEA Bioenergy, o workshop “Examples of Positive Bioenergy and Water Relationships”, aconteceu na Royal Swedish Academy of Agriculture and Science (KSLA), em Estocolmo (Suécia), nos dias 25 e 26 de agosto.
No evento foram exibidos 14 trabalhos de diferentes países sobre a conservação e utilização dos recursos hídricos nos processos produtivos de bioenergia. A UNICA foi convidada a apresentar o exemplo da agroindústria canavieira, pontuando os avanços do setor no uso e reuso de água para o processo industrial.
Elia Neto fez uma apresentação intitulada “Management of Water Resources in The Sugarcane Agro-Industry’, onde abordou a redução da captação de água para uso da indústria da cana brasileira nas últimas quatro décadas, mostrando números expressivos.
“Nos últimos 40 anos, o setor diminuiu a captação da faixa de 15 a 20 m3/t cana para cerca de 2 m3/t cana, em 2005. Já em 2014, o Protocolo Agroambiental de São Paulo mostrou que o valor de consumo de água nas usinas paulistas foi de 1,12 m3/ t cana, ou seja, muito próximo da meta estipulada que é de 1 m3/t cana”, concluiu o consultor da UNICA.
Além dele, a comitiva brasileira foi composta pelo secretário da embaixada do Brasil na Suécia, Benedito Ribeiro da Silva Junior, e pelo representante do Ministério do Abastecimento e da Produção Agropecuária (MAPA), Luís Carlos Mavignier de Araujo Job.
Outro importante assunto debatido durante o Seminário foi a irrigação.

 
André Elia da UNICA (esquerda) e Uwe Fritsche da IEA Bioenergy
Elia Neto destacou que a cultura da cana no Brasil é basicamente de sequeiro, não precisando da adição de água ao solo por meio de irrigação, ao contrário de vários países que necessitam de muita água para a produção da cana. Já o representante do MAPA afirmou que a área irrigada no Brasil é de apenas 6,2 milhões de hectares para todas as culturas, situando-se no patamar de 6 a 8% da área plantada Ele ainda lembrou que existe um programa governamental de fomento da irrigação para a produção de alimentos.
O workshop serviu para nortear o Grupo de Trabalho sobre Capacitação GBEP para Bioenergia Sustentável (WGCB), Atividade Grupo 6 - "Bioenergia e água", reunindo os agentes públicos, privados e a sociedade civil, partes interessadas em um compromisso conjunto para promover a bioenergia para o desenvolvimento sustentável, tendo como objetivo identificar e divulgar formas de integrar sistemas de bioenergia em paisagens agrícolas e florestais para melhorar a gestão sustentável dos recursos hídricos, incluindo águas residuais.