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Tapetinho torna mais eficiente a seleção de plântulas de cana

04/04/2013 Cana-de-Açúcar POR: Edelclaiton Daros/UFPR/ Equipe Ridesa
Há muito tempo, a equipe de pesquisadores do Programa de melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar (PMGCA), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), integrante da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento Sucroenergético (RIDESA), discute e propõe alternativas para a fase de seleção de plântulas (seedlings) de cana-de-açúcar, denominada de T1.
Esta fase compreende o semeio de sementes de cana oriundas dos cruzamentos realizados em Devaneio, PE, estação de cruzamento liderada pela equipe da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Serra do Ouro sob os cuidados dos pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), ambas integrantes da RIDESA. Após o semeio e a emergência das plântulas, a equipe da UFPR realiza o transplante, a aclimatação e o plantio a campo, nos espaçamentos de 1,40/1,50 m, espaçamentos entre si de 0,50 a 0,70m. Assim para um hectare pode-se colocar de 10 mil a 12 mil plântulas.
O professor Edelclaiton Daros, da UFPR e coordenador geral da RIDESA, explica que para uma população média dos T1, com aproximadamente 400 mil plântulas, precisa-se de 40 a 45 hectares. O trabalho de preparo, manejo e plantio apresenta um elevado custo, além, de permanecer por um período de dois anos, para serem selecionados, em soca. Segundo ele, a necessidade deste número de plântulas dos mais diferentes cruzamentos, deve-se à procura de novas variedades, com características das mais diversas, desde a resistência a doenças e pragas, riqueza, precocidade, adaptabilidade aos diferentes ambientes, enfim um trabalho árduo na obtenção de futuras variedades.
Tornando o processo mais eficiente – por meio da observação, os pesquisadores da UFPR conseguiram aprimorar o sistema. “O método que utilizamos, já no terceiro ano, foi denominado de TAPETINHO, pois as sementes são colocadas em caixas para germinar e após 45 dias são levadas ao campo e retiradas da caixa e colocadas no sulco, sai um tapete, daí a denominação TAPETINHO”, diz. 
Após seis meses faz-se a seleção dos clones que se sobressaem do tapete, com maior vigor, estatura, resistências às doenças e de riqueza. Em seguida são plantados em uma fase denominada de T2, podendo ser selecionados em planta ou soca e segue as fases subsequentes do PMGCA/UFPR/RIDESA.
Os ganhos do processo – Edelclaiton destaca as vantagens do processo:
1. Em uma área de 1000 m2, pode-se colocar até 4.500.000 plântulas, no T1 tradicional são necessários 500 hectares;
2. A taxa de seleção do Tapetinho varia de 0,10 a 0,15%, havendo, portanto a seleção de 4.000 a 6.000 clones.
3. Em no máximo 8 meses será realizada a seleção no método do tapetinho, no método tradicional, leva-se 24 meses, até a seleção;
4. Pode-se avaliar o potencial da família em relação às doenças, principalmente carvão, ferrugem marrom e ferrugem alaranjada.
Milhões de plântulas – seguindo esse processo, a equipe do PMGCA/UFPR liderada pelos professores Edelclaiton Daros, Heroldo Weber e Luis Cláudio Inácio da Silveira terminou, nesta primeira semana de abril, a seleção da série RB12 por meio da seleção antecipada de plântulas (seedlings), totalizando mais de 5.257 clones que já estão instalados a campo em fase T2. 
Para a fase T1 a equipe utilizou uma área de 0,1 hectares onde foi instalado 4,5 milhões de plântulas (seedlings). O trabalho foi realizado em duas semanas e esta população incluiu cruzamentos para biomassa de 1ª, 2ª e 3ª geração (15%), cruzamentos biparentais com novos genitores, RB96 a RB03 (30%), cruzamentos  múltiplos (40%) e cruzamentos com variedades elites (15%).  A expectativa é que o tempo de obtenção de variedades fique em torno de 5 a 7 anos, considerando o último ano para validação.
Há muito tempo, a equipe de pesquisadores do Programa de melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar (PMGCA), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), integrante da Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento Sucroenergético (RIDESA), discute e propõe alternativas para a fase de seleção de plântulas (seedlings) de cana-de-açúcar, denominada de T1.
Esta fase compreende o semeio de sementes de cana oriundas dos cruzamentos realizados em Devaneio, PE, estação de cruzamento liderada pela equipe da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Serra do Ouro sob os cuidados dos pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), ambas integrantes da RIDESA. Após o semeio e a emergência das plântulas, a equipe da UFPR realiza o transplante, a aclimatação e o plantio a campo, nos espaçamentos de 1,40/1,50 m, espaçamentos entre si de 0,50 a 0,70m. Assim para um hectare pode-se colocar de 10 mil a 12 mil plântulas.
O professor Edelclaiton Daros, da UFPR e coordenador geral da RIDESA, explica que para uma população média dos T1, com aproximadamente 400 mil plântulas, precisa-se de 40 a 45 hectares. O trabalho de preparo, manejo e plantio apresenta um elevado custo, além, de permanecer por um período de dois anos, para serem selecionados, em soca. Segundo ele, a necessidade deste número de plântulas dos mais diferentes cruzamentos, deve-se à procura de novas variedades, com características das mais diversas, desde a resistência a doenças e pragas, riqueza, precocidade, adaptabilidade aos diferentes ambientes, enfim um trabalho árduo na obtenção de futuras variedades.
Tornando o processo mais eficiente – por meio da observação, os pesquisadores da UFPR conseguiram aprimorar o sistema. “O método que utilizamos, já no terceiro ano, foi denominado de TAPETINHO, pois as sementes são colocadas em caixas para germinar e após 45 dias são levadas ao campo e retiradas da caixa e colocadas no sulco, sai um tapete, daí a denominação TAPETINHO”, diz. 
Após seis meses faz-se a seleção dos clones que se sobressaem do tapete, com maior vigor, estatura, resistências às doenças e de riqueza. Em seguida são plantados em uma fase denominada de T2, podendo ser selecionados em planta ou soca e segue as fases subsequentes do PMGCA/UFPR/RIDESA.
Os ganhos do processo – Edelclaiton destaca as vantagens do processo:
1. Em uma área de 1000 m2, pode-se colocar até 4.500.000 plântulas, no T1 tradicional são necessários 500 hectares;
2. A taxa de seleção do Tapetinho varia de 0,10 a 0,15%, havendo, portanto a seleção de 4.000 a 6.000 clones.
3. Em no máximo 8 meses será realizada a seleção no método do tapetinho, no método tradicional, leva-se 24 meses, até a seleção;
4. Pode-se avaliar o potencial da família em relação às doenças, principalmente carvão, ferrugem marrom e ferrugem alaranjada.
Milhões de plântulas – seguindo esse processo, a equipe do PMGCA/UFPR liderada pelos professores Edelclaiton Daros, Heroldo Weber e Luis Cláudio Inácio da Silveira terminou, nesta primeira semana de abril, a seleção da série RB12 por meio da seleção antecipada de plântulas (seedlings), totalizando mais de 5.257 clones que já estão instalados a campo em fase T2.
Para a fase T1 a equipe utilizou uma área de 0,1 hectares onde foi instalado 4,5 milhões de plântulas (seedlings). O trabalho foi realizado em duas semanas e esta população incluiu cruzamentos para biomassa de 1ª, 2ª e 3ª geração (15%), cruzamentos biparentais com novos genitores, RB96 a RB03 (30%), cruzamentos  múltiplos (40%) e cruzamentos com variedades elites (15%).  A expectativa é que o tempo de obtenção de variedades fique em torno de 5 a 7 anos, considerando o último ano para validação.