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Tempo para respirar nos canaviais

01/12/2015 Cana-de-Açúcar POR: Isto é Dinheiro
Os bons tempos, em que sobrava dinheiro, a lucratividade era garantida e atrai bilhões de dólares em novos investimentos não estão de volta, mas o certo é que a indústria sucroalcooleira brasileira voltou a respirar sem a ajuda de instrumentos. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), o setor está comemorando, neste ano, uma safra recorde em sua história, com a moagem de 600 milhões de toneladas de cana, contra 571 milhões registradas em 2014. “Esta é uma safra mais alcooleira, com 60% da moagem destinada à produção de etanol”, afirma Antonio de Padua Rodrigues, diretor Técnico da UNICA. Segundo ele, graças aos preços mais competitivos do etanol, por conta do aumento do preço da gasolina, decorrente de incentivos do governo, como a cobrança do Pis/Pasep e da volta da Cide, imposto dos combustíveis, o setor retoma o fôlego, ainda que lentamente.
“Hoje, o etanol custa em muitas regiões o equivalente a 60% do preço da gasolina, o que o torna mais atrativo para os consumidores”, diz Padua. O aumento da demanda nos postos de combustíveis, se traduziu num crescimento médio de 50% no total de etanol comercializado neste ano, que passou de 1 bilhão para 1,5 bilhão de litros mensais. Também contribuíram para esse desempenho medidas adotadas pelos governos estaduais, como o de Minas Gerais, que reduziu a alíquota do ICMS de 20% para 14% e tributou a gasolina em 29%. “Resultado: o consumo de etanol no mercado mineiro mais do que triplicou, de 60 milhões para 200 milhões de litros mensais”, diz. “Em outras regiões, como Paraná, Mato Grosso, Goiás e até no Nordeste ocorreram estímulos semelhantes”.
Padua define o atual momento, como um período de alívio para a indústria, que entrou em colapso na esteira da crise mundial, em 2008. “Parou de piorar”, diz. Um aspecto positivo é a perspectivas de melhora das cotações do açúcar, para a próxima safra, em função da diminuição dos estoques mundiais. “ A redução dos excedentes e o câmbio mais favorável criam melhores condições para o setor”.
No entanto, isso não significa a volta dos investimentos e a instalação de novas unidades de produção – acossadas por dívidas bilionárias, 80 usinas fecharam na região Centro-Sul e 67 estão em recuperação judicial. “As empresas precisam aproveitar essa melhora pontual para modernizar seus processos internos e aumentar a produtividade”, afirma. “Para termos um novo ciclo de crescimento do setor é preciso de uma política de preços consistente de governo, que garanta uma estabilidade das regras do jogo”. 
 
Os bons tempos, em que sobrava dinheiro, a lucratividade era garantida e atrai bilhões de dólares em novos investimentos não estão de volta, mas o certo é que a indústria sucroalcooleira brasileira voltou a respirar sem a ajuda de instrumentos. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), o setor está comemorando, neste ano, uma safra recorde em sua história, com a moagem de 600 milhões de toneladas de cana, contra 571 milhões registradas em 2014. “Esta é uma safra mais alcooleira, com 60% da moagem destinada à produção de etanol”, afirma Antonio de Padua Rodrigues, diretor Técnico da UNICA. Segundo ele, graças aos preços mais competitivos do etanol, por conta do aumento do preço da gasolina, decorrente de incentivos do governo, como a cobrança do Pis/Pasep e da volta da Cide, imposto dos combustíveis, o setor retoma o fôlego, ainda que lentamente.
“Hoje, o etanol custa em muitas regiões o equivalente a 60% do preço da gasolina, o que o torna mais atrativo para os consumidores”, diz Padua. O aumento da demanda nos postos de combustíveis, se traduziu num crescimento médio de 50% no total de etanol comercializado neste ano, que passou de 1 bilhão para 1,5 bilhão de litros mensais. Também contribuíram para esse desempenho medidas adotadas pelos governos estaduais, como o de Minas Gerais, que reduziu a alíquota do ICMS de 20% para 14% e tributou a gasolina em 29%. “Resultado: o consumo de etanol no mercado mineiro mais do que triplicou, de 60 milhões para 200 milhões de litros mensais”, diz. “Em outras regiões, como Paraná, Mato Grosso, Goiás e até no Nordeste ocorreram estímulos semelhantes”.
Padua define o atual momento, como um período de alívio para a indústria, que entrou em colapso na esteira da crise mundial, em 2008. “Parou de piorar”, diz. Um aspecto positivo é a perspectivas de melhora das cotações do açúcar, para a próxima safra, em função da diminuição dos estoques mundiais. “ A redução dos excedentes e o câmbio mais favorável criam melhores condições para o setor”.
No entanto, isso não significa a volta dos investimentos e a instalação de novas unidades de produção – acossadas por dívidas bilionárias, 80 usinas fecharam na região Centro-Sul e 67 estão em recuperação judicial. “As empresas precisam aproveitar essa melhora pontual para modernizar seus processos internos e aumentar a produtividade”, afirma. “Para termos um novo ciclo de crescimento do setor é preciso de uma política de preços consistente de governo, que garanta uma estabilidade das regras do jogo”.