Tereos investe R$ 60 milhões em usina

09/02/2017 Cana-de-Açúcar POR: Valor Econômico
O grupo francês Tereos, dono da Guarani no Brasil, está investindo R$ 60 milhões para ampliar a capacidade de moagem de cana-de-açúcar em sua usina em Tanabi (SP), afirmou Jacyr Costa Filho, diretor Região Brasil da Tereos, ao Valor. Esse é um dos poucos aportes em aumento de capacidade de moagem desde a recuperação dos preços internacionais do açúcar.
A ampliação, que deverá estar concluída para a safra 2018/19, vai adicionar 1 milhão de toneladas às atuais 3 milhões de toneladas de capacidade instalada da Usina Tanabi, uma das sete do grupo no país. Com isso, a capacidade total de moagem sob o guarda-chuva da Tereos no Brasil crescerá 5%, para 21 milhões de toneladas de cana por safra.
O aporte também permitirá que a Tanabi direcione uma parcela maior do caldo de cana para a produção de açúcar. Atualmente, a usina pode direcionar 50% do caldo de cana para a produção da commodity e os outros 50% para o etanol.
Segundo Costa Filho, o aumento de capacidade industrial ocorre em paralelo a uma expansão agrícola da companhia, que vem intensificando o plantio em novas áreas com cana. No ano passado, a Tereos aumentou sua área de cultivo em 3 mil hectares, que serão colhidos na próxima safra (2017/18), entre abril e novembro. Neste ano, entre fevereiro e maio, a companhia acrescentará mais 5 mil hectares à sua área de cultivo por meio de arrendamentos. Essa área será colhida na safra 2018/19.
Atualmente, a Usina Tanabi ainda opera aquém de sua capacidade de moagem. Na safra 2016/17, a unidade processou 2,4 milhões de toneladas de cana e, na próxima temporada, a estimativa é de uma leve queda, para 2,3 milhões de toneladas.
Desde o ano passado, a recuperação dos preços do açúcar na bolsa de Nova York e a vantagem em relação à remuneração oferecida pelo etanol animaram algumas usinas do Centro-Sul a investir no direcionamento de mais caldo de cana para o açúcar.
Já os investimentos em aumento de capacidade de moagem têm sido pontuais, como o da São Martinho iniciado no ano passado para elevar a capacidade da Usina Santa Cruz em 500 mil toneladas, para 5,6 milhões de toneladas. Essa ampliação deve estar pronta para a temporada 2017/18.
Na semana passada, a Tereos concluiu a aquisição da participação de 45,97% da Petrobras Biocombustíveis na Guarani, por um valor de US$ 202,75 milhões por meio da Tereos Participations.
A decisão de adquirir a fatia da estatal se deu pela importância do Brasil no tabuleiro mundial da produção de açúcar, segundo o diretor Região Brasil da Tereos. "A Tereos é o terceiro maior produtor de açúcar do mundo, e para nós é estratégico ter uma posição no Brasil", disse Costa Filho. A Tereos não vê necessidade de um sócio para o negócio no Brasil, uma vez que o pagamento à Petrobras já foi feito, mas o executivo disse que a empresa está aberta se aparecer uma "oportunidade estratégica".
A companhia espera moer 20 milhões de toneladas de cana na próxima safra, um volume praticamente igual ao do ciclo atual. O mix será mais açucareiro, o que deve elevar a produção de açúcar de 1,6 milhão de toneladas na safra para 1,8 milhão de tonelada. 
O grupo francês Tereos, dono da Guarani no Brasil, está investindo R$ 60 milhões para ampliar a capacidade de moagem de cana-de-açúcar em sua usina em Tanabi (SP), afirmou Jacyr Costa Filho, diretor Região Brasil da Tereos, ao Valor. Esse é um dos poucos aportes em aumento de capacidade de moagem desde a recuperação dos preços internacionais do açúcar.
A ampliação, que deverá estar concluída para a safra 2018/19, vai adicionar 1 milhão de toneladas às atuais 3 milhões de toneladas de capacidade instalada da Usina Tanabi, uma das sete do grupo no país. Com isso, a capacidade total de moagem sob o guarda-chuva da Tereos no Brasil crescerá 5%, para 21 milhões de toneladas de cana por safra.

O aporte também permitirá que a Tanabi direcione uma parcela maior do caldo de cana para a produção de açúcar. Atualmente, a usina pode direcionar 50% do caldo de cana para a produção da commodity e os outros 50% para o etanol.

 
Segundo Costa Filho, o aumento de capacidade industrial ocorre em paralelo a uma expansão agrícola da companhia, que vem intensificando o plantio em novas áreas com cana. No ano passado, a Tereos aumentou sua área de cultivo em 3 mil hectares, que serão colhidos na próxima safra (2017/18), entre abril e novembro. Neste ano, entre fevereiro e maio, a companhia acrescentará mais 5 mil hectares à sua área de cultivo por meio de arrendamentos. Essa área será colhida na safra 2018/19.

Atualmente, a Usina Tanabi ainda opera aquém de sua capacidade de moagem. Na safra 2016/17, a unidade processou 2,4 milhões de toneladas de cana e, na próxima temporada, a estimativa é de uma leve queda, para 2,3 milhões de toneladas.
Desde o ano passado, a recuperação dos preços do açúcar na bolsa de Nova York e a vantagem em relação à remuneração oferecida pelo etanol animaram algumas usinas do Centro-Sul a investir no direcionamento de mais caldo de cana para o açúcar.

Já os investimentos em aumento de capacidade de moagem têm sido pontuais, como o da São Martinho iniciado no ano passado para elevar a capacidade da Usina Santa Cruz em 500 mil toneladas, para 5,6 milhões de toneladas. Essa ampliação deve estar pronta para a temporada 2017/18.
Na semana passada, a Tereos concluiu a aquisição da participação de 45,97% da Petrobras Biocombustíveis na Guarani, por um valor de US$ 202,75 milhões por meio da Tereos Participations.
A decisão de adquirir a fatia da estatal se deu pela importância do Brasil no tabuleiro mundial da produção de açúcar, segundo o diretor Região Brasil da Tereos. "A Tereos é o terceiro maior produtor de açúcar do mundo, e para nós é estratégico ter uma posição no Brasil", disse Costa Filho. A Tereos não vê necessidade de um sócio para o negócio no Brasil, uma vez que o pagamento à Petrobras já foi feito, mas o executivo disse que a empresa está aberta se aparecer uma "oportunidade estratégica".
A companhia espera moer 20 milhões de toneladas de cana na próxima safra, um volume praticamente igual ao do ciclo atual. O mix será mais açucareiro, o que deve elevar a produção de açúcar de 1,6 milhão de toneladas na safra para 1,8 milhão de tonelada.