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Tonon e USJ tiveram prejuízo no 1º trimestre

03/09/2015 Cana-de-Açúcar POR: Valor Econômico
Dois grupos sucroalcooleiros divulgaram ontem seus balanços referentes ao trimestre encerrado em 30 de junho, o primeiro do ciclo 2015/16. E ambos, tanto o Grupo USJ quanto a Tonon Bioenergia, apresentaram prejuízos e passivos de curto prazo maiores que os ativos de igual vencimento. A Tonon informou a investidores cálculos que indicam uma melhora (proforma) de sua liquidez imediata, após uma renegociação de dívidas e a obtenção de um empréstimo depois de 30 de junho ¬ já no segundo trimestre da safra. Já o grupo USJ afirmou que, entre as medidas em curso, está a venda de terras.
Ao fim do primeiro trimestre, a Tonon tinha um passivo de curto prazo R$ 347,7 milhões superior ao ativo de vencimento em até 12 meses. A capacidade da empresa, que tem três usinas no Centro-Sul, de gerar "dinheiro" rápido era de R$ 116 milhões naquele momento, insuficiente para cobrir os compromissos de curto prazo. Mas, em julho, a empresa conclui as operações que aliviaram, em parte, essa pressão.
Recebeu um aporte do acionista Brotas Fundo de Investimento, via um adiantamento para futuro aumento de capital equivalente a R$ 50 milhões. Concluiu também a troca de um dos seus bonds, que, em suma, significou a redução de dois pontos percentuais na taxa de remuneração do bond e a possibilidade de não pagamento de cupons semestrais nos dois primeiros anos. Conseguiu, ainda, captar US$ 70 milhões, dos quais US$ 67 milhões já foram desembolsados.
Com isso, a Tonon conseguiu elevar sua posição de liquidez imediata. "Se todas essas operações tivessem ocorrido até o fim do 1º trimestre da safra, essa posição de liquidez não seria de R$ 116 milhões, mas de R$ 300 milhões, considerando caixa, equivalente caixa, estoques e contas a receber", afirma o presidente da Tonon, Rodrigo Aguiar.
Depois de postergar parte importante dos seus encargos por dois anos, a companhia busca melhorar sua performance operacional, após registrar queda de moagem no ciclo passado provocada por problemas climáticos. Até 30 de junho, o processamento acumulado de cana de 2015/16 havia recuado 15%, para 2,2 milhões de toneladas, devido à ocorrência de chuvas em junho. Mas, conforme Aguiar, uma recuperação está em curso desde então, com o estabelecimento de um clima mais seco. No trimestre findo em 30 de junho, a Tonon teve um prejuízo líquido de R$ 24,9 milhões, ante a perda líquida de R$ 29,6 milhões de igual intervalo do ano fiscal anterior.
Já o grupo USJ apresentou um prejuízo líquido atribuído aos controladores de R$ 55,9 milhões, ante a perda de R$ 36,2 milhões de igual intervalo do ciclo passado. Em 30 de junho, a dívida líquida da companhia estava em R$ 1,195 bilhão, 1,87% acima do registrado no trimestre imediatamente anterior, findo em 31 de março. O grupo, que pretende vender terras para diminuir sua pressão de curto prazo, informou em conferência que, a última avaliação feita, indicou que suas terras valem cerca de R$ 1,1 bilhão.
Conforme analistas, o ponto de alerta para os próximos trimestres é o efeito da valorização do dólar na dívida dessas companhias. Em 30 de junho, último dia do trimestre ao qual se referem os balanços, a moeda americana estava em R$ 3,10. Desde então, houve uma valorização de 18%, para R$ 3,67. 
Dois grupos sucroalcooleiros divulgaram ontem seus balanços referentes ao trimestre encerrado em 30 de junho, o primeiro do ciclo 2015/16. E ambos, tanto o Grupo USJ quanto a Tonon Bioenergia, apresentaram prejuízos e passivos de curto prazo maiores que os ativos de igual vencimento. A Tonon informou a investidores cálculos que indicam uma melhora (proforma) de sua liquidez imediata, após uma renegociação de dívidas e a obtenção de um empréstimo depois de 30 de junho ¬ já no segundo trimestre da safra. Já o grupo USJ afirmou que, entre as medidas em curso, está a venda de terras.

 
Ao fim do primeiro trimestre, a Tonon tinha um passivo de curto prazo R$ 347,7 milhões superior ao ativo de vencimento em até 12 meses. A capacidade da empresa, que tem três usinas no Centro-Sul, de gerar "dinheiro" rápido era de R$ 116 milhões naquele momento, insuficiente para cobrir os compromissos de curto prazo. Mas, em julho, a empresa conclui as operações que aliviaram, em parte, essa pressão.

 
Recebeu um aporte do acionista Brotas Fundo de Investimento, via um adiantamento para futuro aumento de capital equivalente a R$ 50 milhões. Concluiu também a troca de um dos seus bonds, que, em suma, significou a redução de dois pontos percentuais na taxa de remuneração do bond e a possibilidade de não pagamento de cupons semestrais nos dois primeiros anos. Conseguiu, ainda, captar US$ 70 milhões, dos quais US$ 67 milhões já foram desembolsados.

 
Com isso, a Tonon conseguiu elevar sua posição de liquidez imediata. "Se todas essas operações tivessem ocorrido até o fim do 1º trimestre da safra, essa posição de liquidez não seria de R$ 116 milhões, mas de R$ 300 milhões, considerando caixa, equivalente caixa, estoques e contas a receber", afirma o presidente da Tonon, Rodrigo Aguiar.

 
Depois de postergar parte importante dos seus encargos por dois anos, a companhia busca melhorar sua performance operacional, após registrar queda de moagem no ciclo passado provocada por problemas climáticos. Até 30 de junho, o processamento acumulado de cana de 2015/16 havia recuado 15%, para 2,2 milhões de toneladas, devido à ocorrência de chuvas em junho. Mas, conforme Aguiar, uma recuperação está em curso desde então, com o estabelecimento de um clima mais seco. No trimestre findo em 30 de junho, a Tonon teve um prejuízo líquido de R$ 24,9 milhões, ante a perda líquida de R$ 29,6 milhões de igual intervalo do ano fiscal anterior.

 
Já o grupo USJ apresentou um prejuízo líquido atribuído aos controladores de R$ 55,9 milhões, ante a perda de R$ 36,2 milhões de igual intervalo do ciclo passado. Em 30 de junho, a dívida líquida da companhia estava em R$ 1,195 bilhão, 1,87% acima do registrado no trimestre imediatamente anterior, findo em 31 de março. O grupo, que pretende vender terras para diminuir sua pressão de curto prazo, informou em conferência que, a última avaliação feita, indicou que suas terras valem cerca de R$ 1,1 bilhão.

 
Conforme analistas, o ponto de alerta para os próximos trimestres é o efeito da valorização do dólar na dívida dessas companhias. Em 30 de junho, último dia do trimestre ao qual se referem os balanços, a moeda americana estava em R$ 3,10. Desde então, houve uma valorização de 18%, para R$ 3,67.