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Unidos pela recuperação do setor sucroenergético em Sertãozinho

28/01/2015 Cana-de-Açúcar POR: Jornal A Cidade (Ribeirão Preto)
Após 3 mil demissões no último ano, trabalhadores, empresários e entidades ligadas ao setor sucroenergético foram às ruas e pararam Sertãozinho em protesto, ontem pela manhã.
O ato, segundo a Polícia Militar, reuniu 9 mil pessoas e interditou duas rodovias que dão acesso à cidade. Com máquinas agrícolas e trio elétrico, os manifestantes pediram apoio e fizeram reivindicações ao governo.
O “movimento pela retomada do setor sucroenergético” contou com a participação de entidades que entregaram uma carta ao Secretário Estadual de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim (PPS), exigindo medidas para a recuperação do setor, como a retomada imediata de investimentos na cadeia produtiva do etanol e uma maior valorização da energia gerada por meio do bagaço da cana-de-açúcar.
O documento contém nove itens e é assinado por 16 entidades. Investimentos em motores flex que tenham um melhor desempenho a etanol também fazem parte das reivindicações.
Jardim prometeu entregar as reinvindicações ao governador Geraldo Alckmin (PSDB). Mas, cobrou ações também do governo federal. “Nós estamos exigindo do governo a ampliação imediata de 25% para 27,5% na mistura de etanol na gasolina. Já está aprovado, é só colocar em prática”, explicou Arnaldo Jardim.
A manifestação começou às 7h e deixou partes das rodovias Carlos Tonani e Armando Salles de Oliveira interditadas por quatro horas.
O setor alega ter perdido 300 mil postos de trabalho nos últimos anos, além de presenciar o fechamento de 80 usinas. “O governo não age, apenas reage, este movimento vai chegar em Brasília, tenho certeza”, explicou Antônio Eduardo Tonielo Filho, presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (CeiseBr). Agora, o objetivo é que uma mobilização seja feita também na capital federal.
Cidade está ‘no limite’
Conceição Turini, empresária que mantém uma metalúrgica com 480 funcionários, pede ações que devolvam uma boa imagem ao setor. “Nenhuma empresa tem crédito; se você fala que trabalha com açúcar e álcool, os bancos fecham as portas. Acabou a credibilidade e a confiança do mercado.” 
No total, 45 entidades de várias cidades do interior de São Paulo participaram do ato. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sertãozinho, Samuel Marqueti, criticou a falta de apoio ao setor. “Não podemos falar de desenvolvimento social sem emprego. Não é flexibilizando o direito dos trabalhadores que vamos passar por esta crise”, disse. 
“Estamos no limite de nossas forças, precisamos de ações imediatas”, ressaltou Carlos Roberto Liboni, secretário de Indústria e Comércio de Sertãozinho.
Movimento também teve apoio do comércio
O comércio de Sertãozinho não abriu as portas na manhã de ontem em apoio ao movimento realizado por trabalhadores, empresários e várias entidades ligadas ao setor sucroenergético. Segundo a Associação Comercial e Industrial de Sertãozinho (Acis), 90% dos estabelecimentos aderiram.  
“Essas demissões também têm impacto no comércio e pode piorar, caso o cenário não se reverta. Não sabemos até quando podemos aguentar”, explicou Geraldo Zanandrea, presidente da Acis.
Luta
José Braz Chini, 55 anos, acorda bem cedo todos os dias para abrir sua mercearia. Porém, ontem foi diferente. Antes das sete da manhã, ele estava pronto para outra luta. “Eu também senti os efeitos das demissões, por isto estou aqui, é hora de todos se unirem pelo setor”, explicou o comerciante.
Quem ainda trabalha, participou do movimento em busca de ajuda para os amigos que foram demitidos no ano passado. O mecânico industrial Paulo Sérgio de Oliveira, 46 anos, trocou as ferramentas por uma bandeira do Brasil na manhã de ontem. “Vim apoiar meus companheiros, amanhã pode ser eu”, disse.
Após 3 mil demissões no último ano, trabalhadores, empresários e entidades ligadas ao setor sucroenergético foram às ruas e pararam Sertãozinho em protesto, ontem pela manhã.
O ato, segundo a Polícia Militar, reuniu 9 mil pessoas e interditou duas rodovias que dão acesso à cidade. Com máquinas agrícolas e trio elétrico, os manifestantes pediram apoio e fizeram reivindicações ao governo.
O “movimento pela retomada do setor sucroenergético” contou com a participação de entidades que entregaram uma carta ao Secretário Estadual de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim (PPS), exigindo medidas para a recuperação do setor, como a retomada imediata de investimentos na cadeia produtiva do etanol e uma maior valorização da energia gerada por meio do bagaço da cana-de-açúcar.
O documento contém nove itens e é assinado por 16 entidades. Investimentos em motores flex que tenham um melhor desempenho a etanol também fazem parte das reivindicações.
Jardim prometeu entregar as reinvindicações ao governador Geraldo Alckmin (PSDB). Mas, cobrou ações também do governo federal. “Nós estamos exigindo do governo a ampliação imediata de 25% para 27,5% na mistura de etanol na gasolina. Já está aprovado, é só colocar em prática”, explicou Arnaldo Jardim.
A manifestação começou às 7h e deixou partes das rodovias Carlos Tonani e Armando Salles de Oliveira interditadas por quatro horas.
O setor alega ter perdido 300 mil postos de trabalho nos últimos anos, além de presenciar o fechamento de 80 usinas. “O governo não age, apenas reage, este movimento vai chegar em Brasília, tenho certeza”, explicou Antônio Eduardo Tonielo Filho, presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (CeiseBr). Agora, o objetivo é que uma mobilização seja feita também na capital federal.
Cidade está ‘no limite’
Conceição Turini, empresária que mantém uma metalúrgica com 480 funcionários, pede ações que devolvam uma boa imagem ao setor. “Nenhuma empresa tem crédito; se você fala que trabalha com açúcar e álcool, os bancos fecham as portas. Acabou a credibilidade e a confiança do mercado.” 
No total, 45 entidades de várias cidades do interior de São Paulo participaram do ato. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sertãozinho, Samuel Marqueti, criticou a falta de apoio ao setor. “Não podemos falar de desenvolvimento social sem emprego. Não é flexibilizando o direito dos trabalhadores que vamos passar por esta crise”, disse. 
“Estamos no limite de nossas forças, precisamos de ações imediatas”, ressaltou Carlos Roberto Liboni, secretário de Indústria e Comércio de Sertãozinho.
Movimento também teve apoio do comércio
O comércio de Sertãozinho não abriu as portas na manhã de ontem em apoio ao movimento realizado por trabalhadores, empresários e várias entidades ligadas ao setor sucroenergético. Segundo a Associação Comercial e Industrial de Sertãozinho (Acis), 90% dos estabelecimentos aderiram.  
“Essas demissões também têm impacto no comércio e pode piorar, caso o cenário não se reverta. Não sabemos até quando podemos aguentar”, explicou Geraldo Zanandrea, presidente da Acis.
Luta
José Braz Chini, 55 anos, acorda bem cedo todos os dias para abrir sua mercearia. Porém, ontem foi diferente. Antes das sete da manhã, ele estava pronto para outra luta. “Eu também senti os efeitos das demissões, por isto estou aqui, é hora de todos se unirem pelo setor”, explicou o comerciante.
Quem ainda trabalha, participou do movimento em busca de ajuda para os amigos que foram demitidos no ano passado. O mecânico industrial Paulo Sérgio de Oliveira, 46 anos, trocou as ferramentas por uma bandeira do Brasil na manhã de ontem. “Vim apoiar meus companheiros, amanhã pode ser eu”, disse.